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30 de ago. de 2010

É O Último Homem!


O dialeto da sociedade futebolística tem algumas frases que não expressam a verdadeira face do fato, como, por exemplo, a frase “é o último homem tem que ser expulso!”. O texto da Regra é claro e não descreve nada à referida frase.

A Carta Magna é composta por dezessete regras, dentre elas uma se refere à punição máxima, um grande castigo: a expulsão de um jogador (cartão vermelho).

Para esclarecer a frase “é o ultimo homem tem que ser expulso!”, o texto da Regra 12 descreve que toda vez que um jogador comete uma infração punível com tiro livre direto ou indireto justamente para impedir uma oportunidade manifesta de marcar um gol à equipe adversária, o mesmo será expulso.

São duas ocasiões puníveis com expulsão que se relacionam com o ato de impedir ou tentar impedir uma oportunidade clara de marcar um gol. E não é necessário que a infração ocorra dentro da área penal (grande área).

Uma delas ocorre quando um jogador impede um gol ou uma oportunidade clara ao tocar intencionalmente a bola com a mão. Essa punição não se deve a ação de o jogador tocar intencionalmente a bola com a mão, mas pela intervenção desleal e inaceitável de impedir que um gol seja consignado.

A outra ocorre quando um jogador, ao invés do uso da mão, se utiliza de uma falta, dando um pontapé, uma rasteira, um tranco, um empurrão, uma entrada (carrinho) tocando o adversário antes da bola ou segurando-o pela camisa ou por qualquer outra parte do corpo, impedindo assim a conclusão da oportunidade clara de gol.

Entretanto se o árbitro (Regra 05) aplica a vantagem durante uma oportunidade clara de gol e o tento é marcado diretamente, mesmo que o adversário toque a bola com a mão ou cometa uma falta, o jogador infrator não será expulso, e sim advertido (cartão amarelo).

Para definir se o jogador deverá ser expulso o árbitro deve considerar as seguintes circunstâncias:

• A distância entre a infração e o gol (meta);
• A probabilidade de manter ou controlar a bola;
• A direção do jogo;
• Localização e o numero de defensores;
• A infração que impede um adversário de marcar um gol pode constituir uma falta punível com um tiro livre direto ou indireto.

Assim podemos afirmar que a expulsão do jogador não ocorreu por ser último homem e sim por ter ferido a regra 10 - O Gol MARCADO - que é único objetivo do jogo.

Foto Agência Lance

7 de ago. de 2010

CURSO PARA FORMAÇÃO DE ÁRBITROS DE FUTEBOL

Edital de abertura de inscrição para segunda turma do curso de árbitros de futebol

A ASSOCIAÇÃO CAMPINEIRA DE ÁRBITROS DE FUTEBOL - ACAF, de acordo com o Regulamento de sua Escola de Arbitragem, comunica que estão abertas 0 dia 04/09, as inscrições para o **SEGUNDA TURMA - CURSO BÁSICO DE FORMAÇAO DE ÁRBITROS 2010**.

Os interessados deverão dirigir-se à Secretaria da Escola de Árbitros “**MARCO ANTÔNIO RIBEIRO**”, na sede da *LIGA CAMPINEIRA DE FUTEBOL*, à Av. Pref. Faria Lima, 345 - Parque Itália - Campinas - SP, ao lado do Hospital Dr. Mário Gatti, das 14 às 20hs, juntando ao requerimento de inscrição os seguintes documentos:

1. Xerox cédula de Identidade (RG);
2. Uma foto 3 X 4.
Os inscritos participarão do **CURSO BÁSICO DE FORMAÇAO DE ÁRBITROS 2010**.
O curso terá duração de dois (2) meses, com aulas aos sábados, a partir das 9:00 horas.

