4 de nov de 2013

Pontualidade e honestidade

Todo povo excessivamente convicto de suas qualidades torna-se arrogante, e o inverso ocorre com um povo que só acha que tem defeitos e se julga cheio de defeitos e se aceita como inferior naturalmente.

Os denominados países desenvolvidos firmam os valores para todos os demais. Os ingleses são reconhecidos e admirados pela pontualidade. É comum ouvir-se a expressão “pontualidade britânica”. Os japoneses firmaram-se como os melhores em transformar tudo que for gigante em miniatura. Os americanos em fazerem justiça, especialmente no terreiro alheio. E os brasileiros em darem um jeitinho.

Este arranjo tem por objetivo corrigir o que não se faz bem-feito, ou em tempo certo. Quando se refere a prazo, o que demandaria um mês se realiza no último minuto de um ano. Por isso, faz-se de atropelo e erra-se por demais. Daí vem a necessidade de corrigir, via de regra, de forma a burlar as regras legais e de segurança. Muito raro o jeitinho ajuda. Como regra, é o símbolo maior do atraso deste país.

Como nada ocorre por acaso, essa conduta nacional se firmou por ser valorizada em alguns setores sociais. Por muito tempo o malandro do samba carioca foi enaltecido. Morava em bairros pobres, fumava e bebia muito, vestia-se de branco, usava chapéu e, de quebra, era o verdadeiro gigolô de mulheres ricas.

No futebol também se cultua em demasia a malandragem. Os comentaristas entusiasmam-se com as artimanhas. Jogadores que simulam sofrer faltas penais e fingem sofrer agressões para forçarem a expulsão dos adversários. Não são válidos dribles para enganarem os adversários. São artifícios para levarem vantagens indevidas, coroadas com uma mensagem do ex-jogador Gérson para se levar vantagem em tudo.

Esse comportamento desleal generalizou-se e passou a integrar às atitudes do dia-a-dia dos cidadãos como sinônimo de inteligência e criatividade.

Quem trabalha em empresa ou tem profissão que permite andar em ônibus sem pagar, nunca mais banca suas passagens, mesmo depois de perder esse direito. Usa o uniforme, o crachá, dá a famosa carteirada. Procedimento que se repete na entrada em cinema, em teatro, em jogo de futebol, com a famosa meia-entrada.

Nas grandes cidades é comum o motorista permitir a venda no interior dos ônibus em troca de um salgadinho ou doce jogado, rápida e de forma despretensiosa, depois da descida do ambulante. Isso é corrupção dissimulada, pois sem a troca, sua entrada não seria permitida. Por essas e outras, advogados brasileiros não fazem defesas da justa pena, mas da impunidade, mesmo conhecedores da culpabilidade de seus clientes, similar à defesa feita pelos procuradores dos mensaleiros de que seus clientes “só” praticaram o caixa dois, numa alusão espantosa de crime menor.

Com tantos desvios de conduta, cobra-se ética de parlamentares e de políticos em geral, que deve mesmo ser cobrada, mas a ética tem que fazer parte de todos os atos da vida das pessoas, sem exceção. Essas condutas devem ser reprovadas por serem desonestas e prejudiciais à nação. Glamourizar esses desvios de conduta confunde e distorce os valores éticos de um povo, que define como um “jeca” quem defende a honradez e pontualidade.

Pedro Cardoso da Costa - Interlagos/SP

Bacharel em direito

4 de out de 2013

INSPIRAÇÃO QUE LEVA A SER ÁRBITRO DE FUTEBOL.

Se eu tivesse dedicado ou estudado para ser um médico, certamente o meio caminho seria outro e minhas inspirações seriam antagônicas as que eu tenho hoje.

Pois vamos lá... Sabe aquela sensação de ter nascido para fazer algo? Creio que todos tem esta sensação ou já tiveram ou vão ter. No meu caso, nasci para ser arbitro de futebol, escrever e lê publicações sobre este sedutor universo da arbitragem. Universo fascinante e muito popular, onde todo mortal sem exceção já deu seus latejos mesmo sendo (maioria) leiga no assunto.

