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9 de jan. de 2012

Nota de falecimento


Com pesar, soube hoje pelo blog do professor Rafael Porcari  do falecimento do amigo e companheiro de inúmeros jogos,  Ademir de Lima, árbitro da Federação Paulista de Futebol pertencente ao quadro entre 1994-2002,  em Jundiaí.

Ademir foi encontrado morto em seu apartamento nessa 2ª feira. Acredita-se que tenha sofrido um AVC na última 6ª feira, pelo estado do corpo. O enterro ocorreu hoje, no Cemitério Parque dos Ipês.

Quem puder avisar aos amigos, que se faça esse ato de caridade.

Descanse em paz, amigo.

5 de jan. de 2012

Entrevista com Elizangela Aparecida da Silva Ribeiro – árbitra assistente – Federação Paulista de Futebol.

01 - O Universo da Arbitragem de Futebol: Em que ano você participou da prova de aptidão ao curso de arbitragem da escola Flavio Iazette (FPF)?

Fiz o curso no ano de 2005. Nessa época ainda morava em Casa Branca, interior do estado e viajava todas as segundas-feiras para as aulas.

02 – O Universo da Arbitragem de Futebol: O que levou você a se tornar uma árbitra assistente?

Sempre gostei muito de futebol, desde pequena. Comecei acompanhando meu pai nos jogos entre amigos. Com 12 anos entrei para um time de futebol em Casa Branca. Jogava futebol de segunda a segunda. Além de gostar de jogar, sempre fui meio ‘’topetuda’’ e adorava dar uma de juíza de futebol nos campeonatos da escola ou nos jogos treinos. Em 2004, depois de me formar na faculdade, resolvi que queria seguir a carreira e fazer o curso da Federação Paulista.

03 – O Universo da Arbitragem de Futebol: Qual sua meta dentro da arbitragem?

Chegar às divisões principais, com certeza. Acredito que essa seja a meta de todos os árbitros e assistentes.

04 – O Universo da Arbitragem de Futebol: Você prefere trabalhar com uma equipe de arbitragem apenas com mulheres ou não tem preferencia?

Não tenho preferencia. O que eu gosto mesmo é de trabalhar, estar em campo.

05 – O Universo da Arbitragem de Futebol: Você tem o apoio de sua família em relação a sua função dentro da arbitragem?

Meus pais são meus maiores fãs, sempre me apoiaram sim e sempre que podem me acompanham nos jogos. Principalmente meu pai. Acho que sou ‘’a menina dos olhos dele’’. Quando alguém pergunta o que a filha dele faz, ele simplesmente enche o peito e fala: “ela é bandeirinha de futebol”. É engraçado! (risos).

06 – O Universo da Arbitragem de Futebol: A arbitragem pode até agora ter proporcionar uma condição financeira melhor?

O que ganho nos jogos ajuda bastante, mas hoje não é a minha principal fonte de renda. Claro que se fosse possível, eu gostaria de fazer exclusivamente isso. Quando eu chegar à séria A1, aí sim o ganho vai ser bem significativo (risos).

07 – O Universo da Arbitragem de Futebol: Os jogadores tratam você de forma diferente em relação aos árbitros (masculinos)?

Só nos cinco primeiros minutos. Quando os jogadores veem uma mulher em campo, fica aquele burburinho. “Olha, é uma bandeirinha”. Mas isso dura só até o jogo começar. Quando começa, é indiferente se sou mulher ou não.

08 – O Universo da Arbitragem de Futebol: Qual sua opinião em relação a atual comissão de arbitragem de São Paulo?

Acho que fazem um excelente trabalho e estão sempre atentos às nossas necessidades. Afinal, vida de árbitro, não é nada fácil.


09 – O Universo da Arbitragem de Futebol: O futebol masculino tem espaço para mulher apitar como se fosse um homem? Por quê?

Na verdade acho que as mulheres do apito não querem ‘’apitar como se fosse um homem’’, mas sim ‘’apitar com todo o charme de uma mulher’’. Fico feliz quando vejo mulheres em ascensão na arbitragem. É sinal de que estamos ganhando espaço. Na ultima semana tivemos a boa notícia de que a Regildenia de Holanda Moura entrou para o quadro da FIFA 2012. É uma representante da mulherada lá. É a prova de que com trabalho e dedicação, a gente consegue.

10 – O Universo da Arbitragem de Futebol: Esta é uma pergunta que não poderemos deixar de fazer.  Você posaria nua em alguma das revistas masculinas?

Não posaria. Agora, tudo o que quero é crescer e aparecer, mas só dentro dos gramados (risos).

Considerações finais: fale um pouco de você fora e dentro do universo da arbitragem:

Sou a mesma pessoa fora e dentro do universo da arbitragem: apaixonada por esportes e pelo que faço. Não é fácil conciliar a vida profissional, a vida pessoal e a vida de arbitra assistente, confesso. Mas quando a gente ama o que faz, vale muito a pena.