Os aprovados no curso poderão atuar nas partidas de futebol amador na Região Metropolitana de Campinas e no Estado de São Paulo promovidas pela ASSOCIAÇÃO CAMPINEIRA DE ÁRBITROS DE FUTEBOL - ACAF, LIGA CAMPINEIRA DE FUTEBOL – LCF, LIGA REGIONAL DESPORTIVA PAULISTA – LIREDEP e LIGA NACIONAL DE FUTEBOL.

Os matriculados no CURSO BÁSICO DE FORMAÇÃO DE ÁRBITROS 2010 pagarão 3 parcelas de R$ 50,00 (Cinqüenta reais.

Início do curso: 04/09/2010


Ronie Brandt Romanini
Presidente ACAF - Associação Campineira de Árbitros de Futebol

Valter Ferreira Mariano
Diretor da escola de árbitros Marco Antonio Ribeiro

17 de jun. de 2010

OS ESPÍRITOS DA REGRAS DO JOGO DE FUTEBOL

Ao longo do tempos, as regras do esporte bretão sofreram poucas alterações, ao ponto de serem consideradas imutáveis, tal como a constituição dos Estados Unidos.

A Carta Magna do futebol (Regras do Jogo) é composta por 17 regras, são consideradas perfeitas. Para compreende-las é necessário observa-las através do espírito do jogo, ou seja, do espírito da igualdade, da segurança e do prazer, associado ao fair play – jogo limpo – desta maneira saberão porque este esporte fascina todo o planeta.

O espírito da igualdade revela que o mesmo que se aplica a uma equipe ou a um dos jogadores será aplicado igualmente a outra equipe e aos demais jogadores, sem nenhuma restrições raciais, étnicas ou religiosas. Este espírito preserva o total direito de todos os jogadores disputarem a posse da bola em igualdade, não dando qualquer espécie de privilégio ao craque ou ao menos habilidoso.

O espírito da segurança proclama o árbitro, os árbitros assistentes e o quarto árbitros, seus agentes, onde terão importante tarefa de serem responsável pela integridade física dos jogadores. Punindo qualquer tipo de conduta violenta. Impedindo o uso de objetos, jóias e equipamentos que ofereçam perigo aos jogadores.

O espírito do prazer, este deve ser o único objetivo do jogo. Sem este não há porque jogar futebol e nem assisti-lo. Um árbitro ou qualquer membro da equipe de arbitragem sem prazer de executar sua função, certamente prejudicará o bom andamento do jogo. Pois, sem prazer, nada é bem feito.

A soma destes espíritos, aliado a fair play, formará o principal ícone das regras, o ícone de nunca beneficiar ao infrator.

3 de dez. de 2009

Lei que profissionaliza árbitros será votado início de 2010

O projeto de lei que regulamenta a profissão de árbitro de futebol deve ser levado a votação no início de 2010.

13/11/2009 - Em meio à crise causada pelos seguidos erros de arbitragem no Brasileirão, os homens de preto têm algo a comemorar: o sonho em ter seu ofício reconhecido voltou a ter tons de realidade. Há sete anos na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que regulamenta a profissão de árbitro de futebol deve ser levado a votação no início de 2010.

A retomada foi fruto da união entre a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) e o deputado federal Edinho Bez (PMDB-SC). Se aprovada, a lei protegerá legalmente os juízes, garantindo, entre outros direitos, carteira assinada e acesso à Previdência Social.

Para Jorge Paulo Alves, presidente da Anaf, a mudança dará a
segurança de que os árbitros precisam:

– Hoje, ele é um mero prestador de serviços para a CBF. Ele pode estar atuando em um dia; no outro, não mais. Não se pode ter uma vida programada em termos profissionais, mesmo trabalhando em um futebol altamente rentável.

O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (CONAF), Sérgio Corrêa, não quis comentar o projeto. Segundo o assessor da CBF, Rodrigo Paiva, "a entidade desconhece essa situação."

O estranhamento à notícia tem explicação: o deputado Bez fez questão de não procurar a CBF. Segundo ele, a entidade ainda não mereceu o contato por conta de seu descaso com a arbitragem brasileira.

