10 de nov de 2011

Dores após agressão em jogo impedem árbitro-assistente de trabalhar

José Nelito Fidélis, que ganha R$ 30 por partida, é instalador de antenas de televisão

A agressão sofrida na final do Campeonato de Veteranos, sábado (5), em Campinas (veja ao lado), ainda deixa marcas no corpo e também na rotina de José Nelito Fidélis. Com dores nas costas, ele está impossibilitado de trabalhar como instalador de antenas de televisão, sua ocupação principal, sem previsão de volta. Nas horas vagas, Fidélis é árbitro-assistente para ganhar R$ 30 por partida.

O diagnóstico foi dado nesta quarta-feira (9), após nova consulta médica. "Ele não queria voltar ao médico, mas um amigo o conveceu", revelou a mulher de Fidélis, Andréia Cândido da Silva, que também contou a reação do filho, de 11 anos, e da filha, de cinco anos, em relação ao episódio: ambos ficaram chocados.

"O que aconteceu com o meu marido é uma brutalidade. Ele estava lá fazendo o trabalho dele e apanhou", disse. A família de Fidélis mora no Jardim Eulina, onde aconteceu a decisão do torneio amador entre o Ajax do bairro Maria Rosa,  e o Grêmio Recreativo Família Unida, de Sumaré. Com o placar 2 a 1 para a equipe de Sumaré no fim do segundo tempo, os dirigentes do Ajax partiram para cima do árbitro principal. "Ele conseguiu escapar e aí sobrou para mim", contou Fidélis.

Punições

Segundo o presidente da Liga Regional Desportiva, Wallace Nogueira Rocha, a abertura do processo de punição aos agressores depende do relatório do árbitro da partida para identificar os responsáveis pela briga. A previsão é que o julgamento aconteça na quarta (16). Os culpados podem pegar pega mínima de 180 dias de suspensão.

Uma reunião na quinta (10) com os dirigentes dos clubes do campeonato discutirá a agressão e definirá as diretrizes para a próxima temporada. Rocha adianta que, em caso de novas ocorrências nos jogos, a equipe envolvida será excluída da competição.

Reponsável pela arbitragem da Liga, a empresa RCF Eventos Esportivos exigirá policiamento nos jogos, segundo João Antônio Fernandes Neto, responsável pela empresa.

O responsável pela RCF João Antônio Fernandes Neto disse que vai participar da reunião desta quinta (10) para analisar as propostas para o campeonato do próximo ano. Neto revelou que para a próxima temporada vai exigir policiamento para as partidas. Para Rodrigo Moraes, outro árbitro da Liga, a revolta tomou conta da classe após o episódio de sábado.

"Todos nós estamos lá muito mais por gostar de futebol do que pela remuneração. Sem segurança não dá para continuar", comentou. Os árbitros recebem R$ 60 por jogo - o dobro de um árbitro-assistente. Moraes espera que medidas sejam tomadas e não descarta uma paralisação dos árbitros em caso de novas agressões.

Materia esta publicada no site : EP Campinas

Um comentário:

Grace Paganini disse...

Meu amigo Valter...que situação hein!
Não sei, mas acho q você ja deve ter sentido nossa falta nas escalas de finais de semana.
Ao contrario do que dizem, não paramos de ir pela taxa (Que por sinal é baixa (Mas fazemos mais por amor do que por dinheiro)
Gostamos do João Antonio (q muitas vezes nos ajudou)
Gostamos do pessoal, amigos e colegas (todos no mesmo barco)
A razão pela qual recuamos foi que de uns tempos pra cá percebemos que cada jogo era um estopim preste a estorar...Parece que o futebol amador de campinas está regredindo...Sei que ja foi muito pior, mas não podemos nos contentar com isso, temos que pensar em qualidade e não quantidade, temos que nos valorizar, temos que aprender a dizer NÃO em certas ocasioes.
Foi dito na TV que o que aconteceu foi um ato isolado. MENTIRA...acontecimentos vem dando sinais (e não é de hoje) de que algo ruim iria acontecer. Ontem foi fulano que apanhou, amanhã será ciclano...até quando vamos aceitar isso, até acontecer algo pior???