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1 de set. de 2010

A mídia esportiva – o fiel da balança

Não resta ao árbitro de futebol (regra 05) outra alternativa para defesa de seu direito de errar como ser humano a via da perfeição.

Ocorre que a sociedade futebolística rica em cifras ao lado da mídia esportiva que por sua vez registra seus comentários alicerçados a um conglomerado de parafernálias eletrônicas: “o árbitro errou!”.

Esta sociedade é diretamente afetada pela mídia. Como exemplo, podemos citar as imagens geradas por um programa de computador que cria uma parede virtual para analisar a ação do árbitro assistente (regra 06), também chamado de bandeirinha, se aconteceu ou não um erro, erro quando ocorrido estipulado em poucos centímetros, sem perdão: “o bandeirinha errou! Não estava impedido (regra 11)”. Alimentando ainda mais a cólera já existente entre esta sociedade e a arbitragem.

Não há duvida que a imagem é clara, pois o direito humano de errar deve ser estabelecido para que possa haver uma diminuição desta cólera e, atender a um anseio de estabelecer uma relação mais humana e justa entre a sociedade futebolística e arbitragem de futebol.

Enquanto este anseio não for estabelecido, o poder da mídia esportiva será o fiel da balança democrática.




Por Valter Ferreira Mariano

31 de ago. de 2010

O acesso as ferramentas


31/08/2010 - Muitos árbitros não têm acesso às ferramentas existentes para melhorar sua performance dentro e fora do solo sagrado (campo de jogo – regra 01) e, assim, retardam o seu crescimento dentro da nobre função, porque não compreendem adequadamente as 17 regras que compõe a carta magna do futebol, prejudicando suas decisões durante a partida de futebol.

Por isso, as escolas de arbitragem e as entidades que administra o futebol profissional e não profissional tem que criar mecanismo para que todos os árbitros possam ter acesso às estas ferramentas.

O treinamento e condicionamento físico colocam os árbitros (regra 05) no mesmo patamar dos atletas, porem têm que ser acompanhado por um profissional da área. Um psicólogo se faz necessário para combater o stress do cotidiano. Palestras, vídeos e treinamento de campo são imprescindíveis na qualificação, bem como o acesso as diversas publicações relacionadas à arbitragem de futebol.

Há muito a fazer e, o incentivo a estas pratica será o caminho para diminuir o preconceito da sociedade futebolística em relação aos árbitros e, também será o caminho para colocar todos no mesmo patamar da excelência da arbitragem.

Por Valter Ferreira Mariano
Foto do blog assunto de mulher

30 de ago. de 2010

Novo texto da regra 14 - o tiro penal

EMENDAS ÀS REGRAS DE JOGO E DECISÕES DO BOARD

1. Regra 14 – O Tiro Penal
(apresentada pela FIFA)

Interpretação das Regras do Jogo e Diretrizes para Árbitros

Procedimento

Texto Atual
O ato de utilizar fintas na execução de um tiro penal para confundir os adversários faz parte do futebol e está permitido. Todavia, o árbitro deverá advertir o jogador se considerar que tal finta representa uma conduta antidesportiva.

Novo Texto

O ato de utilizar fintas durante a corrida até o ponto penal para confundir os adversários faz parte do futebol e está permitido. Todavia, utilizar fintas ao chutar a bola uma vez que o jogador tenha concluído sua corrida até o ponto penal é considerado uma infração à Regra 14 e uma conduta antidesportiva, pelo que o árbitro deverá advertir o jogador.