– Ouvi todo mundo, menos a CBF. Ela não participa de nada na arbitragem, não orienta, não dá instrução. Só escolhe. Ela não está preocupada. É uma vergonha. Somente depois irei procurar a CBF – disparou.

Ricardo Teixeira Presidente da CBF disse que só em 2009 a entidade gastou R$ 1 milhão em investimentos na melhoria da arbitragem, quantia que inclui cursos de campo e seminários que contaram com a participação de árbitros de todos os estados do País.

O Presidente do Sindicato dos Árbitros Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (Saperj), Jorge Rabello, alertou para outros problemas além do reconhecimento da profissão.

– Não é por causa disso que, amanhã, os árbitros não irão mais errar. É preciso criar uma estrutura. Aí está o grande problema da arbitragem. Precisamos de um projeto – opinou.

Fonte: LANCEPRESS!

Paulo César de Oliveira está entre os melhores árbitros do País


Árbitro se destacou este ano também na Libertadores

26/11/2009 - Além de jogadores e técnicos, a CBF também premia os melhores árbitros do Campeonato Brasileiro, e também neste quesito, o futebol paulista segue muito bem representado. Na edição de 2009, os três melhores são o paranaense Héber Roberto Lopes, o gaúcho Leonardo Gaciba e o paulista Paulo César de Oliveira.

Aos 35 anos, o já experiente árbitro aponta esta indicação como uma recompensa pelo trabalho. “Recebi a notícia de que estava entre os três com bastante alegria, pois este foi um ano de muita dedicação, especialmente na parte física, desde a pré-temporada realizada antes do Campeonato Paulista”, destacou.

Além disso, para Oliveira, estar entre os três melhores era o que faltava para concluir a boa temporada que viveu. “Este ano foi de retomada ao cenário internacional. Apitei Copa Libertadores da América, Eliminatórias para a Copa do Mundo e essa indicação é a coroação de tudo isso que aconteceu”, afirmou.

Paulo César: “Estou muito contente com a indicação, mas claro que quero ganhar”

Apesar de ser reconhecidamente um dos melhores árbitros do País, Paulo César apontou uma dificuldade para estar entre os melhores. “São muitos times paulistas na Série A do Campeonato Brasileiro, então acabamos apitando jogos de times de outros estados e isso nos deixa longe especialmente da mídia de São Paulo. Por isso fiquei até surpreso com a indicação”, garante.

Estar entre os três, porém, não é o suficiente. “A minha expectativa é que possa ter recebido mais votos”, brinca. “Mas temos que destacar o trabalho do (Leonardo) Gaciba e principalmente do Héber (Roberto Lopes) que foi muito regular o ano todo”, opinou, antes de manifestar a sua torcida. “Estou muito contente com a indicação, mas claro que quero ganhar”, disse bem-humorado.

Quem também festejou a inclusão do nome de Paulo César de Oliveira entre os melhores foi o o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, Coronel Marcos Marinho. “Lógico que é fruto do trabalho individual dele, mas é também resultado dentro de campo daquilo que fazemos diariamente, e por isso nos deixa bastante satisfeitos”, afirmou Marinho.

Fonte: http://eptv.globo.com - Com informações da Federação Paulista de Futebol.

Fonte: Cooperativa de trabalho dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo - COAFESP

1 de dez. de 2009

Sobre Boleiros e Apitadores, Tolerância e Vocação

Cada vez mais vivemos situações de disparates no futebol brasileiro. Nesse ano, tivemos de tudo em todos os campeonatos: partidas arranjadas do Maranhão em esquemas de mala preta à máfia de apostadores na Europa, confusões e polémicas com árbitros desde os regionais até a definição de Seleções nas Eliminatórias da Copa do Mundo - Zona Europeia.