Adalberto Christian do Amaral, Valter Mariano, Wladmilson Luiz e Aparecido Mariano da Silva

Penso se tivesse tomado outro caminho o que estaria neste momento fazendo, certamente não escrevendo este artigo e nem conheceria as pessoas do meu cotidiano.  Seria alheio a tudo que faço e não imagino falando ou escrevendo sobre outro assunto, não que as demais funções não tenham o seu êxtase pelo contrario seria feliz também, mas certamente não vivenciaria a adrenalina de esta dentro do solo sagrado (campo de futebol), sendo ovacionado a cada silvo do apito ou quando todos esperam ouvi-lo e não é soprado, escutar as lindas frases de elogios a minha santa mãe que hoje se encontra no céu, seria impossível viver isso em outra profissão.

A cada partida de futebol que participo é uma nova figurinha para colar em meu álbum de memoria, o que é melhor, não tem figurinha repetida, são emoções sempre diferentes, boas e ruins, momentos de suicídios se eu falar dos campos de futebol sem ou com alambrados precários sem a mínima condição de segurança espalhados nas periferias das grandes cidades onde as torcidas sempre querem o “couro” do árbitro. Isso é ou não é suicídio?

Para continuar minha saga dentro deste universo, conto com novas inspirações para realizar a nobre função cada vez melhor, a inspiração de passar o conhecimento adquiridos nestes anos a gerações mais novas, inspiração de escrever novas ‘aventuras’ reais vividas a cada partida de futebol, sem duvida pode afirmar que a inspiração é o combustível da arbitragem, a inspiração é o salto que necessitamos para sempre esta no topo de nossas profissões. Sem inspiração o que seria do ser humano?

A mesma pergunta eu faço ao árbitro que não inspira nada. O que ele esta fazendo dentro do universo da arbitragem de futebol? Simples resposta: Nada. Assim sendo é melhor deixar o lugar para outro que esteja inspirado a compartilhar as inúmeras emoções que esta fascinante função permite ao mortal e humano árbitro de futebol viver a cada jogo. Por isso que eu sou feliz!


Por Valter Ferreira Mariano

11 de set de 2013

O DIA DO ÁRBITRO

Hoje, 11 de setembro, comemoramos o dia do árbitro, mais que merecido esta data, mesmo que este profissional ainda não tenha todo reconhecimento e respeito da sociedade esportiva principalmente a futebolística.

PARABÉNS TODOS OS ÁRBITROS PELO SEU DIA.

Em nosso cotidiano podemos ver com clareza as demais profissões sendo enaltecidas e tendo os créditos merecidos, são profissionais dedicados em suas áreas de atuações e por isso recebem seus laureis pelos serviços prestados a sociedade.

Porque essas atitudes não ocorrem em relação ao árbitro? Ele também é um profissional como os demais. Fez curso, estudou, treinou. Resumo fez o mesmo que um engenheiro guarda as devidas proporções para ter o seu diploma de árbitro.

A sociedade esportiva principalmente a futebolística tem que mudar sua atitude em relação a este profissional, dar condições para surgimentos de novos árbitros, sobretudo entre as gerações mais novas, dar também um melhor reconhecimento financeiro e condições para exercer a nobre função..

Todos reconhecem que sem o árbitro não pode ser realizada uma partida de futebol ou de outra modalidade esportiva em alto nível, até mesmo nas peladas, onde não tem especificamente um árbitro, mas há regra para ser seguida, ou seja, todos ali são jogadores e ao mesmo tempo árbitros.

Assim definimos que este profissional é merecedor desta data e de outras, do reconhecimento e glorias esportiva, da compreensão quando do erro e aplausos quando do fiel comprimento da sua nobre tarefa, parabéns a todos os árbitros, tenham a certeza que vocês são importantes em qualquer evento esportivo.


Por Valter Ferreira Mariano

7 de ago de 2013

O PAI, ÁRBITRO!

Dia dos Pais, uma data interessante a comemorar, outros falam que é apenas uma data para aumentar as receitas do comercio em geral, mas por fim uma data especial.