Motivo
Considerando a crescente tendência dos jogadores de fintar na hora de executar o tiro penal para enganar o goleiro, é necessário esclarecer

ENTREVISTA GRAZIELE CRIZOL


Mulher tem o raciocínio rápido


Não é surpresa o avanço feminino em todos os setores da vida. Nos mais complexos exercícios profissionais elas estão presentes. E, agora, mais do que nunca invadindo a área das arbitragens o que pelo menos há dez anos atrás dava a impressão de que seria uma categoria profissional única e exclusivamente voltada ao sexo masculino. Você a seguir vai ler a entrevista concedida via e-mail por Graziele Crizol, árbitra da Federação Paulista de Futebol, que é formada em Licenciatura Plena em Educação Física - Universidade do Grande ABC, Pós Graduada em Arbitragem Desportiva – Iwl e Pós Graduada em Ginástica Artística – Austin (Texas – USA), e além da FPF é árbitra da CBF, e embora não manifeste na entrevista que tem como grande meta chegar a uma Copa do Mundo Feminina, talvez em função da sua humildade, deixou nas entrelinhas que vai buscar um lugar de destaque para o próximo Mundial da categoria. Entende ela que não há nenhuma diferença para que o homem seja absoluto na área do apito, sendo que a mulher é até mais relevante dado seu raciocínio rápido e por isto dificilmente erra nas suas conclusões.


Num esporte extremamente machista e preconceituoso o que a motivou fazer o curso de árbitra de futebol? Primeiramente a paixão pelo esporte, pois desde pequena acompanhava meu pai nos jogos de futebol amador da cidade. Já na faculdade de Educação Física jogava futebol com freqüência, e foi quando fui assistir uma partida em Santo André no estádio Bruno José Daniel, observei uma mulher bandeirando, e a partir daí me chamou a atenção, e me motivou a fazer o curso. Procurei a árbitra Silvia Regina de Oliveira (ex-árbitra da FPF e da Fifa), que me incentivou e me deu os primeiros toques para o ingresso na profissão.


Você é arbitra ou árbitra assistente? Sou árbitra assistente da Federação Paulista de Futebol e CBF/FEM.


Qual foi o jogo mais importante da sua carreira até o momento? Final da Copa do Brasil Feminina de 2009, entre Santos FC x Botucatu FC.


Pretende apitar jogos de maior magnitude ou entrou no futebol apenas para obter fama. Passa pela sua mente atuar em jogos da Conmebol e da Fifa? Acredito que o reconhecimento seja o resultado de um bom trabalho, e a fama não é meu foco, meu objetivo é fazer bem o meu trabalho dentro de campo. Com relação a Fifa e Conmebol, não aspiro esses jogos, atualmente gostaria muito de atuar na serie A do campeonato Brasileiro.


Em quem você se espelha para atuar como árbitra ou já adquiriu estilo próprio. A maior referência que tenho como arbitro é o italiano Pierluigi Colina, porém acredito que tenho meu jeito de atuar. Outra influência que tive dentro dos gramados foi a árbitra Silvia Regina, atualmente Instrutora de Arbitragem da FPF, CBF e da Fifa, que venceu vários obstáculos para chegar a elite do futebol nacional. Esse exemplo de garra me ajuda muito.


O experimento de dois árbitros adicionais autorizado pela Fifa atrás das metas na sua opinião auxilia a arbitragem a dirimir os lances polêmicos? Eu aprovo essa

experiência, pois acredito que ajudaria e muito a diminuir os erros, e minimizar as polêmicas. Mas não gosto muito da idéia de usar os recursos eletrônicos para ajudar os árbitros dentro de campo, acredito que o espetáculo perderia um pouco da beleza. Penso que os erros dos jogadores deveriam ser tão comentados, quanto as polêmicas criadas em cima da arbitragem.


Qual é a sua opinião sobre a implementação da tecnologia no futebol. Ajuda ou tira o aspecto humano como afirma Joseph Blatter o presidente da Fifa. Concordo com o presidente da Fifa e entendo que a utilização de recursos eletrônicos, não irá deixar o espetáculo mais interessante.


A senhorita aceitaria posar nua se fosse convidada por alguma revista do gênero? Não, de maneira alguma.

É solteira, casada, pretende ter filhos ou está focada única e exclusivamente na sua carreira. Hoje estou focada na minha carreira, e não costumo comentar sobre minha vida pessoal.

FONTE: BLOG - APITO DO BICUDO

Sinais dos árbitros assistentes

O blog RefereeTip tem o prazer de apresentar mais um grande video. Desta vez o video fala sobre os sinais do árbitro assistente. Neste video vão poder analisar ao pormenor os sinais dos árbitros assistentes, explicando cada um dos seus movimentos.