Não há local, temporalidade ou sazonalidade para a discussão que envolva arbitragem de futebol. Tudo é, sem dúvida, paixão. Paixão em algo profissional, onde os próprios dirigentes se tornam apaixonados torcedores e urram difamando contra adversários e até mesmo partem para o incentivo a agressão.

Esse sentimentalismo misturado ao profissionalismo levam a certos conformismos no imaginário popular e na literatura do futebol. Nesse ano, por diversas vezes, ouvi o ótimo jornalista Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan, massificar que “dizer que o juiz roubou, no futebol, tem outra conotação“. Sim, é verdade, embora seja incômoda tal afirmação. Os “roubos” popularmente conhecidos, que nada mais são do que os erros de uma partida de futebol, sem intenção ou previa disposição de prejuízo a outrém, acontecem. Assim como um goleiro falha e acaba tomando os “frangos”, usando da mesma literatura futebolísitca popular. Idem para o centroavante que na cara do gol erra o chute e desperdiça o gol da vitória. E também para o treinador que escala mal ou realiza uma substituição equivocada.

De fato, o futebol é um esporte de erros e acertos, onde a sua condição de “esporte” tem sido substituída por “jogo”. É a relação distinta entre o jogar e o disputar, o “play” x “game”. E isso tem trazido a intolerância em muitos casos.

Voltemos aos erros dos árbitros e jogadores. Quem erra mais? Um atacante erra mas o torcedor tem esperança que na próxima jogada ele acerte. O árbitro erra e o torcedor eterniza o erro como determinante para a derrota da sua equipe.

Já imaginaram quantas vezes um árbitro e um jogador erram ou acertam numa partida?

Talvez esse seja um desafio interessante: quantas decisões um árbitro toma numa partida de futebol? Foi falta ou não? Foi escanteio ou tiro de meta? É lateral? Para quem? Cartão Amarelo ou Vermelho? Quanto de acréscimos?

Leve em conta o número de decisões a serem tomadas em segundos, sem o auxílio de uma TV, suado, cansado, desconfortavelmente em muitos casos, que um árbitro toma, por exemplo, num lance de falta próximo à área penal:

1- Foi falta; ou o jogador caiu sozinho por força da jogada; ou simulou?
2- Se foi falta, haverá vantagem ou não?
3- Se não vantagem, o lance foi dentro da área ou fora? Se dentro é pênalty, se fora é tiro direto.
4- Se foi falta mesmo, foi por imprudência, ação temerária ou uso de força excessiva?
5- Simplesmente marco a falta, aplico uma advertência verbal, aplico o cartão amarelo ou o cartão vermelho?
6- Ôpa: permito a rápida cobrança ou é prudente mandar esperar o apito para uma eventual formação de barreira?

Cronometre o tempo que você leu essas possibilidades de tomadas de decisões e tente cronometrar numa partida de futebol o tempo real que o árbitro tem para pensar e decidir sobre tudo isso.

Vamos ao comparativo com os jogadores: a preparação física, mental / motivacional e a questão sobre remuneração.

- Jogadores de grandes equipes têm à sua disposição: preparador físico, fisiologista, fisioterapeuta, médico, podólogo, nutricionista, psicólogo e palestras motivacionais. Treinam em horários e dias específicos. Hospedam-se em bons hotéis e sempre que possível (de SP a P.Prudente, por exemplo) viajam de avião. Recebem, se time grande, entre R$ 200.000,00 a R$ 300.000,00/ mês. Milhões de brasileiros torcem por eles.

- Árbitros que apitam jogos de grandes equipes: preparam-se por conta própria; esforçam-se na contratação de personal trainer e plano de saúde bancado do próprio bolso. Treinam ou de dia, de noite ou no almoço; ou quando puderem! Viajam de carro ou ônibus normalmente na madrugada ou no mesmo dia dos jogos. Recebem, se FIFA, R$ 2.800,00. A família e amigos são sua torcida.