ÁRBITRO (PAI) PC - PAULO CÉSAR SILVEIRA COM SUA FAMÍLIA. PESSOA CORRETA, EXEMPLO PARA SOCIEDADE FUTEBOLÍSTICA.
Podemos dizer que a figura do pai em nossa vida pode nos moldar para sempre, a educação e os exemplos transmitidos por este será sempre observado pelo filho, tanto na infância, na adolescência e na independência.

Vejamos o árbitro de futebol ele pode ser um pai ou ter um pai, claro, todos nos termos pais, mas entendeu minha colocação, uma pessoa incomum aos olhos dos amigos por acharem que o seu pai é um louco, mas corajoso por enfrentar um batalhão de pessoas nas arenas esportivas, principalmente nos campos de futebol dos fins de semana, quando nem mesmo ter um alambrado em condições de oferecer segurança, mas ele, pai, o árbitro, está lá, todo imponente com seu uniforme correndo para cá e para lá, sem cansar, apitando seu apito com toda firmeza mostrando a todos que naquele terreno quem manda é ele, o pai, o árbitro de futebol.

Dentro de campo, com sua postura intocável, podemos observar grandes valores da vida, a honestidade e a humidade, estas duas anda sempre de mãos dada e representa o caráter dele perante toda a sociedade futebolística.

Assim podemos definir em curtos parágrafos um pouco do pai, árbitro de futebol, que no futebol amador ou várzea, deixa seu lar e seus entes queridos nos primeiros raios do sol em sua caminhada até os campos de futebol, localizados nas periferias das grandes cidades onde até a própria policia pensaria duas vezes em este ali presente, mas ele vai está lá com seus assistentes e com Deus como seu guardião e fará de tudo para aplicar a Carta Magna e suas diretrizes sem incitar ou temer em errar, pois sabe que sua natureza humana lhe permite tal erro que não é reconhecido pelos demais membros desta sociedade que o vê sempre com os olhos da desconfiança.

A coletividade futebolística insiste em não reconhecer o valor deste cidadão, mas reconhece que ele é peça importante dentro de uma partida de futebol, pois sem ele não tem partida e nem campeonato, com esta afirmativa, o filho, vê em seu pai não a loucura de esta dentro de um campo de futebol, mais sim toda a importância que seu pai (árbitro) tem perante a sociedade.

Nota: Dedico este artigo aos amigos árbitros que são pais: PC – Paulo César Silveira, Rodrigo Morais de Jesus, Walas Brito, Luiz Fernando Prado (Peruíbe), Ronnie Brandt Romanini, Wladmilson Luiz, Dilson Correa Primo, Clodoaldo Cardoso Oliveira, Edson Correa Primo, Edi Francisco da Silva, Alvino Ferreira da Cruz e a todos demais árbitros que são pai.


Por Valter Ferreira Mariano

4 de jul de 2013

REGRA 11 – TERMO “PARADA” – DEFESA SEGUIDA DE REBOTE.

Vou tentar tirar algumas duvida em relação à regra 11 da Carta Magna do Futebol, onde ouve esta modificação para melhor entendimento e tradução para se tornar algo universal, sem duvidas quando da efetuada traduzida.

Foto: Reuters

A palavra “parada” que inserida na regra 11 (fora de jogo) “impedimento” é ação do goleiro (guarda meta) utilizando das suas mãos ou pés ou do companheiro de equipe este exceto com as mãos impede que a bola entre em sua meta.

Assim podemos afirmar que a palavra “parada” significa uma defesa seguida de um rebote.

Também podemos observar que tal palavra parece na Regra 12 (faltas e Incorreções) relacionada à ação do goleiro, ou seja: “considera que o goleiro controla a bola quando a toca com qualquer parte de suas mãos ou braços, exceto se a bola rebate acidentalmente nele, exemplo, depois de ter efetuado uma defesa onde não segurou a bola em definitivo”.
Porem a ação de realizar uma “parada” (defesa) deliberada da bola para impedir que essa entre na sua meta, também pode ser realizada por um companheiro com qualquer parte do corpo exceto as mãos.