Alguns dos melhores momentos da minha vida eu tive dentro da arbitragem. Tenho muitos amigos, conheci pessoas bacanas, passei por momentos inesquecíveis. E são essas lembranças e sentimentos que me fazem ir para a pista de corrida as 11 da noite, quase todos os dias da semana, por que afinal de contas, tenho que vencer o teste físico (e não deixar que ele me vença como já aconteceu algumas vezes).

E no fim, acho que não tem como separar a Eliz de um ambiente fora e dentro do universo da arbitragem, por que mesmo fora da arbitragem, sou totalmente “árbitra de futebol”.


Elizangela Aparecida da Silva Ribeiro

Escola: Estudei nas instituições: FACAB (Faculdade Casa Branca), PUC Campinas e Mackenzie.

Formação: Graduada em Turismo, pós-graduada em Gestão Turística, pós-graduada em Marketing Esportivo e pós graduanda em Marketing e Comunicação Integrada.

Profissão: Analista de Marketing na empresa Royal Caribbean Brasil

Natural: de Mogi Mirim, mas casa-branquense de coração.

Casada ou solteira: Casada.

Filhos: Não tenho.

Fotos: Eduardo Migliato


O Universo da Arbitragem de Futebol agradece sua participação nesta entrevista e lhe deseja grande sucesso dentro do universo da arbitragem de futebol.

Valter Ferreira MarianoEditor do Blog: O Universo da Arbitragem de Futebol


4 de jan. de 2012

Lista dos árbitros brasileiros para o quadro da FIFA 2012.

Teremos, portanto, para 2012:
Paulo César de Oliveira – SP
Wilson Luís Seneme – SP
Marcelo de Lima Henrique – RJ
Péricles Bassols Cortes – RJ
Evandro Roman – PR
Heber Roberto Lopes – PR
Leandro Pedro Vuaden – RS
Sandro Meira Ricci – DF
Ricardo Marques Ribeiro – MG
Francisco Carlos do Nascimento – AL

Regildenia de Holanda Moura
Provavelmente, a Federação Paulista de Futebol não lamentará a perda da sua 3ª vaga, já que tivemos a compensação da (ótima) árbitra Regildênia de Holanda entrando no quadro internacional feminino.


Veja todo os nomes da relação no site da FIFA.pt

3 de jan. de 2012

Ser líder não é ser um árbitro autoritário.

A imagem do árbitro (regra 05) de futebol sugere que é um líder dentro do solo sagrado (campo de futebol – regra 01), esta liderança vem da autoridade a ele concedida pela Carta Magna do Futebol (livro de regras).

O árbitro não deve ter a sensação que é superior os demais que estão ao seu redor dentro e fora do solo sagrado, pois esta sensação é apenas uma sensação, sua capacidade de aplicar as leis do jogo será sua liderança, bem aplicadas, bem respeitadas, mal aplicadas, mal compreendidas, sem respeito e sua liderança será amplamente questionada.

O árbitro não pode ser autoritário e ríspido, impondo obediência total, exagerando no tom de voz, chegando ao ponto de enfrentar os jogadores (regra 03) com palavras ofensivas e desmontando um descontrole emocional.


árbitro Paulo César Silveira (PC) um líder nato dentro e fora  do solo sagrado

No dicionário, ser líder é ser orientador, portanto em nenhum momento ser líder é ser o melhor de todos. Liderar é saber olhar em sua volta, sabe mostrar o caminho certo, sabe orientar, saber ouvir, se impor e ser a referência positiva dentro do solo sagrado. Uma boa arbitragem é fruto do conhecimento, da firmeza, da clareza e da precisão das marcações.

Não seja um arbitro que passa a mão na cabeça de todo mundo porque quer ser um árbitro legal. Seja um árbitro meio termo. Ser firme é diferente de ser rude, impor ordens é diferente de obrigar que ordens sejam cumpridas, ser atencioso é diferente de ser amigo e acima de tudo, ser líder é diferente de ser autoritário.

Seja um árbitro exemplo e referência para os seus comandados.

Por Valter Ferreira Mariano

21 de dez. de 2011

O universo da arbitragem de futebol deseja a todos um feliz Natal e um excelente 2012!

El mundo del fútbol árbitros les desea a todos una feliz Navidad y un gran 2012!

The world of football refereeing wishes everyone a happy Christmas and a great2012!



Le monde du football arbitrage souhaite à tous un joyeux Noël et une grande 2012!

refereeing 축구의 세계는 모든 사람에게 행복한 크리스마스와 큰 2012이 되시길 기원합니다!

16 de dez. de 2011

14 de dez. de 2011

Final Paulista LINAF


Árbitro: Valter Ferreira Mariano, AA1 Rafael Cesar Fernandes e AA2 Graciana Fernandes Paganini

Santos 2x1 Corinthians Final do Paulista Feminino LINAF 15/09/2009 (acervo)


Árbitro: Valter Ferreira Mariano, AA1 Rafael Cesar Fernandes e AA2 Graciana Fernandes Paganini

Os fatores que os comentarias não cometam.