Leve em conta que o árbitro tem sua vida profissional no dia-a-dia paralela ao futebol; para o jogador, a vida profissional e o dia-a-dia são o futebol. Considere ainda a não frequência em escalas, pressões e torcida contrária que o árbitro sofre. Antes dele entrar em campo já é questionado, mesmo se ilustre desconhecido.

Confidencio uma experiência própria: meu pai, apaixonado por futebol, tempos atrás resolveu ir assistir a uma partida da série A2 em que eu estava escalado. Foi por conta própria, comprou seu ingresso na bilheteria, misturou-se na torcida e ali permaneceu, aguardando o início do jogo, como único e legítimo torcedor do árbitro. Imediatamente a entrada do quarteto de arbitragem em campo, um senhor idoso que sentava ao seu lado, acompanhado do netinho, gritava: juiz ladrão, safado, vai morrer… o garotinho, sem papas na língua, emendava: seu fdp, não vai roubar aqui, sem vergonha… e o vovô todo orgulhoso! Meu pai cutucou o velhote e perguntou: o senhor conhece o juiz? E ele: nunca vi na vida… Após o jogo, e depois de muitos xingamentos, novamente meu pai o abordou: o que senhor achou do juiz? E o vovô: apesar de todo juiz ser safado, até que esse foi bem. Com confiança, meu pai disse: ele é meu filho, e tenho certeza que não é ladrão. E a sabedoria do velho: Parabéns ao seu filho, suportar um velho chato como eu que até ensinei meu netinho a xingar o juiz, é para vocacionados.

É esse o termo: vocacionado! O árbitro que ganha 1% do salário de um atacante que divide na área com o zagueiro e que deve em segundos analisar inúmeras hipóteses e marcar ou não o pênalty que decide o campeonato, é, de fato, um abnegado! Apesar de todos os contras, sabe e gosta do que faz. Com a TV contrária a ele, com a torcida e os jogadores o tendo como inimigo (logo ele, que é responsável por defender as regras e o fair play), mesmo assim ama apitar futebol (e tal narrativa acontece à maioria dos árbitros).

Senhores dirigentes, um pouquinho mais de compaixão e tolerânica com os árbitros em 2010. Os papais e as mamães, filhos e filhas dos árbitros agradecerão!

Nota: Materia acima foi extraida do blog do Prof. Rafael Porcari, a companhe outras materias interessantes neste blog.

26 de nov. de 2009

O árbitro e o guarda de trânsito

Já notou os vários sinais do árbitro de futebol (regra 05)? Há sinais feitos com os braços, com as mãos, com o som de um apito e com um par de cartões (amarelo e vermelho). Isso nos lembra outra profissão...

Lendo a parágrafo acima podemos fazer uma pequena comparação entre o árbitro de futebol e guarda ou fiscal de trânsito (em Campinas este fiscal é conhecido como “amarelinho” e em São Paulo como “marronzinho”). Percebam que ambos utilizam de sinais, apito e blocos de anotações.

O árbitro usa um uniforme diferente dos jogadores. O guarda usa uma farda impecável. Ambos os casos é para mostrar suas autoridades.

O árbitro usa o sinal com os braços para mandar seguir uma jogada onde foi observada uma vantagem. O guarda usa o mesmo sinal para que o trânsito siga em frente. O árbitro levanta o braço sinalizando uma cobrança de falta em dois toques (tiro livre indireto – regra 13). O guarda levanta o braço sinalizando que o veículo deve parar, não pode seguir em frente.

O árbitro usa seu apito para interromper uma jogada irregular. Já o guarda usa o seu apito para chamar atenção dos motoristas.

Os cartões são os blocos de anotação das ocorrências dentro de uma partida de futebol, ali os números das camisas dos jogadores podem ser comparados com as placas dos veículos, pois o guarda usa seu bloco para anotar as infrações (multas) cometidas no trânsito.

Os árbitros são ultimamente chamados de “máfia do apito”, já os guardas e fiscais de trânsito de “máfia da indústria da multa”.