Com estas definições podemos chegar as seguintes conclusões:
Ganhando vantagem por estar naquela posição.
a)     Que um jogador, depois de haver estado em posição de impedimento, joga a bola que desvia ou rebate em um poste, no travessão ou num adversário;

b)      Que um jogador, depois de haver estado em posição de impedimento, joga ou toca a bola que desvia, rebate ou é jogada por um adversário (goleiro ou companheiro) que deliberadamente realiza uma defesa (parada).

Um jogador em posição de impedimento que recebe a bola de um adversário (goleiro ou jogador de linha) que deliberadamente joga a bola, exceto no caso de uma defesa (para) deliberada, não é considerado ter ganhado vantagem por estar naquela posição.

Com estes modificação e esclarecimento em relação ao termo “parada” a FIFA quer diminuir os percalços das diversas línguas faladas dentro do universo da arbitragem de futebol tornando a Carta Magna (livro de regras) em um único texto universal.

Veja os vídeos explicativos: http://garcia-aranda.com/offsideifab/index.html

Por Valter Ferreira Mariano




28 de jun de 2013

CONHECIMENTO E POSICIONAMENTO, FATORES PARA BOA ARBITRAGEM.

Uma boa arbitragem passa sem duvida pelo conhecimento da Carta Magna do Futebol (Livro de Regras) e da mecânica do seu posicionamento dentro do solo sagrado (campo de futebol – regra 01) são estes dois fatores que deferência o simples árbitro do árbitro de ponta.

O árbitro Valter Ferreira Mariano - palestrando sobre a Carta Magna do Futebol -
auditório da Câmara Municipal de Indaiatuba /SP - Brasil

Não é necessário decorar a Carta Magna e sim entender cada uma das 17 regras e saber coloca-las em pratica quando necessário.

O conhecimento dará ao árbitro (regra 05) a destreza em aplicar a lei, não deixará a impressão que se utiliza de dois pesos com valores diferentes, esta aproximação de igualdade nas infrações deixa os jogadores satisfeitos, pois reconhece o critério de igualdade do árbitro, assim o jogo segue como deve ser desenvolvido, sem reclamação, fica mais vistoso e o fair play reina soberano na partida.

Seu posicionamento dentro do solo sagrado é fundamental para colocar seu conhecimento em prática, sua visão da jogada será sempre rica em detalhes que lhe permitira ter uma decisão justa e correta do lance. Este fator elevará ainda mais a segurança depositada pelos jogadores na arbitragem, quando de uma interversão verão que o árbitro esta bem próximo do lance e que sua decisão foi correta.

Entretanto este segundo fator requer um bom condicionamento físico, hoje o futebol é muito dinâmico e veloz, sem este preparo físico o árbitro não conseguirá está próximo das jogadas e poderá ter uma visão prejudicada e decisão equivocada levantando a irá deste ou daquele jogador (regra 03).

Porem este mesmo fator tem uma exceção à regra, ou seja, nem tudo que é preciso ver está próximo aos olhos, uma visão periferia do lance requer certa distancia, pois infrações (regra 12) podem ocorrem longe da posição da bola (regra 02) e o árbitro terá que se atentar para esta possibilidade.

Resumindo, conhecimento e posicionamento são fatores que possibilitarão ao árbitro o seu reconhecimento pela sociedade futebolística como um simples arbitro ou arbitro de ponta.


Por Valter Ferreira Mariano

22 de mai de 2013

A NOVA INTERPRETAÇÃO DE MÃO NA BOLA E BOLA NA MÃO.

Árbitro italiano Massimo Bussaca

Uma mudança na orientação de marcação de infrações em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” será colocada em prática na Copa das Confederações 2013, a se realizar dentro em breve no Brasil. Não será uma mudança na Carta Magna do Futebol (livro de regras), mas o árbitro italiano Massimo Bussaca, o atual comandante do universo da arbitragem, alega ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola se for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

- O movimento da mão em direção à bola (e não da bola em direção à mão);
- A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);
- A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;
- Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;
- Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar.

Por Valter Ferreira Mariano
Fonte: Blog do amigo e professor Rafael Porcari.

6 de mai de 2013

A MÃE DO ÁRBITRO DE FUTEBOL.

