22 de jun de 2011

A amizade intocável – árbitro assistente

O árbitro assistente (regra 06) deve ser um verdadeiro amigo do árbitro (regra 05), esta amizade tem que ser ética e cristalina. Não há espaço no universo da arbitragem de futebol para indiferença pessoal e mesquinha, esta atitude leva a partida a uma atuação desastrosa e prejudicará ambas as equipes. Isso não é bom para o futebol.

O árbitro assistente deve atuar como um braço do árbitro e a ele será atribuídas funções de vital importância para harmonia da equipe de arbitragem, como a atribuição de marcar algumas faltas e incorreções (regra 12). Porém, antes de sinalizar uma infração, deve assegurar que:
ü  A infração ocorreu mais próxima dele do que ao árbitro (isso se aplica em certas circunstâncias a falta cometida dentro da área penal, futebolisticamente conhecida como grande área);
ü  A infração foi fora do campo visual do árbitro ou o campo visual estava obstruído;
ü  O árbitro não aplicaria a vantagem se tivesse visto a infração.
Quando uma falta ou incorreção é cometida, o árbitro assistente deverá:
ü  Levantar sua bandeira com a mesma mão que também será usada para a continuidade do sinal, isso dá ao árbitro uma clara indicação de quem foi infrator;
ü  Estabelecer contato visual com o árbitro;
ü  Agitar levemente sua bandeira (evitando qualquer movimento excessivo ou agressivo);
ü  Usar o sinal eletrônico de bip, se necessário.
O árbitro assistente deve usar a técnica de “esperar e ver” de modo a permitir que o jogo continue e não levantar sua bandeira quando a equipe contra a qual uma falta foi cometida se beneficiará de uma vantagem. Neste caso, é muito importante para o árbitro assistente estabelecer contato visual com o árbitro.
Quando uma falta é cometida fora da área penal (próxima à demarcação da área penal), o árbitro assistente deve estabelecer contato visual com o árbitro para ver onde ele está posicionado e que ação ele tomou. O árbitro assistente deverá ficar parado na altura da linha frontal da área penal e levantar sua bandeira, quando necessário.
Em situações de contra-ataque, o árbitro assistente deverá ser capaz de dar informação se uma falta foi cometida ou não, se foi cometida dentro ou fora da área penal, que é uma prioridade em qualquer situação, e que medida disciplinar deve ser tomada.
Quando uma falta é cometida dentro da área penal e fora do campo visual do árbitro, especialmente se próximo do árbitro assistente, ele deve primeiramente estabelecer contato visual com o árbitro para ver onde o árbitro está posicionado e que ação ele tomou. Se o árbitro não tomou nenhuma ação, o árbitro assistente deve levantar sua bandeira e usar o sinal eletrônico de bip e, então, visivelmente, movimentar-se pela linha lateral em direção ao poste de bandeira de canto.
Em situação de confronto coletivo, o árbitro assistente mais próximo deve entrar no solo sagrado (campo de jogo - regra 01) para ajudar o árbitro. O outro também deverá observar e relatar detalhes da ocorrência.
O contato visual e um sinal discreto com a mão por parte do árbitro assistente para o árbitro será suficiente em alguns casos disciplinares.
Em situações em que a consulta direta é necessária, o árbitro assistente deve avançar 2, 3 metros dentro do solo sagrado. Ao conversarem, o árbitro e o árbitro assistente devem estar de frente para o campo para evitarem que sejam ouvidos por outros.
Quando um tiro livre (regra 13) é concedido muito próximo à linha lateral e perto do assistente, ele deve entrar no campo de jogo para assegurar que a barreira esteja posicionada a 9,15 metros da bola (regra 02). Neste caso, o árbitro deve esperar até que o árbitro assistente retorne a sua posição antes de reiniciar o jogo.
Assim podemos observar que a atuação do árbitro e do árbitro assistente deverá ter uma impecável sintonia, pois o bom andamento do jogo depende desta amizade intocável.
Por Valter Ferreira Mariano

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