Fim das comparações. O árbitro de futebol por mais que tenha autoridade, sempre será contestado, desrespeitado e pouco temido pela sociedade futebolística. Já a autoridade do guarda e do fiscal, esta sim, será contestada, porém, amplamente respeitada e temida pelos motoristas.

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

4 de nov. de 2009

O vilão do futebol

Na busca de não reconhecer sua inferioridade ou sua real condição de combate, a sociedade futebolística usa como sua ultima instancia a figura solitária do árbitro “o vilão do futebol.”.

È nele que será cravado o motivo de sua derrota, sem perdão, a vitória não veio por causa dele. Foi ele quem expulsou o jogador que deu um pontapé no adversário sem esta a bola em disputa (regra 12 – o jogador será expulso se for culpado de conduta violenta) aos 10 minutos do primeiro tempo, cuja expulsão comprometeu todo esquema tático estipulado pelo treinador antes do tiro de saída (regra 08).

A busca de camuflar o péssimo desempenho da equipe reflete nos berros do treinador que não consegue extrair o que fora passado pela sua preleção antes do jogo, mais o erro dos jogadores não são fatais, sim os erros do árbitro, este veste camisa, calção, meia e chuteiras, porém a ele não é permitido tocar na bola, sendo assim não poderá fazer gol ou defender um possível gol.

Será nele que os dirigentes despejaram um caminhão de culpa, não importa que seu jogador fosse expulso de acordo com a regra do jogo, o árbitro não poderia ter comprido está regra, pois através deste ato foi causador da derrota e por este motivo merece se surrado.

Todos os parágrafos acima são relatos de uma situação vivida por um árbitro que milita no futebol não profissional na cidade de Campinas interior do Estado de São Paulo, onde após esta expulsão o jogo virou um verdadeiro inferno. Ao termino do primeiro tempo, o campo de jogo (regra 01) foi invadido por vários torcedores da equipe que teve o jogador expulso, onde um deles disse com a maior natureza do mundo – “lembra de mim, na final do veterano eu quebrei sua cara, hoje vou quebrar você no meio, não importa se meu time ganhar ou perde, você vai sai daqui direto para Mário Gatti” – para quem não é de Campinas, Mário Gatti é o Hospital Municipal.

Próximo do termino da partida, cujo placar já era de dois x zero contra a equipe do jogador expulso no inicio, este mesmo torcedor saiu da arquibancada e juntamente com vários outros torcedores iniciaram uma caminhada em direção do portão de acesso ao campo de jogo, porém um milagre aconteceu do nada, um espectador que não tinha nada haver com o jogo geraram uma briga contra estes torcedores, desviando toda atenção direcionada a equipe de arbitragem que por sua vez encerrou o jogo e saiu de fininho por um portão de acesso ao córrego que passa ao lado do campo.

Milagre ou não isso é inadmissível esta situação. Se a sociedade futebolista acolhe pessoas com este espírito, o futebol estará com sua essência condenado a morte e refém de pessoas sem coração e qualquer respeito pelo semelhante. O futebol amador de Campinas está condenado a ficar sobe jurisdição de pessoas sem o espírito empregado pelo Barão Coubertin “O importante não é vencer, mas competir com dignidade”.

Nota 01: Os nossos mais sinceros protesto de repudio pelo acontecimento a partida entre Flamengo do Jd. Santa Mônica x Unidos do Jd. Eulina, partida valida pela quarta de finais do Campeonato Amador da Campinas.

Nota 02: Deixamos os nossos protestos de estima, consideração e reconhecimento pela pessoa idônea e amiga que é o árbitro desta partida: Sr. Paulo César da Silveira, conhecido pela sociedade futebolística de Campinas como PC.

23 de out. de 2009

Os leigos são os árbitros


Neste fim de semana, aproveitando uma folga na escala, fui ao estádio de futebol, claro para assistir um bom jogo e de quebra observar meus companheiros de arbitragem.