árbitro Valter Ferreira Mariano - Bom  posicionamento

Em tempos de campeonato é impossível não ouvir ou assistir uma partida de futebol. Seja no estádio ou no campo de várzea, seja no bom e velho radinho de pilha ou nas modernas televisões digitais (LCD) ou de plasma, e dessa maneira é impossível não observar as criticas sobre o desempenho dos árbitros (regra 05) ou de seus árbitros assistentes (regra 06).

Criticas sempre emitida de forma negativa, ferindo a imagem do árbitro, transformando em vilão, causador da derrota desta ou daquela equipe. Elas são o combustível na formação da opinião dentre os torcedores, que o árbitro “roubou” o seu time de coração.

Simples e muito cômodo observar o universo da arbitragem de futebol detectando erros através dos olhos frios da câmera de televisão, nos mais variados ângulos possíveis, em slow motion, no famoso tira tema, difícil é observar estes mesmos erros pelo olho humano do árbitro. Ver os fatores que compõe a dinâmica de arbitrar uma partida, estes sim deveriam ser avaliados e comentados, dando ao torcedor a verdadeira imagem do árbitro a toda a sociedade futebolística.

Fatores como a colocação e o deslocamento do árbitro durante a partida, pois uma péssima colocação e um deslocamento lento pode fazer a diferença num lance decisivo. Um árbitro assistente bem colocado terá uma ampla visão de uma situação de impedimento (regra 11). Um árbitro que tem ótimo deslocamento, sempre estará próximo da jogada. Assim ambos terão sempre uma excelente posição para determinar se houve ou não irregularidade.

Outro fator que deveria ser avaliado é o posicionamento nas bolas (regra 02) paradas, por exemplo, num escanteio (tiro de canto – regra 17), para uma melhor visão, seu posicionamento deverá ser do lado oposto  desta cobrança, na entrada da área penal, afastado do bolo de jogadores, de olhos voltados pra dentro desta área e tendo o goleiro no seu campo visual.

O preparo físico será colocado em prova sempre que o árbitro necessitar de um deslocamento rápido, isso também se aplica aos seus assistentes, principalmente numa situação de contra ataque veloz onde sua corrida será sempre com olhos atentos posição da bola e do penúltimo defensor.

Uma boa sinalização é imprescindível, não deixa duvida de quem é a posse da bola. Inibe os empurrões e bate boca entre os jogadores que querem a mesma coisa, ou seja, a posse da bola.

São fatores que os peritos em arbitragem ignoram ao comentar a atuação do árbitro, pois seu foco principal é apontar o erro e não verificar o motivo que levou o arbitro a cometê-lo, passando que tal erro foi cometido de forma leviana e premeditado. Isso é ruim para futebol, pois promove a imagem que os árbitros estão lá para determinar o vencedor da partida.

Por Valter Ferreira Mariano

6 de dez. de 2011

O antidoto para imprensa futebolística!

Paulo César de Oliveira FIFA/SP

O direito à informação, consagrado na Constituição Federal, requer dos veículos de comunicação senso ético, responsável e isento, onde deve prevalecer um bom jornalismo.

A imprensa esportiva, principalmente a que tem o futebol como seu carro chefe, tem grande influência na formação de opinião dos ouvintes e telespectadores, que são torcedores loucos pelo time do coração, sendo que esta não deve ser confundida com informação. Os programas esportivos exibidos nos canais de televisão bem como nas rádios, têm o direito legítimo de expor suas preferências, porém, sem contaminar a mente do torcedor, deformando a realidade de um resultado de revés, atribuindo o mesmo a um erro de arbitragem.

A matéria de cunho opinativo deveria ser feita em forma de editoriais ou nas manifestações dos torcedores, quando entrevistados.

Em época de final de campeonato, exacerbar de forma negativa as atuações dos árbitros (regra 05) e dos árbitros assistentes (regra 06) a partir de repetição de imagem obtidas pelos olhos frios das câmeras de televisão espalhadas por vários ângulos ou na utilização de recursos eletrônicos do tipo tira-tema, é uma maneira de direcionar a opinião do torcedor, levando ao perigoso caminho da desconfiança, onde a arbitragem manipula resultado, no sentido de beneficiar este ou aquele clube.

Neste caminho, narrador, comentarista e repórter, têm papel decisivo. Cabe a estes determinar de que forma o erro de arbitragem deve ser visto e abordado. A partir da convicção destas pessoas e conhecimento da Carta Magna do Futebol – Livro de Regras, deve informar ao público a verdadeira face do erro, sem o interesse de transforma-lo em mártir para obter IBOPE.

O antídoto para esta situação é a realização de cursos de arbitragem com os membros da imprensa futebolística. Transformando-os de leigos em embaixadores da Carta Magna. Onde com o novo conhecimento adquirido poderão passar ao seu público (torcedores) a verdadeira imagem do Universo da Arbitragem de Futebol. Passando a responsabilidade do revés aos jogadores que não se empenharam durante a partida, aos treinadores que escalaram seus times de forma equivocada ou fez substituições que não deveriam fazer e aos cartolas que fizeram contratações erradas ou simplesmente sumiram com as finanças do clube.


Por Valter Ferreira Mariano