10 de mai de 2011

A rejeição do árbitro de futebol.

Paulo Cesar de Oliveira
A sociedade futebolística promoveu abertamente o seu repudio a certos nomes de árbitros consagrados dentro do universo da arbitragem.

Acompanhamos pela mídia esportiva as declarações infundamentadas de dirigentes e treinadores acusando que este ou aquele árbitro (regra 05) tem uma postura diferente quando esta atuando em seus jogos, ou seja, no popular, ele já esta na “gaveta”! Isto é ruim para o futebol , passando as gerações mais novas a imagem do árbitro como principal culpado pela derrota do seu time.

A rejeição de certo nomes da arbitragem é comum dentro da sociedade futebolística, os dirigentes não mede esforços para açoitar verbalmente o ser humano árbitro, que por sua natureza o reserva o direto de errar, a sinalização de um pênalti (regra 14) contra sua equipe, que na sua intepretação leiga não aconteceu, é a gota d’agua que irá mover o oceano de criticas e aumentar a rejeição deste nobre companheiro para futuros jogos desta equipe.

O que esta sociedade deve entender que o árbitro não esta presente no solo sagrado (campo de jogo – regra 01) para fazer media e sim aplicar a Carta Magna com toda sua destreza e sabedoria, eficaz no todo, não, pois como já disse, ele é humano e vai cometer erros, que deverão ser ingeridos como uma ação normal de jogo é como se o principal jogador desperdiçasse uma situação clara de gol (regra 10) que certamente poderia mudar o curso da partida.

O futebol passa por momento de renovação de seu cenário, principalmente no Brasil, país sede da próxima Copa do Mundo, este cenário passa pela renovação de ideias e atitudes dos dirigentes dos clubes e das entidades organizadoras e da mídia, é um conjunto de pensamentos que devem estabelecer uma nova forma de visualizar a arbitragem dentro do seu contexto técnico e disciplinar, valorizando e não rejeitando este ou aquele árbitro, permitindo a ele o prazer de receber e cumprir a escala com grande satisfação e alegria.

A rejeição e uma palavra que a sociedade futebolística deve urgentemente abolir de seu dicionário e incluir de vez a palavra satisfação de ter este ou aquele árbitro dentro do solo sagrado.

Por Valter Ferreira Mariano


Nota: Dedico este artigo ao meu amigo Paulo César de Oliveira, árbitro de renome internacional e respeitado dentro do universo da arbitragem de futebol.

Foto: Ricardo Nogueira/Folhapress

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