Video muito bom para ser usado em formação.



O Topo da Arbitragem


Todos aqueles que iniciam a carreira de árbitro de futebol sonham um dia ser árbitro do quadro da FIFA e apitar uma final de Copa do Mundo.



Chegar ao topo da arbitragem, o árbitro deve entender que vários fatores irão compor este objetivo e também inúmeros sacrifícios, dentre eles a ausência do aconchego do lar.

O dinamismo, nos dias hoje da arbitragem, é um fator fundamental para desenvolvimento do árbitro. Sem este, o árbitro corre grande risco de se tornar uma árbitro obsoleto, sem vida, apenas mais um. Isso é melancólico.

Ter o espírito de iniciativa fará que se torne um líder dentro do grupo. Este espírito será como o acendedor da chama da vitória. Aquele que não tem qualquer iniciativa, esperando algo acontecer, certamente não chegará a lugar nenhum.

Hoje em dia, a personalidade é um fator forte para o árbitro chegar ao topo. Não deve ser um ditador e nem tentar ser Pierluigi Collina, árbitro italiano considerado um dos melhores de todos os tempos. Deve ser si próprio, capaz de tomar as melhores decisões dentro do solo sagrado (campo de jogo – regra 01), onde estará rodeado por toda sociedade futebolística.

A evolução da carreira terá que passar por vários cursos de especialização e reciclagem. A leitura de publicações sobre a arbitragem, bem como do Livro de Regras, das modificações feitas anualmente pelo International Football Association Board (IFAB), das diretrizes, dos conceitos de arbitragem, ter um constante intercâmbio de informações com outros árbitros e horas de treinos intensos serão imprescindível ao logo da carreira. Todo este conjunto será valioso e sem duvida produzirá um destaque no curriculum do árbitro que assim fizer.

Ser atento os acontecimentos e saber ouvir os outros, filtrando pelo crivo das três peneiras é uma característica indispensável no bom árbitro.

Infelizmente somente poucos ostentarão a insígnia branca da FIFA. Porém, aquele que se dedicar de corpo e alma e não chegar a FIFA receberá do seu ego a insígnia da realização e da admiração dos demais árbitros, tendo em mente que somente um apitará a partida final de uma Copa do Mundo.

É O Último Homem!


O dialeto da sociedade futebolística tem algumas frases que não expressam a verdadeira face do fato, como, por exemplo, a frase “é o último homem tem que ser expulso!”. O texto da Regra é claro e não descreve nada à referida frase.

A Carta Magna é composta por dezessete regras, dentre elas uma se refere à punição máxima, um grande castigo: a expulsão de um jogador (cartão vermelho).

Para esclarecer a frase “é o ultimo homem tem que ser expulso!”, o texto da Regra 12 descreve que toda vez que um jogador comete uma infração punível com tiro livre direto ou indireto justamente para impedir uma oportunidade manifesta de marcar um gol à equipe adversária, o mesmo será expulso.

São duas ocasiões puníveis com expulsão que se relacionam com o ato de impedir ou tentar impedir uma oportunidade clara de marcar um gol. E não é necessário que a infração ocorra dentro da área penal (grande área).

Uma delas ocorre quando um jogador impede um gol ou uma oportunidade clara ao tocar intencionalmente a bola com a mão. Essa punição não se deve a ação de o jogador tocar intencionalmente a bola com a mão, mas pela intervenção desleal e inaceitável de impedir que um gol seja consignado.

A outra ocorre quando um jogador, ao invés do uso da mão, se utiliza de uma falta, dando um pontapé, uma rasteira, um tranco, um empurrão, uma entrada (carrinho) tocando o adversário antes da bola ou segurando-o pela camisa ou por qualquer outra parte do corpo, impedindo assim a conclusão da oportunidade clara de gol.