Pelo meu posicionamento na arquibancada, tive o prazer de acompanhar o excelente trabalho do árbitro assistente nº. 02, ou seja, do bandeirinha (como é rotulado pela sociedade futebolística) e pouco mais de longe dos demais membros da equipe de arbitragem, que na minha modesta opinião foi muito bem.

O jogo em si foi... Como posso dizer, sem muita técnica, muita vontade e claro, muita reclamação. O desempenho dos jogadores passou a ser algo de segundo plano, o importante era observar atentamente os meus companheiros de arbitragem, principalmente o assistente que corria paralelamente na linha lateral, este elogiado com inúmeros adjetivos em todas suas ações contra a equipe dona da casa.

Bem, vou colocar somente uma frase deferida de um torcedor que estava do meu lado “bandeirinha... você esta louco! O cara recebeu a bola sozinho seu... volta pra escolinha, seu burro !!! Porém, este lance, o atacante recebeu a bola diretamente de um arremesso lateral, e esta é uma das três situações que não há impedimento (Regra nº11 – Não existirá impedimento se o jogador receber a bola diretamente de um tiro de meta, de um tiro de canto (escanteio) e de um arremesso lateral.). O que comentar a respeito deste torcedor? Claro, nada, para ele o leigo é o bandeirinha.

Pois bem, ao deixar o estádio, percebi como somos cobrados em nossa nobre função e da sua importância dentro do futebol de hoje. Um futebol altamente comercia onde altas cifras são movimentas. Um futebol que exigi cada vez mais a perfeição da arbitragem e assim sendo não tem espaço para árbitros preguiçosos, sem interesse pelos treinamentos, sem a devida atenção para as alterações na regra, sem o devido aprimoramento de suas ações dentro do campo de jogo.

19 de out. de 2009

- Gol com tabela entre… as Bolas!

O que é pior? Duas bolas em campo na hora que sai o gol ou o árbitro que não conhece regras e valida uma suposta “tabelinha” entre as redondas?

Por incrível que possa parecer, isso aconteceu duplamente na partida Sunderland X Liverpool, pela Premier League, neste final de semana! Na oportunidade, na hora em que o goleiro do Liverpool defenderia um chute a gol, uma segunda bola foi jogada em campo; esta bateu na bola que iria ser defendida, desviou-a e entrou na meta! Detalhe: o árbitro, erroneamente, não considerou a bola como um corpo estranho mas como um corpo neutro, e validou o gol. Erro grosseiro…

Veja o lance, clicando em: http://videos.sapo.pt/ZMR90G6sOSljv5FV9jFH

Na imagem da primeira câmera, você nem percebe a segunda bola; mas nos outros dois ângulos, você se assusta com o desconhecimento da Regra do Jogo por parte do quarteto de arbitragem!

Fonte: blog do professor Rafael Porcari

13 de out. de 2009

O QUE VENHA A SER FAIR PLAY?


Durante os jogos da Copa do Mundo, muito se ouviu falar de certo fair play, e, pergunto a você: O que é este tal de fair play?

O fair play é simplesmente jogo limpo. Tem sua origem na sociedade aristocrática européia, e foi muito difundido pelo Barão Pierre de Coubertin idealizador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna.

O conceito de jogar limpo representa a essência de qualquer esporte. O futebol como o principal esporte praticado no mundo não pode ficar sem esta essência, pois ela representa valores como à honra e a lealdade, o respeito pelos adversários e pela arbitragem, pelos companheiros e por si próprio.

O respeito total pelas regras, princípios e códigos de conduta, obedecendo ao principio da justiça e renunciando a vantagem ilícita. Assim o futebol seria como uma "escola de cidadania", ensejando a oportunidade de aprender que o sucesso é obtido não apenas através do desejo e da perseverança, mas também que é consagrado unicamente através da honestidade e da justiça.