Mãe e arbitra Assistente Daniella Magalhães

Por que falar mal de uma pessoa que não se conhece? Atacando com adjetivos não agradáveis? Simplesmente em situação onde ela nem este presente?


Esta é a mãe do árbitro de futebol, sempre ovacionada e rotulada com estes adjetivos. Mas por que tanto rancor contra um ser divino, será que este que a rotula nunca teve o prazer de ter mãe, mesmo que seja a mãe de criação.

Todavia não importa o quanto escrevemos para reverencia-la sempre haverá aquele que ira nos contradisser, mas, vamos falar da parte boa deste assunto, mãe não é apenas ter o nome dela em nossos documentos pessoais é ter alguém para abraçar quando no momento ruim não há ninguém que se apresenta para dar este abraço, mas ela estará lá de braços abertos esperando para consolar e enxugar nossas lagrimas.

Ela é um ser divino, quer sempre o bem dos filhos mesmos quando não são compreendidas em algumas decisões, mas pode ter certeza ela só quer o bem.

Ser mãe é uma tarefa de grande grau de dificuldades, pois cuidar de uma casa entre aspas não é difícil, mas colocamos junto a esta missão a tarefa de cuidar dos filhos, educá-los para uma sociedade consumista cheia de coisas ruins, ensinar o que é preciso para se tornar uma pessoa de respeito no futuro próximo, ensinar a ter cuidados com certos relacionamentos e principalmente não chegar perto do mal do século as drogas.

É apenas uma pequena mostra dos afazeres que a mãe possui e ela nunca reclama de ser mãe pelo contrario ela ama ser mãe.

Neste dia que o calendário coloca a mãe em evidencia faça este dia ser o mais completo para ela, não deixe de levantar da cama e dar um simples abraços, pois com toda certeza para ela não será um simples abraço tenha certeza disso.

Por Valter Ferreira Marino

7 de mar de 2013

08 DE MARÇO – NOVOS CONCEITOS, NOVA REALIDADE.

A sociedade atual ainda requer um forte ajuste no tocante diferencial dos sexos, quer dentro ou fora do lar.


A árbitra assistente (regra 06) Nadine Schram Bastos



Não podemos ainda viver nas sobras do passado e ver a mulher como uma peça sem valor no quebra cabeça de uma sociedade globalizada, vivendo como as antigas civilizações gregas, romanas e mesopotâmias nas quais a mulher só tinha a missão gerar filhos ou como na cidade estado de Esparta, mulher que só gerava meninas, não tinha valor na sociedade, pois como uma cidade fortemente militarizada os meninos gerados seriam futuros guerreiros.

Historicamente a mulher sempre foi rotulada como frágil e submissa, sem opinião própria, não podia em certas culturas escolher o seu próprio marido.

Porém a realidade dos nossos dias mostra que estas culturas estavam erradas, que a mulher não é um “peão descartável do tabuleiro de xadrez” e sim uma rainha e como tal deve ser tratada.

A sociedade futebolística vê nela uma nova realidade principalmente no universo da arbitragem de futebol que vem fixando cada vez mais ela em suas fileiras de árbitros e árbitros assistentes.

Este novo posicionamento vem encontro que a mulher tem uma vantagem em relação ao homem, pois são mais detalhista e dedicada as tarefas de aprimoramento da nobre função. Não tem preguiça na hora de treinar, pois além trabalhar fora e dentro de casa, não se queixa que esta casada e que o treino pode ficar para outro dia.

Esta disposição faz dela uma componente importante para modernização da arbitragem. São estes caprichos que fazem a diferença dentro do campo de futebol, pois ali a atenção dela é focada no jogo que esta acontecendo. Uma atenção que resulta e bons resultados, principalmente na função de árbitro assistente.

Com isso o universo da arbitragem de futebol tem de certo modo cutucado os árbitros para que eles também possam agir com esta dinâmica que a mulher apresenta em relação a sua dedicação a nobre função.

São novos conceitos e uma nova realidade, a sociedade em um todo não pode mais ser mesquinha com a mulher, deve sim trata-la por igual, não só em relação aos cargos de trabalhos, mas sim como uma pessoa importante que deve ter o seu respeito e valor, ganhos e reconhecimento pelos seus papeis exercidos numa sociedade evolutiva e globalizada.