Entretanto se o árbitro (Regra 05) aplica a vantagem durante uma oportunidade clara de gol e o tento é marcado diretamente, mesmo que o adversário toque a bola com a mão ou cometa uma falta, o jogador infrator não será expulso, e sim advertido (cartão amarelo).

Para definir se o jogador deverá ser expulso o árbitro deve considerar as seguintes circunstâncias:

• A distância entre a infração e o gol (meta);
• A probabilidade de manter ou controlar a bola;
• A direção do jogo;
• Localização e o numero de defensores;
• A infração que impede um adversário de marcar um gol pode constituir uma falta punível com um tiro livre direto ou indireto.

Assim podemos afirmar que a expulsão do jogador não ocorreu por ser último homem e sim por ter ferido a regra 10 - O Gol MARCADO - que é único objetivo do jogo.

Foto Agência Lance

7 de ago. de 2010

CURSO PARA FORMAÇÃO DE ÁRBITROS DE FUTEBOL

Edital de abertura de inscrição para segunda turma do curso de árbitros de futebol

A ASSOCIAÇÃO CAMPINEIRA DE ÁRBITROS DE FUTEBOL - ACAF, de acordo com o Regulamento de sua Escola de Arbitragem, comunica que estão abertas 0 dia 04/09, as inscrições para o **SEGUNDA TURMA - CURSO BÁSICO DE FORMAÇAO DE ÁRBITROS 2010**.

Os interessados deverão dirigir-se à Secretaria da Escola de Árbitros “**MARCO ANTÔNIO RIBEIRO**”, na sede da *LIGA CAMPINEIRA DE FUTEBOL*, à Av. Pref. Faria Lima, 345 - Parque Itália - Campinas - SP, ao lado do Hospital Dr. Mário Gatti, das 14 às 20hs, juntando ao requerimento de inscrição os seguintes documentos:

1. Xerox cédula de Identidade (RG);
2. Uma foto 3 X 4.
Os inscritos participarão do **CURSO BÁSICO DE FORMAÇAO DE ÁRBITROS 2010**.
O curso terá duração de dois (2) meses, com aulas aos sábados, a partir das 9:00 horas.

Os aprovados no curso poderão atuar nas partidas de futebol amador na Região Metropolitana de Campinas e no Estado de São Paulo promovidas pela ASSOCIAÇÃO CAMPINEIRA DE ÁRBITROS DE FUTEBOL - ACAF, LIGA CAMPINEIRA DE FUTEBOL – LCF, LIGA REGIONAL DESPORTIVA PAULISTA – LIREDEP e LIGA NACIONAL DE FUTEBOL.

Os matriculados no CURSO BÁSICO DE FORMAÇÃO DE ÁRBITROS 2010 pagarão 3 parcelas de R$ 50,00 (Cinqüenta reais.

Início do curso: 04/09/2010


Ronie Brandt Romanini
Presidente ACAF - Associação Campineira de Árbitros de Futebol

Valter Ferreira Mariano
Diretor da escola de árbitros Marco Antonio Ribeiro

17 de jun. de 2010

OS ESPÍRITOS DA REGRAS DO JOGO DE FUTEBOL

Ao longo do tempos, as regras do esporte bretão sofreram poucas alterações, ao ponto de serem consideradas imutáveis, tal como a constituição dos Estados Unidos.

A Carta Magna do futebol (Regras do Jogo) é composta por 17 regras, são consideradas perfeitas. Para compreende-las é necessário observa-las através do espírito do jogo, ou seja, do espírito da igualdade, da segurança e do prazer, associado ao fair play – jogo limpo – desta maneira saberão porque este esporte fascina todo o planeta.

O espírito da igualdade revela que o mesmo que se aplica a uma equipe ou a um dos jogadores será aplicado igualmente a outra equipe e aos demais jogadores, sem nenhuma restrições raciais, étnicas ou religiosas. Este espírito preserva o total direito de todos os jogadores disputarem a posse da bola em igualdade, não dando qualquer espécie de privilégio ao craque ou ao menos habilidoso.