Os praticantes têm possuir alma alva, lavada com o fair play. O futebol exige, no mínimo, que os praticantes joguem com respeito total e constante pelas regras, nunca devem esquecer de que os árbitros têm mais experiência e uma visão muito melhor de que está acontecendo dentro do jogo. Como os jogadores, os árbitros farão erros do tempo ao tempo. Estes devem ser aceites. Sem um árbitro não há nenhum jogo de futebol. Seus esforços devem ser respeitados e problemas ser compreendidos.

Cada jogo bom necessita um adversário bom. Mesmo o adversário mais afiado não é um inimigo. O futebol não é guerra. Ninguém aprecia perder, mas a derrota deve ser aceita como apreciação para a habilidade e o espírito do adversário. Aqueles que perdem hoje podem ser o ganhadores do amanhã.

O fair play exige que nenhum adversário deva ser humilhado ou abusado por razões raciais, étnicas ou religiosas. O futebol é o desempenho e a participação do jogador, não faz discriminação a respeito das origens de seus praticantes.

O fair play é fundido no calor da amizade, do respeito pelo outro e do espírito esportivo. Representa um modo de pensar e agir. Ele não aceita o uso da astúcia e artifícios nem subterfúgios para obter o sucesso, o anti jogo, o doping, a violência (tanto física quanto verbal), a desigualdade de oportunidades e a corrupção.

Os esportistas em geral devem ter em mente que sempre haverá um outro dia a jogar e competir.

6 de out. de 2009

Paradinha nos pênaltis com dias contados

"Blatter diz que a paradinha é irregular e está com os dias contados, chama artifício de "jogo sujo" e espera punição dos árbitros com o cartão amarelo"

A paradinha, que voltou a ser moda nos gramados brasileiros este ano, está com os dias contados. Após a reunião do conselho executivo da Fifa, no Rio de Janeiro, o presidente Joseph Blatter foi claro e incisivo ao dizer que o artifício de o jogador interromper o movimento na hora da cobrança de pênalti é ilegal e deve ser punido com cartão amarelo pelos árbitros.

O dirigente garantiu que o tema está em pauta em uma reunião da International Board, órgão que regulamenta as regras do futebol, no dia 20 de Outubro, em Zurique, na Suíça, e que depois vai ser emitida uma nota para todas as federações nacionais para que não aconteçam mais dúvidas ou interpretações sobre o caso. Joseph Blatter considera a paradinha uma infração à regra do futebol.

- Isso não é justo. É uma infração, e o árbitro deve punir com o cartão amarelo. Se o jogador repetir, precisa ser expulso. Não é justo, é uma trapaça e precisa acabar - disse.

O suíço Joseph Blatter espera que a partir de Novembro, após todas as federações receberem o documento da International Board, a paradinha pare de ser usada em todo o mundo na hora da cobrança do pênalti. O dirigente considera o artifício um "jogo sujo" mais grave que a simulação de um pênalti.

- Sempre fui atacante. Há 50 anos, quando jogava, já tinha isso do atacante quando não consegue passar pelo defensor dar um mergulho, de tentar cavar o pênalti. Não é correto e o juiz pode e deve punir. Mas pode dar o cartão amarelo só na segunda vez que o jogador fazer isso. Já a paradinha não é justa e deve ser punida logo na primeira vez - disse.

Blatter admitiu que em alguns momentos a regra do futebol passa a ser interpretada de forma incorreta em certas partes do mundo. E, neste momento, a Fifa e a International Board precisam agir. O dirigente citou outros exemplos, como a mão na bola na área sem ser intencional, que chegou a ser punida com o cartão vermelho, e casos de racismo em que árbitros interrompiam imediatamente a partida - o dirigente também não é favorável a essas medidas.

- A International Board precisa unificar isso com todas as federações e não ter margem a interpretações. O futebol é o esporte mais popular do mundo porque a regra mudou muito pouco ao longo dos anos. E o futebol precisa ter uma única regra. Temos que parar com a paradinha. Ela não é correta – disse Blatter.