Por Valter Ferreira Mariano

15 de fev de 2013

A SENSIBILIDADE DO ÁRBITRO DE FUTEBOL.


O árbitro de futebol é feito de facetas como o diamante, quando mais lapidado mais valioso ele fica.


Árbitro (referee) Bülent Demirlek: Galatasaray x Fenerbahce – um dos clássicos com maior rivalidade do mundo. (foto).


Uma faceta do árbitro a ser lapidada é a faceta da sensibilidade, ou seja, a faceta de sentir o jogo de futebol, sua leitura e a dinâmica que os jogadores estão querendo, isso são estímulos externos ou internos que a partida está impondo.

A percepção aguda de visualizar os acontecimentos em sua volta quer do momento da sua indicação a entrega do relatório da partida lhe permite avaliar o grau de dificuldade que a partida tem de importância, quer de um simples amistoso a uma decisão Copa do Mundo.

Sua disposição em relação ao jogo deve ser sempre dominada não deixando os comentários de a sociedade futebolística lhe causar mal estar algum, não deve dar ouvidos as criticas nada favorável a sua indicação feita por este ou aquele clube que na verdade só quer justificar uma derrota antecipada de sua equipe transferindo a responsabilidade toda para arbitragem.

No entanto esta sensibilidade passa pelos sentimentos pessoais, sentimento de estar contente com a indicação, ser feliz mostra total controle emocional, isso é bom, é algo visível por todos, inspira bons ventos e dar ao árbitro a segurança que fará uma boa arbitragem.

A sensibilidade é um conjunto de emoções, sua suscetibilidade requer uma visão extremamente profissional de suas ações, ou seja, do conhecimento da Carta Magna do Futebol (Livro de Regras), da sua aplicação com imparcialidade, do ótimo preparo físico e do apoio da família, sem esta ultima todo este conjunto será como a edificação de uma casa sem alicerce.

Por Valter Ferreira Mariano

6 de fev de 2013

UMA VIDA DEDICADA AO UNIVERSO DA ARBITRAGEM DE FUTEBOL.


Foi-se o tempo em que as mulheres eram o sexo frágil em diversos setores da sociedade.

Silvia Regina de Oliveira (foto: Eduardo Migliato)


Na sociedade futebolística embora ainda exista um preconceito que deve ser combatido, aos poucos as “donas do apito” estão provando dentro do solo sagrado (campo de futebol – regra 01) onde a nobre função que antes era predominantemente exercida pelos homens, pode perfeitamente ser habitada por beldades que com talento, deixam as partidas de futebol ainda mais belas de assistir.

Uma das pioneiras da arbitragem feminina no Brasil é a paulista Silvia Regina de Oliveira. Com uma conduta moral irretocável, a ex-árbitra FIFA de são Paulo rompeu barreiras mostrando na prática como se deve bater de frente com o sistema, sem pisar nas pessoas conseguindo de forma incontestável, o seu valoroso espaço na arbitragem.

Silvia era uma árbitra disciplinadora, que não tinha o hábito de levar desaforos para casa. Acostumada por atuar em grandes espetáculos, em seu currículo vitorioso no apito há clássicos e mais clássicos dentro do futebol brasileiro, marca essa que muito marmanjão não conseguiu e nem conseguirá bater.

Hoje fora dos gramados, o conhecimento adquirido em quase duas décadas de experiência é levado aos mais jovens. Embora recuse o rótulo de a estrela da arbitragem brasileira, Silvia Regina é muito mais que isso, pois foi ela a grande responsável pelo crescimento da arbitragem feminina no Brasil.

Que a CBF e Federação Paulista nunca se esqueça disso e continue lhe valorizando.

Artigo publicado no blog: Expresso da Várzea.
Editado neste blog: Por Valter Ferreira Mariano

1 de fev de 2013

O TRABALHO EM EQUIPE - SUCESSO NO UNIVERSO DA ARBITRAGEM DE FUTEBOL!