O espírito da segurança proclama o árbitro, os árbitros assistentes e o quarto árbitros, seus agentes, onde terão importante tarefa de serem responsável pela integridade física dos jogadores. Punindo qualquer tipo de conduta violenta. Impedindo o uso de objetos, jóias e equipamentos que ofereçam perigo aos jogadores.

O espírito do prazer, este deve ser o único objetivo do jogo. Sem este não há porque jogar futebol e nem assisti-lo. Um árbitro ou qualquer membro da equipe de arbitragem sem prazer de executar sua função, certamente prejudicará o bom andamento do jogo. Pois, sem prazer, nada é bem feito.

A soma destes espíritos, aliado a fair play, formará o principal ícone das regras, o ícone de nunca beneficiar ao infrator.

3 de dez. de 2009

Lei que profissionaliza árbitros será votado início de 2010

O projeto de lei que regulamenta a profissão de árbitro de futebol deve ser levado a votação no início de 2010.

13/11/2009 - Em meio à crise causada pelos seguidos erros de arbitragem no Brasileirão, os homens de preto têm algo a comemorar: o sonho em ter seu ofício reconhecido voltou a ter tons de realidade. Há sete anos na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que regulamenta a profissão de árbitro de futebol deve ser levado a votação no início de 2010.

A retomada foi fruto da união entre a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) e o deputado federal Edinho Bez (PMDB-SC). Se aprovada, a lei protegerá legalmente os juízes, garantindo, entre outros direitos, carteira assinada e acesso à Previdência Social.

Para Jorge Paulo Alves, presidente da Anaf, a mudança dará a
segurança de que os árbitros precisam:

– Hoje, ele é um mero prestador de serviços para a CBF. Ele pode estar atuando em um dia; no outro, não mais. Não se pode ter uma vida programada em termos profissionais, mesmo trabalhando em um futebol altamente rentável.

O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (CONAF), Sérgio Corrêa, não quis comentar o projeto. Segundo o assessor da CBF, Rodrigo Paiva, "a entidade desconhece essa situação."

O estranhamento à notícia tem explicação: o deputado Bez fez questão de não procurar a CBF. Segundo ele, a entidade ainda não mereceu o contato por conta de seu descaso com a arbitragem brasileira.

– Ouvi todo mundo, menos a CBF. Ela não participa de nada na arbitragem, não orienta, não dá instrução. Só escolhe. Ela não está preocupada. É uma vergonha. Somente depois irei procurar a CBF – disparou.

Ricardo Teixeira Presidente da CBF disse que só em 2009 a entidade gastou R$ 1 milhão em investimentos na melhoria da arbitragem, quantia que inclui cursos de campo e seminários que contaram com a participação de árbitros de todos os estados do País.

O Presidente do Sindicato dos Árbitros Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (Saperj), Jorge Rabello, alertou para outros problemas além do reconhecimento da profissão.

– Não é por causa disso que, amanhã, os árbitros não irão mais errar. É preciso criar uma estrutura. Aí está o grande problema da arbitragem. Precisamos de um projeto – opinou.

Fonte: LANCEPRESS!

Paulo César de Oliveira está entre os melhores árbitros do País


Árbitro se destacou este ano também na Libertadores

26/11/2009 - Além de jogadores e técnicos, a CBF também premia os melhores árbitros do Campeonato Brasileiro, e também neste quesito, o futebol paulista segue muito bem representado. Na edição de 2009, os três melhores são o paranaense Héber Roberto Lopes, o gaúcho Leonardo Gaciba e o paulista Paulo César de Oliveira.

Aos 35 anos, o já experiente árbitro aponta esta indicação como uma recompensa pelo trabalho. “Recebi a notícia de que estava entre os três com bastante alegria, pois este foi um ano de muita dedicação, especialmente na parte física, desde a pré-temporada realizada antes do Campeonato Paulista”, destacou.

Além disso, para Oliveira, estar entre os três melhores era o que faltava para concluir a boa temporada que viveu. “Este ano foi de retomada ao cenário internacional. Apitei Copa Libertadores da América, Eliminatórias para a Copa do Mundo e essa indicação é a coroação de tudo isso que aconteceu”, afirmou.

