21 de set de 2011

A arbitragem como meio de inclusão social

Em geral quase todo menino é apaixonado por futebol e sonha se tornar um jogador profissional. Contrariando essa escrita, muitos jovens têm despertado, há alguns anos, o interesse por ser aquele que é o responsável por fazer cumprir as regras e regulamentos numa partida de futebol, o árbitro.

Foi com base nessa tendência que o árbitro baiano Rildo Góis criou, há 10 anos, a Divisão de Base de Árbitros de Futebol (DBAF). Pioneiro no futebol brasileiro, o projeto visa incentivar o desejo das crianças e adolescentes pelo ramo da arbitragem.

No curso, realizado na sede do Colégio Parque, no Saboeiro, bairro do Cabula, os jovens passam por um trabalho intensivo de formação sobre os conhecimentos teóricos e práticos da profissão. Atualmente, o DBAF conta com a participação de 30 jovens da capital baiana.

Segundo o idealizador do projeto, o objetivo, além de formar árbitros de qualidade, é atuar como ferramenta de inserção social por meio do esporte. "Desde garoto, admirava a postura dos árbitros. Aproveitei minha experiência e criei o curso, para tirar os garotos das drogas e incluí-los no esporte através da arbitragem. Assim, eles convivem com regras, disciplinas e o mais importante de tudo, a educação", destacou Góis.

Para coroar o sucesso do curso, Rildo e seus garotos receberam uma boa notícia nesta terça-feira (20). O jovem Luanderson Lima dos Santos, de 16 anos, foi convidado a se cadastrar no quadro de árbitros da Federação Bahiana de Futebol.

"Vamos ajudá-lo. Ele vai aprimorar os conhecimentos sobre regras acompanhando os quartos árbitros em partidas do Campeonato Baiano Infantil e em breve poderá ser designado para apitar um jogo", afirmou o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues.

Feliz com a notícia, Luanderson já sonha com voos mais altos na carreira. "Sempre quis ser um árbitro profissional, desde pequeno

brincava com o apito. “Agora, tenho o objetivo de me formar um professor de educação física, apitar uma BaVi e chegar ao quadro da FIFA”, disse com os olhos marejados.

E não é só Luanderson que está prestes a se tornar um profissional da arbitragem. De acordo com Rildo Góis, diversos garotos e garotas veem obtendo destaque no projeto.

"Temos também o Paulo Henrique (17 anos), Alexandre Batista (16), a Daniele Santos (16), Naiara Daniele (17), Joale dos Santos (14), Iago Santos (14) e todos os outros que têm tudo para ter um grande futuro como árbitros", concluiu sem esquecer-se de lembrar o apoio obtido por profissionais com a assistente paulista Ana Paula de Oliveira e a árbitra Graziele Crizol, também de São Paulo.

Matéria publicada no site da Federação Bahiana de Futebol

Mas sobre o projeto entre no site Divisão de Base de Árbitros de Futebol

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