Uma forma especial de organização, que visa, principalmente, a ajuda mútua entre árbitro (regra 05), árbitros assistentes (regra 06) e o quarto árbitro em uma mesma partida (regra 07) é o trabalho em equipe, que pode ser descrito como um conjunto de pessoas que se dedicam a realizar uma tarefa ou um determinado trabalho.


O trabalho em equipe busca a valorizar cada indivíduo e permitindo que todos façam parte de uma mesma ação, além de possibilitar a troca de conhecimento e experiência, pois motiva a equipe de arbitragem a buscar de forma coesa os objetivos traçados para a partida.

Na visão do psicólogo Abraham Maslow (1908-1970), profissional que deu início a Psicologia Transpessoal (área da psicologia que estuda a consciência nos seus diferentes níveis e a sua relação com os aspectos evolutivos do ser), o trabalho em equipe possibilita dar e receber, por parte de cada um de seus membros, afeição, aceitação e sentimento de importância. Para Maslow, “isto faz com que o indivíduo cresça, tornando o trabalho determinante, pois o objetivo a ser alcançado depende, exclusivamente, da satisfação psicológica do indivíduo bem como das relações humanas”.

A necessidade de desenvolvimento do trabalho em equipe passa por diversos fatores de importância, como a definição de prioridades, o incentivo, divisão de responsabilidade, comunicação, cooperação, uma palavra amiga, otimismo e o estar aberto a ouvir e ser ouvido. Todos estes fatores, quando são acrescidas ao ser individual (si próprio), pode significar o sucesso da equipe de arbitragem no fim da partida.

Entretanto, como benefício, uma equipe coesa aflora muitas características que até então passavam despercebidas no individual, como a alegria de atuar, a participação e a visão do espírito do jogo.

Podemos usar como exemplo as palavras do ex-árbitro italiano Pierluigi Collina, que apitou a final de Copa do Mundo da FIFA – “trabalho de equipe é também um aspecto crucial da arbitragem, assim como os onze jogadores em uma equipe de futebol devem trabalhar juntos para atingir o objetivo comum de conseguir um resultado positivo, o árbitro, seus dois assistentes e o quarto árbitro podem fazer apresentações de excelente qualidade se eles se incentivarem se comunicarem apropriadamente. Porém aquele que achar que pode suportar sozinhas a responsabilidade de uma partida e que tenha a prepotência que pode apitar sem a ajuda de seus assistentes é, na verdade, um árbitro muito pobre”.

Portanto podemos definir que o trabalho em equipe e de vital importância para uma boa arbitragem, pois significa compartilhar uma direção comum: o sucesso dentro do universo da arbitragem de futebol.

Por Valter Ferreira Mariano
Foto: Álbum de foto de Celalettin Lütfi Bektaş


22 de jan de 2013

OS CAMINHOS DO UNIVERSO DA ARBITRAGEM


O apito é soprado, inicia-se uma partida de futebol. No meio do solo sagrado, campo de futebol (regra 01), se encontra João dos Santos, homem humilde de pouca posse, porém rico de virtudes e bondade no coração. Aprendeu com o pai a lição mais importante da vida, a lição de nunca beneficiar-se de algo ilícito. E foi esta lição que o levou a querer ser um árbitro de futebol.

Para chegar a ser um bom árbitro (regra 05), João dos Santos sabe que os caminhos da arbitragem não serão caminhos cobertos de pétalas e sim cheios de espinhos, onde encontrará a arrogância e o egoísmo dos próprios companheiros, mais também sabe que tais obstáculos serão transpostos com uma postura independente, com iniciativa, originalidade e dedicação.

Na busca do seu ideal, João dos Santos sabe que deverá sempre manter uma postura de cooperação e de bom senso, estando aberto ao dialogo e ao entendimento. O otimismo que estampa suas atitudes serão contagiante e será o caminho da arbitragem que o levará ao sucesso.

A vida dentro da arbitragem sempre colocará em situações deverá empregar o senso prático e assumir tarefas que requeiram alguns sacrifícios. Estes sacrifícios desenvolveram sua flexibilidade; a ser uma pessoa tolerante, principalmente consigo mesmo; ter fé na sua capacidade de viver de modo construtivo e organizado. E este será o caminho para ser um árbitro vencedor.