Paulo César: “Estou muito contente com a indicação, mas claro que quero ganhar”

Apesar de ser reconhecidamente um dos melhores árbitros do País, Paulo César apontou uma dificuldade para estar entre os melhores. “São muitos times paulistas na Série A do Campeonato Brasileiro, então acabamos apitando jogos de times de outros estados e isso nos deixa longe especialmente da mídia de São Paulo. Por isso fiquei até surpreso com a indicação”, garante.

Estar entre os três, porém, não é o suficiente. “A minha expectativa é que possa ter recebido mais votos”, brinca. “Mas temos que destacar o trabalho do (Leonardo) Gaciba e principalmente do Héber (Roberto Lopes) que foi muito regular o ano todo”, opinou, antes de manifestar a sua torcida. “Estou muito contente com a indicação, mas claro que quero ganhar”, disse bem-humorado.

Quem também festejou a inclusão do nome de Paulo César de Oliveira entre os melhores foi o o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, Coronel Marcos Marinho. “Lógico que é fruto do trabalho individual dele, mas é também resultado dentro de campo daquilo que fazemos diariamente, e por isso nos deixa bastante satisfeitos”, afirmou Marinho.

Fonte: http://eptv.globo.com - Com informações da Federação Paulista de Futebol.

Fonte: Cooperativa de trabalho dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo - COAFESP

1 de dez. de 2009

Sobre Boleiros e Apitadores, Tolerância e Vocação

Cada vez mais vivemos situações de disparates no futebol brasileiro. Nesse ano, tivemos de tudo em todos os campeonatos: partidas arranjadas do Maranhão em esquemas de mala preta à máfia de apostadores na Europa, confusões e polémicas com árbitros desde os regionais até a definição de Seleções nas Eliminatórias da Copa do Mundo - Zona Europeia.

Não há local, temporalidade ou sazonalidade para a discussão que envolva arbitragem de futebol. Tudo é, sem dúvida, paixão. Paixão em algo profissional, onde os próprios dirigentes se tornam apaixonados torcedores e urram difamando contra adversários e até mesmo partem para o incentivo a agressão.

Esse sentimentalismo misturado ao profissionalismo levam a certos conformismos no imaginário popular e na literatura do futebol. Nesse ano, por diversas vezes, ouvi o ótimo jornalista Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan, massificar que “dizer que o juiz roubou, no futebol, tem outra conotação“. Sim, é verdade, embora seja incômoda tal afirmação. Os “roubos” popularmente conhecidos, que nada mais são do que os erros de uma partida de futebol, sem intenção ou previa disposição de prejuízo a outrém, acontecem. Assim como um goleiro falha e acaba tomando os “frangos”, usando da mesma literatura futebolísitca popular. Idem para o centroavante que na cara do gol erra o chute e desperdiça o gol da vitória. E também para o treinador que escala mal ou realiza uma substituição equivocada.

De fato, o futebol é um esporte de erros e acertos, onde a sua condição de “esporte” tem sido substituída por “jogo”. É a relação distinta entre o jogar e o disputar, o “play” x “game”. E isso tem trazido a intolerância em muitos casos.

Voltemos aos erros dos árbitros e jogadores. Quem erra mais? Um atacante erra mas o torcedor tem esperança que na próxima jogada ele acerte. O árbitro erra e o torcedor eterniza o erro como determinante para a derrota da sua equipe.

Já imaginaram quantas vezes um árbitro e um jogador erram ou acertam numa partida?

Talvez esse seja um desafio interessante: quantas decisões um árbitro toma numa partida de futebol? Foi falta ou não? Foi escanteio ou tiro de meta? É lateral? Para quem? Cartão Amarelo ou Vermelho? Quanto de acréscimos?

