15 de fev de 2013

A SENSIBILIDADE DO ÁRBITRO DE FUTEBOL.


O árbitro de futebol é feito de facetas como o diamante, quando mais lapidado mais valioso ele fica.


Árbitro (referee) Bülent Demirlek: Galatasaray x Fenerbahce – um dos clássicos com maior rivalidade do mundo. (foto).


Uma faceta do árbitro a ser lapidada é a faceta da sensibilidade, ou seja, a faceta de sentir o jogo de futebol, sua leitura e a dinâmica que os jogadores estão querendo, isso são estímulos externos ou internos que a partida está impondo.

A percepção aguda de visualizar os acontecimentos em sua volta quer do momento da sua indicação a entrega do relatório da partida lhe permite avaliar o grau de dificuldade que a partida tem de importância, quer de um simples amistoso a uma decisão Copa do Mundo.

Sua disposição em relação ao jogo deve ser sempre dominada não deixando os comentários de a sociedade futebolística lhe causar mal estar algum, não deve dar ouvidos as criticas nada favorável a sua indicação feita por este ou aquele clube que na verdade só quer justificar uma derrota antecipada de sua equipe transferindo a responsabilidade toda para arbitragem.

No entanto esta sensibilidade passa pelos sentimentos pessoais, sentimento de estar contente com a indicação, ser feliz mostra total controle emocional, isso é bom, é algo visível por todos, inspira bons ventos e dar ao árbitro a segurança que fará uma boa arbitragem.

A sensibilidade é um conjunto de emoções, sua suscetibilidade requer uma visão extremamente profissional de suas ações, ou seja, do conhecimento da Carta Magna do Futebol (Livro de Regras), da sua aplicação com imparcialidade, do ótimo preparo físico e do apoio da família, sem esta ultima todo este conjunto será como a edificação de uma casa sem alicerce.

Por Valter Ferreira Mariano

6 de fev de 2013

UMA VIDA DEDICADA AO UNIVERSO DA ARBITRAGEM DE FUTEBOL.


Foi-se o tempo em que as mulheres eram o sexo frágil em diversos setores da sociedade.

Silvia Regina de Oliveira (foto: Eduardo Migliato)


Na sociedade futebolística embora ainda exista um preconceito que deve ser combatido, aos poucos as “donas do apito” estão provando dentro do solo sagrado (campo de futebol – regra 01) onde a nobre função que antes era predominantemente exercida pelos homens, pode perfeitamente ser habitada por beldades que com talento, deixam as partidas de futebol ainda mais belas de assistir.

Uma das pioneiras da arbitragem feminina no Brasil é a paulista Silvia Regina de Oliveira. Com uma conduta moral irretocável, a ex-árbitra FIFA de são Paulo rompeu barreiras mostrando na prática como se deve bater de frente com o sistema, sem pisar nas pessoas conseguindo de forma incontestável, o seu valoroso espaço na arbitragem.

Silvia era uma árbitra disciplinadora, que não tinha o hábito de levar desaforos para casa. Acostumada por atuar em grandes espetáculos, em seu currículo vitorioso no apito há clássicos e mais clássicos dentro do futebol brasileiro, marca essa que muito marmanjão não conseguiu e nem conseguirá bater.

Hoje fora dos gramados, o conhecimento adquirido em quase duas décadas de experiência é levado aos mais jovens. Embora recuse o rótulo de a estrela da arbitragem brasileira, Silvia Regina é muito mais que isso, pois foi ela a grande responsável pelo crescimento da arbitragem feminina no Brasil.

Que a CBF e Federação Paulista nunca se esqueça disso e continue lhe valorizando.

Artigo publicado no blog: Expresso da Várzea.
Editado neste blog: Por Valter Ferreira Mariano

1 de fev de 2013

O TRABALHO EM EQUIPE - SUCESSO NO UNIVERSO DA ARBITRAGEM DE FUTEBOL!


Uma forma especial de organização, que visa, principalmente, a ajuda mútua entre árbitro (regra 05), árbitros assistentes (regra 06) e o quarto árbitro em uma mesma partida (regra 07) é o trabalho em equipe, que pode ser descrito como um conjunto de pessoas que se dedicam a realizar uma tarefa ou um determinado trabalho.


O trabalho em equipe busca a valorizar cada indivíduo e permitindo que todos façam parte de uma mesma ação, além de possibilitar a troca de conhecimento e experiência, pois motiva a equipe de arbitragem a buscar de forma coesa os objetivos traçados para a partida.

Na visão do psicólogo Abraham Maslow (1908-1970), profissional que deu início a Psicologia Transpessoal (área da psicologia que estuda a consciência nos seus diferentes níveis e a sua relação com os aspectos evolutivos do ser), o trabalho em equipe possibilita dar e receber, por parte de cada um de seus membros, afeição, aceitação e sentimento de importância. Para Maslow, “isto faz com que o indivíduo cresça, tornando o trabalho determinante, pois o objetivo a ser alcançado depende, exclusivamente, da satisfação psicológica do indivíduo bem como das relações humanas”.

A necessidade de desenvolvimento do trabalho em equipe passa por diversos fatores de importância, como a definição de prioridades, o incentivo, divisão de responsabilidade, comunicação, cooperação, uma palavra amiga, otimismo e o estar aberto a ouvir e ser ouvido. Todos estes fatores, quando são acrescidas ao ser individual (si próprio), pode significar o sucesso da equipe de arbitragem no fim da partida.

Entretanto, como benefício, uma equipe coesa aflora muitas características que até então passavam despercebidas no individual, como a alegria de atuar, a participação e a visão do espírito do jogo.

Podemos usar como exemplo as palavras do ex-árbitro italiano Pierluigi Collina, que apitou a final de Copa do Mundo da FIFA – “trabalho de equipe é também um aspecto crucial da arbitragem, assim como os onze jogadores em uma equipe de futebol devem trabalhar juntos para atingir o objetivo comum de conseguir um resultado positivo, o árbitro, seus dois assistentes e o quarto árbitro podem fazer apresentações de excelente qualidade se eles se incentivarem se comunicarem apropriadamente. Porém aquele que achar que pode suportar sozinhas a responsabilidade de uma partida e que tenha a prepotência que pode apitar sem a ajuda de seus assistentes é, na verdade, um árbitro muito pobre”.

Portanto podemos definir que o trabalho em equipe e de vital importância para uma boa arbitragem, pois significa compartilhar uma direção comum: o sucesso dentro do universo da arbitragem de futebol.

Por Valter Ferreira Mariano
Foto: Álbum de foto de Celalettin Lütfi Bektaş