Prosseguindo com sua jornada, João dos Santos encontrará situações onde irá aprender com as experiências vividas por outros árbitros, as quais lhe permitiram a fazer mudanças quando necessárias. E este será o caminho que lida sabiamente com a liberdade, seguir o ritmo natural, desapegar-se de velhos hábitos e aceitar a correção na sua maneira de arbitrar.

Outro caminho que João dos Santos passará dentro da arbitragem será o levará a exercitar a responsabilidade com relação aos outros, principalmente com sua família, a capacidade de compreensão e senso de justiça.

A capacidade de analisar e aprofundar nos conhecimentos do espírito das regras e transmiti-los aos leigos apaixonados será o caminho da divulgação da Carta Magna do futebol.

O desafio do último caminho será a cobrança perpétua do perfeccionismo que a sociedade futebolística requer do árbitro. Porém João dos Santos deve encarar este caminho, como um ser humano, e não cobrar este perfeccionismo de si mesmo e nem dos outros. Não deve protelar decisões e nem alimentar situações antissociais, deve sempre exercer a sua capacidade de conhecedor das 17 regras e exercer este poder com responsabilidade e humildade, equilibrando sempre os aspectos textuais com o seu espírito.

Se chegar o fim desta jornada, João dos Santos deverá ter em mente que apenas um chegará ao topo e não será demérito nenhum se não conseguir ser um árbitro FIFA, mas terá o respeito dos demais árbitros por ter tentado e se dedicado a este ideal.

Por Valter Ferreira Mariano

8 de jan de 2013

COMO ESTUDAR A CARTA MAGNA DO FUTEBOL (LIVRO DE REGRAS)?


Para realizarmos algo com sucesso no Universo da Arbitragem de Futebol e preciso ter vontade de realizar, e esta vontade e conjugada ao estudo da Carta Magna e sua diretrizes.

Para iniciar um bom estudo e necessário tirar tudo da cabeça o que não se refere ao universo da arbitragem, em seguida limpe a mesa, somente deixa sobre ela o material que será estudado. Agindo desta forma sua mente estará com mais espaço e facilitará uma leitura mais eficaz do texto, e, as informações serão rapidamente compreendidas.

Sua concentração deve ser focada no que esta lendo, assim se cansará menos e sua capacidade de aprender será ampliada, treine sua habilidade de conseguir a atenção no que esta fazendo, pois esta habilidade também será requisitada dentro do solo sagrado (campo de jogo – regra 01), onde sua concentração será colocada a prova a cada minuto da partida.

Reflita constantemente o que esta aprendendo, persista mesmo quando não entender este ou aquele trecho do texto, o importante é compreender que esta lendo e não apenas ler o texto inúmeras vezes e não entender, tirar as duvida com outro companheiro da nobre função é uma boa maneira de aprender corretamente os textos da Carta Magna.

O raciocínio deve este empenhado em aprender corretamente tudo que esta sendo absorvido, somente vire a pagina quando tiver a certeza que realmente aprendeu, sua inteligência em função do estudo procurando o que deve ser compreendido resulta numa maior capacidade na aplicação das regras e diretrizes na partida, permitindo reduzir o coeficiente de erros que possa ter durante a mesma.

Evite estudar perto de pessoas onde conversam, de preferência ao silencio, escolha um lugar onde permite certo conforto, utilize de mesa e de uma cadeira, sente-se, não adquire o vicio de estudar deitado, pois tudo que for lido pode ser apagado pelo inevitável sono, evite está perto de rádio ou televisão, certamente irão desviar sua atenção, sempre se alimente antes de estudar, claro, coma o necessário, sem gula, pois esse excesso prejudicará sua habilidade de aprender e compreender corretamente o que esta sendo lido.

Um bom estudo é aquele que feito de forma planejada e organizada, tendo tudo que deve ser utilizado com fácil acesso. Não tenha a sede de aprender tudo de uma só vez, use intervalos, use o tempo reservado com sabedoria, pois a Carta Magna (Livro de Regras) requer de seu leitor a eterna leitura de suas paginas.

Por Valter Ferreira Mariano