Leve em conta o número de decisões a serem tomadas em segundos, sem o auxílio de uma TV, suado, cansado, desconfortavelmente em muitos casos, que um árbitro toma, por exemplo, num lance de falta próximo à área penal:

1- Foi falta; ou o jogador caiu sozinho por força da jogada; ou simulou?
2- Se foi falta, haverá vantagem ou não?
3- Se não vantagem, o lance foi dentro da área ou fora? Se dentro é pênalty, se fora é tiro direto.
4- Se foi falta mesmo, foi por imprudência, ação temerária ou uso de força excessiva?
5- Simplesmente marco a falta, aplico uma advertência verbal, aplico o cartão amarelo ou o cartão vermelho?
6- Ôpa: permito a rápida cobrança ou é prudente mandar esperar o apito para uma eventual formação de barreira?

Cronometre o tempo que você leu essas possibilidades de tomadas de decisões e tente cronometrar numa partida de futebol o tempo real que o árbitro tem para pensar e decidir sobre tudo isso.

Vamos ao comparativo com os jogadores: a preparação física, mental / motivacional e a questão sobre remuneração.

- Jogadores de grandes equipes têm à sua disposição: preparador físico, fisiologista, fisioterapeuta, médico, podólogo, nutricionista, psicólogo e palestras motivacionais. Treinam em horários e dias específicos. Hospedam-se em bons hotéis e sempre que possível (de SP a P.Prudente, por exemplo) viajam de avião. Recebem, se time grande, entre R$ 200.000,00 a R$ 300.000,00/ mês. Milhões de brasileiros torcem por eles.

- Árbitros que apitam jogos de grandes equipes: preparam-se por conta própria; esforçam-se na contratação de personal trainer e plano de saúde bancado do próprio bolso. Treinam ou de dia, de noite ou no almoço; ou quando puderem! Viajam de carro ou ônibus normalmente na madrugada ou no mesmo dia dos jogos. Recebem, se FIFA, R$ 2.800,00. A família e amigos são sua torcida.

Leve em conta que o árbitro tem sua vida profissional no dia-a-dia paralela ao futebol; para o jogador, a vida profissional e o dia-a-dia são o futebol. Considere ainda a não frequência em escalas, pressões e torcida contrária que o árbitro sofre. Antes dele entrar em campo já é questionado, mesmo se ilustre desconhecido.

Confidencio uma experiência própria: meu pai, apaixonado por futebol, tempos atrás resolveu ir assistir a uma partida da série A2 em que eu estava escalado. Foi por conta própria, comprou seu ingresso na bilheteria, misturou-se na torcida e ali permaneceu, aguardando o início do jogo, como único e legítimo torcedor do árbitro. Imediatamente a entrada do quarteto de arbitragem em campo, um senhor idoso que sentava ao seu lado, acompanhado do netinho, gritava: juiz ladrão, safado, vai morrer… o garotinho, sem papas na língua, emendava: seu fdp, não vai roubar aqui, sem vergonha… e o vovô todo orgulhoso! Meu pai cutucou o velhote e perguntou: o senhor conhece o juiz? E ele: nunca vi na vida… Após o jogo, e depois de muitos xingamentos, novamente meu pai o abordou: o que senhor achou do juiz? E o vovô: apesar de todo juiz ser safado, até que esse foi bem. Com confiança, meu pai disse: ele é meu filho, e tenho certeza que não é ladrão. E a sabedoria do velho: Parabéns ao seu filho, suportar um velho chato como eu que até ensinei meu netinho a xingar o juiz, é para vocacionados.

É esse o termo: vocacionado! O árbitro que ganha 1% do salário de um atacante que divide na área com o zagueiro e que deve em segundos analisar inúmeras hipóteses e marcar ou não o pênalty que decide o campeonato, é, de fato, um abnegado! Apesar de todos os contras, sabe e gosta do que faz. Com a TV contrária a ele, com a torcida e os jogadores o tendo como inimigo (logo ele, que é responsável por defender as regras e o fair play), mesmo assim ama apitar futebol (e tal narrativa acontece à maioria dos árbitros).

Senhores dirigentes, um pouquinho mais de compaixão e tolerânica com os árbitros em 2010. Os papais e as mamães, filhos e filhas dos árbitros agradecerão!

Nota: Materia acima foi extraida do blog do Prof. Rafael Porcari, a companhe outras materias interessantes neste blog.