O que o futebol é na verdade? Uma válvula de escape para os problemas sociais? Pois bem, faço tais perguntas, pois necessito da resposta.
No ultimo sábado, dia 05 de novembro, encontrei com meus nobres companheiros de arbitragem, como sempre muita cordialidade e amizade inalava no local de encontro, uns contando sua semana, outros falando um pouco de futebol, mas todos na expectativa de sair para cumprir as escalas do sábado no futebol amador de Campinas e região.
Um deles até solicitou-me um jogo de cartão e apito, tinha um par reserva na bolsa e lhe passe de bom grado, brincando fale a ele _ Hoje com este apito novo vai dar aula de arbitragem! Pois bem, brincadeira a parte todos foram recebendo suas designações, uns na categoria de base, outros no amador, uns no master e outros no veterano, escala fechada vamos para o solo sagrado (campo de jogo – regra um), todos como sempre com o sorriso estampado no rosto.
Das escalas uma chamava atenção, a que se referia a final do campeonato de veterano da Liga local, sabíamos que apenas três teriam o privilegio de trabalhar nesta partida.
Definida a escala pelo diretor de árbitros, os felizardos foram congratulados pelos demais companheiros presente, um deles, cheio de alegria, pois toda final, enche o ego, um reconhecimento pelo trabalho realizado.
Durante a partida, aparentemente tranquila, sem lances complicados e nem polémicos, tudo se encaminhava para um desfecho normal com um vencedor merecedor do titulo. Pois engano, após o apito final do árbitro (regra cinco), alguns torcedores e diretores da equipe derrota invadiram o campo de jogo e partiram pra cima do árbitro assistente (regra seis), onde covardemente o agrediram com socos, pontapés, voadoras e bolsadas, entre outros tipos de agressão, até mesmo quando caído no chão sem nenhuma defesa, foi severamente chutado, sem nenhuma compaixão, verdadeiro ato de linchamento.
Duas mulheres, ou melhor, anjos, aparecerem no meio de tantos homens, que não fizerem nada para defender ou tentar coibir a sessão de espancamento, estas mulheres, supostamente esposas das agressões, tentaram de toda formar segurar estes covardes, porem em vão, o árbitro assistente este lançado à sorte.
Resultado desta que seria uma escala pra ser lembrada com alegria se transformou no dia a ser esquecido pela humilhação de se surrado sem puder ao menos se defender. Triste dia, que entra para historia do futebol amador de Campinas como o dia do massacre do pobre assistente, que deixou em casa sua família, pergunto, com que “cara” este retornou ao seu lar? O que falar para o seus filhos? Triste, muito triste, só resta dizer esta palavra: Triste.
Em nome do universo da arbitragem de futebol, desejamos ao nobre amigo uma pronta recuperação física, pois sabemos que a recuperação metal e pessoal não será reestabelecida, pois estas marcas serão para sempre, infelizmente. Força Fidelis!
Por Valter Ferreira Mariano
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