5 de jun de 2012

A VIDA DO ÁRBITRO

Aqui neste espaço vamos falar dos árbitros, casos no campo de jogo, coisas do cotidiano, histórias engraçadas, relatos pessoais, enfim, um pouco da vida e dificuldades deste profissional que depois que o futebol ficou coisa muito séria, e entrou para o acervo cultural e afetivo de grande parte da população, se tornou personagem importante do nosso dia-dia.



Até saltar faz parte da vida dos árbitros. 
Nelson Rodrigues dizia que, sem paixão, não se chupa nem um CHICABON e se tem alguma profissão que necessariamente não se executa só por dinheiro, esta sem duvida é a do árbitro.

No futebol de hoje, o famigerado futebol moderno, a força tomou lugar da arte, e quando se perde a beleza dentro das quatro linhas, a figura do árbitro tem que se sobre sair. Árbitro bom é aquele que não aparece, mas como a maioria dos treinadores, adotaram o lema de obter a vitória a qualquer custo, o árbitro tem que sair do anonimato preferido por todos, agir de forma correta e transparente, gerando assim problemas de relacionamentos que o transforma quase sempre no vilão do confronto.

Passa o ressentimento a ser então, um adversário imenso deste profissional, infelizmente o seu temperamento pessoal passou a ser mais célebre e valorizado, que os seus conhecimentos de regras ou o seu preparo físico, reflexo triste para quem se preparou para dar tudo de si, e estar sempre o mais próximo possível do lance ou da jogada.

O futebol ficou político, e hoje além das regras, o árbitro tem que ter cintura de bambolê, entretanto, todos sabem que o escaninho do cérebro humano ainda é um grande labirinto para nós, mas longe dos interesses mesquinhos e das intrigas, este espaço aqui não virá tratar destas coisas, será um espaço leve, engraçado, com intuito de mostrar o lado humano e normal deste profissional.

Para os salteadores e intrigueiros que vivem da rapina de incauto e desprevenidos seres do apito, irá se surpreender aqui neste canto de página, com o lado doce e amigável destes homens que largam suas famílias e filhos, todos os sábados pela manhã para administrar frustrações que quase sempre, nada tem haver com o futebol, e sim, sentimentos represados ao longo da semana, que precisam ser libertados de alguma forma no sábado pela manhã e dormindo com os sonhos que seriam muito felizes se tivessem que coordenar somente as crianças para o certo e errado, é que este espaço surgiu, com intuito de levar alegria e a revanche com um contra-ataque rápido, neste jogo onde quase sempre este profissional, já entra perdendo.

Por Walter Neves

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