7 de dez de 2010

Que é o profissional?

Muito se fala da arbitragem, da sua importância, do que se deve o que não se deve fazer para melhorar esta nobre função. No fundo, todos concordam que o sucesso dos campeonatos depende das boas arbitragens. Para isso ocorrer, os árbitros devem ser valorizados, porém, infelizmente, a realidade é bem diferente.

Pode-se dizer que a arbitragem vive uma espécie de paradoxo, pois no mesmo tempo que a sociedade futebolística reconhece que o árbitro deve ser profissionalizado, não dispensa ao árbitro o valor e respeito que em tese lhe é atribuído.

O resultado deste paradoxo é evidente: exigir muito do amador – árbitro – e muito pouco do profissional – jogador – este com salário não condizente com a realidade do país.

Neste sentido, não é de se estranhar as pesadas críticas quando um erro é cometido pelo humano – árbitro – erro percebido pelos olhos frios das câmeras da televisão, transformando este pobre mortal no vilão dos derrotados. Derrotados que não se empenharam durante toda a partida, errando inúmeros passes, fundamento básico no futebol, chutando a bola prá longe nas cobranças de faltas frontais a meta adversária, perdendo situações manifestas de gol em erros primários, mais este profissional que erra mais que o árbitro é simplemente idolatrado pela sociedade futebolística, recebidos nos programas esportivos como verdadeiros heróis.

Nestes últimos anos, para combater esta realidade, a arbitragem vem se encaminhando para um patamar mais profissional, com suas próprias pernas. Em São Paulo, o trabalho visa a qualidade e não a quantidade de árbitros, vem dando resultados positivos. Onde o árbitro esta acordando para realidade da arbitragem, se dedicando de corpo e alma neste trabalho de busca de aproximação de critérios, na trocas de informações, procurando vê todas as partidas como uma decisão de campeonato, buscando o aprimoramento físico e psicológico necessário para garantir uma boa perfomace durante a partida. Neste contexto pergunto: Quem é o profissional de verdade dentro do futebol?

Por Valter Ferreira Mariano

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