15 de ago de 2011

A personalidade de um árbitro de futebol

Todos os árbitros (regra 05) de futebol têm de aprender a lidar com várias mudanças ao longo de sua carreira.
Um bom árbitro de futebol tem que aprender, acima de tudo, a impor sua personalidade dentro do solo sagrado (campo de jogo – regra 01), independente das circunstâncias em que a partida vai ser jogada.

Também deve saber, na ponta da língua, cada ponto e vírgula, cada palavra e cada parágrafo que compõem as 17 regras e as diretrizes da Carta Magna do Futebol (livro de regras) e ter um ótimo preparo físico. Porém, nada disso será de valia se não consegue aplicá-las com destreza dentro do solo sagrado.

A personalidade é muito importante dentro do universo da arbitragem de futebol. O árbitro tem que ser ele mesmo, manter sempre a calma e o equilíbrio, pois os jogadores (regra 03), treinadores, dirigentes e torcedores sempre saberão distinguir quando um árbitro está se passando por alguém que não é. E isso causará terríveis danos ao seu desempenho durante a partida.

Na mente de muitos árbitros passa a sensação que já se estabeleceram como árbitro de ponta, porém devem sempre lembrar que isso é apenas uma sensação. Na verdade, isso é o início de um longo e difícil caminho até o topo da carreira. E nesta caminhada, nunca imagine que é tão bom como Pierluigi Collina (árbitro italiano considerado por muitos como um dos melhores de todos os tempos), e sim aprenda com o seu talento e com sua dinâmica de atuar.

O que faz Collina ser um árbitro de ponta é a sua maneira pessoal de lidar com a lei do jogo, pois é um líder natural e tem uma visão extremamente positiva da vida, isso reflete quando comete erros ocasionais, pela sua natureza humana é concebido, em certos casos estes erros são respeitados, pois é um líder nato e não um ditador querendo ser o dono da verdade.

O árbitro tem de ter ambição em sua carreira e perceber que para chegar ao cume deve trabalhar e reciclar sempre os seus conhecimentos, dividir com os companheiros informações e experiências vividas dentro e fora do solo sagrado, isso é uma maneira de ganhar a confiança e respeito dos demais companheiros.
Para finalizar este artigo, deixo uma frase do grande árbitro francês, Michel Vautrot, que arbitrou simplesmente duas finais de Copa do Mundo: "Deixem a vossa personalidade falar por vós ou jamais terão sucesso".

Por Valter Ferreira Mariano
Foto do blog: Arbitrageem Algarvia 

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