2 de dez de 2010

A personalidade de um árbitro de futebol

Todo o árbitro (regra 05) de futebol têm de aprender a lidar com várias mudanças ao longo de sua carreira.

Um bom árbitro de futebol tem que aprender, acima de tudo, a impor sua personalidade dentro do solo sagrado (campo de jogo - regra 01), independente das situações em que a partida vai ser jogada.

Também deve saber, na ponta da língua, cada ponto, cada vírgula, cada palavra e cada parágrafo que compõem a Carta Magna do futebol (as 17 regras), ter um ótimo preparo físico e concluir o terrível teste FIFA. Porém, nada disso será de valia se não consegue aplicá-las com destreza dentro do campo de jogo.

A personalidade é muito importante dentro da arbitragem de futebol. O árbitro tem que ser ele mesmo, manter sempre a calma e o equilíbrio, pois os jogadores, treinadores, dirigentes e torcedores sempre saberão distinguir quando um árbitro está se passando por alguém que não é, isso causará terríveis danos ao seu desempenho durante a partida.

Na mente de muitos árbitros passa a sensação que já se estabeleceram como árbitro de ponta, porém devem lembrar que isso é apenas uma sensação. Na verdade, isso é o início de um longo e difícil caminho até o topo da carreira. Nesta caminhada, nunca imagine que é tão bom como Collina (árbitro italiano considerado por muitos como um dos melhores de todos os tempos), e sim aprenda com o seu talento e com sua dinâmica de atuar e, principalmente aplique as regras através do espírito do jogo, ou seja: nunca beneficiar o infrator.

O que faz Collina ser um árbitro de ponta e a sua maneira pessoal de lidar com a lei do jogo, pois é um líder natural e tem um visão extremamente positiva da vida, isso reflete quando comete erros ocasionais, pois como todo humano, isso é concebido, é de sua natureza, em seu caso estes erros são respeitados, pois é um líder nato, não um ditador querendo ser o dono da verdade.

O árbitro tem de ter ambição em sua carreira e perceber que para chegar ao topo deve trabalhar e reciclar sempre os seus conhecimentos, dividir com os companheiros informações e experiências vividas dentro e fora do campo de jogo, e, isso é uma maneira de ganhar a confiança e respeito dos demais árbitros.

Para finalizar este artigo, deixo uma frase do grande árbitro francês, Michel Vautrot, que arbitrou simplesmente duas finais de Copa do Mundo: "Deixem a vossa personalidade falar por vós ou jamais terão sucesso".

Por Valter Ferreira Mariano

Foto: IFFHS : Michel Vautrot (France), Jean Norbert Fraiponts (Belgica)



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