26 de out de 2011

Dia de Comemoração: Em 1863, nascia o Futebol Moderno. Você mudaria algo hoje?

Em 26 de outubro de 1863, findava em Londres uma vitoriosa campanha encabeçada por universitários e pelo jornalista John Cartwright: a da padronização das diversas práticas de ‘football’.

Como o esporte era jogado sob a orientação dos diversos colégios e associações esportivas, não havia regra única para o futebol. Há exatos 148 anos, na Freemason’s Tavern, dessa união de esforços nasceu a “The Football Association” (a F.A. é a ‘CBF inglesa’), que visava, como mote maior, divulgar um único conjunto de medidas para que o jogo de futebol fosse disputado uniformemente em toda a Grã-Bretanha.

Nascia assim o livro The Simplest Play, que nada mais eram a Carta Magna do Futebol  (regras do Jogo), com 14 regras.

Curiosidades (11 itens, já que em 1870 passou a ser jogado com esse número de atletas definido pela regra 3):

1) As traves (Regra 1) eram compostas apenas por postes; o travessão só surgiu 2 anos mais tarde, tamanha era a confusão para se determinar se os chutes muito altos tinham sido gol ou não;

2) Infrações (Regra 12) eram resumidas como: ‘são proibidas rasteiras, caneladas e cotoveladas, bem como golpear ou segurar a bola com a mão’;

3) Não existia a figura do árbitro (Regra 5), que só surgiu em 1868, e ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, mas para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entra em campo, decide sofre infrações sem a consulta de capitães e passa a fazer parte da regra.

4) O tempo de jogo (Regra 7) é definido em 90 minutos (1893), com intervalo e sem acréscimos. Deu o tempo, encerra a partida imediatamente, quer a bola esteja no ataque ou não.

5) O pênalti (Regra 14) surge em 1891. Até então, nas faltas próximas ao gol, os jogadores se aglomeravam em cima da linha de meta e formavam uma barreira.

6) Diversas infrações poderiam deixar de serem marcadas, caso a equipe que sofresse a falta achasse que não importava a marcação. Ou seja, nascia em 1903 a “lei da vantagem” (não era o árbitro quem determinava se seguia ou não o lance).

7) O goleiro podia segurar a bola com a mão por toda a sua metade do campo. Em 1907, radicalizou-se e o arqueiro só podia colocar as mãos dentro da grande área. Mas somente em 1921 alguém teve a idéia de que eles deveriam usar roupas diferentes dos jogadores de linha, para não confundir as pessoas.

8) Preocupada com a saúde dos atletas, decidiu-se em 1924 que, se o árbitro considerasse que um jogador estivesse contundido, deveria parar o jogo para que ele fosse atendido. Antes, o lesionado deveria se arranjar sozinho para deixar o campo, e o jogo não deveria ser interrompido.

9) Uma revolução acontece em 1925: o impedimento (Regra 11) passou a exigir que ao menos 2 atletas (antes, eram 3) estivessem dando condição para que o jogo prosseguisse.

10) Em 1938, numa ‘reengenharia’ esportiva, definiu-se as 17 regras do futebol que persistem até hoje, com algumas alterações ao longo do século.

11) Somente em 1970 permitiu-se substituições de atletas universalmente (Regra 3). Antes (desde 1966), eram permitidas somente em partidas que envolvessem clubes. Também temos a adoção dos cartões amarelos ou vermelhos (Regra 12).

É claro que ao longo do século XX outras tantas modificações surgiram, como o tempo de 6 segundos da posse do goleiro com a bola nas mãos, mesma linha deixar de ser impedimento, 3ª substituição, acréscimos na partida, área técnica, entre outras.

Importante - Nesta semana, o grupo criado pela FIFA chamado “FIFA TASK FORCE 2014”, uma espécie de força tarefa da entidade, formado por personalidades do futebol e em especial pessoas ligadas à chamada “família FIFA”, estarão discutindo propostas inovadoras para a Copa do Mundo do Brasil.

Entre elas,

1) proposta de tornar mais clara a Regra 11 (impedimento), sugerida por Beckenbauer, tornando mais objetiva a questão do que é impedimento passivo e impedimento ativo;

2) uso da tecnologia em favor do árbitro, sugerida por Sunil Gulati, da Federação de Futebol dos EUA;

3) regulação e diminuição do uso do cartão vermelho (somente em situações gravíssimas no meio de campo – como agressão- ou em pênaltis que impediriam gols), sugerida pelo ex-jogador Lupescu (representando os atletas da UEFA);

4) cobrança de arremessos laterais com os pés, sugerida por Pelé.

E você, teria alguma sugestão para mudanças de Regra do Futebol, no dia do seu aniversário de 148 anos? Deixe seu comentário:

Um comentário:

Anônimo disse...

Vamos ver que alterações o impedimento posso sofrer...Sobre a tecnologia para ajudar o árbitro, desde que seja uma coisa rápida, onde não é necessário parar o jogo para verificar, se, por exemplo, a bola entrou ou não, acho que está valendo, por exemplo, aquela bola que indica através de um relógio para o árbitro se a bola entrou ou não... Já a proposta do Lupescu acho que há alguns poréns, será que a segunda advertência ainda resultará em expulsão? Já a proposta do Pelé, MUITO BOA e INTERESSANTE, tinha que ser ele, né?! Acho que em faltas de tiro livre direto poderia NÃO HAVER IMPEDIMENTO, forma esta de não beneficiar o infrator com essa polêmica regra (11) que atualmente, no futebol é tão debatida, discutida e apoiada (por alguns...)rss


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