28 de nov de 2011

O inimigo da paixão!

Valter Ferreira Mariano
Ao entrar no solo sagrado (campo de jogo – regra 01), o árbitro (regra 05) percebe o tanto que é admirado. Uma admiração não agradável, uma admiração vinda da desconfiança, por considerá-lo inimigo de sua paixão, inimigo do seu time de coração.

Na verdade todos aqueles que estão fora do universo da arbitragem de futebol não tem consciência do que falam sobre os árbitros, críticas sem fundamentos, destrutivas e malignas, pois estes não possuem o espírito do jogo e sim o espírito da paixão, e paixão não combina com a razão.

Todavia este outro universo de pessoas não podem imaginar as dificuldades que um árbitro de futebol tem para desenvolver sua função. Estas dificuldades tem início ao comparamos o tanto que ele deve correr atrás da bola (regra 02), porém não pode toca-la, num espaço que varia de 90 a 120 metros de comprimento por 45 a 90 metros de largura (campo de jogo – regra 01), devendo estar sempre bem próximo do lance, sem interrupção em sua corrida, sem descanso, podendo ao final do jogo ter percorrido mais de 14 quilômetros.

Outra dificuldade que o árbitro encontra principalmente dentro do campo de jogo (regra 01) é a falta do conhecimento da Carta Magna do Futebol por parte jogadores (regra 03) e treinadores, isso é uma pedra no caminho do bom andamento da partida, pois uma simples marcação de falta (regra 12) é motivo para divergência entre o árbitro e jogadores, e estes sempre querem ter razão ao ponto que quando entrevistados não medem palavras para falar mal da arbitragem.

O árbitro vive constantemente vigiado pelos olhos frios das câmeras de televisão. Sobre os olhares de desprezos dos torcedores. Dos olhares dos jogadores e treinadores que sempre o focam como inimigo. Da falta de tolerância e de compreensão quando um erro é cometido, erro este permitido pela sua natureza humana. Até mesmo quando do acerto passa não ser acerto, pois todos o julgam pelo coração e não pela razão, ou simplesmente no caso da imprensa para obter mais IBOPE.

O árbitro passa toda a sua carreira carregando a imagem de “ladrão”, inimigo da paixão do torcedor, não importa onde vai apitar, ao entrar no campo de jogo será logo ovacionado com este “título” e esta dificuldade ele deve tirar de letra, pois sabe que seu conhecimento da Carta Magna do Futebol o  transforma em pessoa diferenciada, o transforma em árbitro de futebol.

Por Valter Ferreira Mariano

23 de nov de 2011

Regra 11 e sua obscuridade.

“Que mostra que nem sempre a ‘Regra é Clara’: quais as mãos que ‘tiram’ ou não um impedimento?”

A expressão cunhada pelo ex-árbitro Arnaldo Cézar Coelho de que a “Regra é Clara”, caiu há tempos no gosto popular. Claro, repetida como um mantra nos jogos da principal emissora de televisão país tinha que se tornar uma verdade pelo senso comum. Mesmo que ela não seja em alguns casos.

Uma situação que contraria o bordão pode ser um detalhe da Regra 11 (Impedimento): Discernir a famosa “mesma linha” de um impedimento. O que é a ‘mesma linha’?

Tenho num caderno de anotações de uma das Pré-temporadas que participei em preparação ao Campeonato Paulista (2004), onde está grifada a expressão: “tronco, cabeça e pé devem ser levados em conta e MAIS NADA” (rabiscos de uma discussão sobre o tema). Isso se refere a distinguir a mesma linha: se o tronco, cabeça e pés do atacante da equipe A e os equivalentes do zagueiro da equipe B (que é o penúltimo jogador adversário) estão em mesma linha, segue o jogo. Mas estando o pé do atacante à frente, mesmo com o tronco em mesma linha, dá-se o impedimento. Entretanto, se for à mão desse mesmo atacante ao invés do pé, não se dá o impedimento, pelo fato de que o atacante não pode dominá-la (seria falta, pelo uso indevido das mãos na bola, infração da regra 12).

Mas e se a mão fosse do adversário?

Ôpa! Aqui vem a discussão inteligente. Vamos lembrar a Regra 11? Em suma:

“O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha da meta adversária exceto se tiver dois ou mais atletas entre eles ou em mesma linha não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral, tiro de meta ou quando o jogador é lançado de seu próprio campo.”

Ele estará em impedimento ativo quando:

1- Interferir ativamente no lance, tocando-a;

2- Interferir contra um adversário;

3- Interferir por tirar proveito da sua posição.


A polêmica começa a surgir nas diretrizes da Regra do Jogo 2012:

Impedimento “mais próximo da linha de meta adversária” significa que qualquer parte de sua cabeça, corpo ou pés encontra-se mais próxima da linha de meta adversária do que a bola e o penúltimo adversário. Os braços não estão incluídos nessa definição.

Se preferir o texto original, estão na pág. 102 do livro de Regras que a FIFA disponibiliza em seu site, na seção de “interpretação das regras” (Interpretation of the Laws of the Game and Guidelines for Referees):

“nearer to his opponents’ goal line” means that any part of a player’s head, body or feet is nearer to his opponents’ goal line than both the ball and the second-last opponent. The arms are not included in this definition.

Portanto, não há dúvida na tradução: braços (e consequentemente mãos) do jogador da equipe que ataca é proibida. Claro, afinal, se ele tocar a bola com as mãos ou braços, é infração punível com tiro livre direto ao adversário. Portanto, não podem ser levados em conta no impedimento, pois não se joga com esses membros.

Porém…

Quem disse que isso vale também para a equipe que defende?

Toda a atualização, não só na carreira de um árbitro, mas na vida profissional e pessoal de qualquer cidadão, se faz necessária. E quando se tem amigos mais competentes que você, nada melhor do que trocar informações, ouvir, discutir e aprender. Sendo assim, liguei ao nobre professor Gustavo Caetano Rogério, meu formador como árbitro de futebol (e de centenas de outros árbitros – e que curioso- os FIFAs de São Paulo de hoje são todos formados por ele, quando a frente da CEAF-SP e da EAFI, em conjunto com Antônio Cláudio Ventura). No bate-papo, a lembrança da existência do Espírito da Regra do Jogo para se elucidar dúvidas do texto (no futebol, deve-se buscar e privilegiar o gol sem nunca produzir benefícios ao infrator). E o consenso (aliás, dois consensos):

CONSENSO 1 - a regra é obscura se há equivalência na interpretação da mão do zagueiro estar na frente da mesma linha do corpo (ela importa ou não para avaliar o impedimento?), pois, afinal, o texto só fala da exclusão da mão do atacante, mesmo estando mais próxima da linha de fundo adversária. Portanto, a regra não é clara (nem sua diretriz) sobre CONSIDERAR OU NÃO A MÃO/BRAÇO DO ZAGUEIRO. Você pode interpretar que se ele não é um atacante, e pela omissão da regra, poderia levar em conta esse mesmo braço do zagueiro adversário e considerá-lo um elemento que dê condição ao atacante. Só que também pode interpretar que, assim como o atacante não pode fazer uso das mãos, o penúltimo jogador zagueiro também não. O consenso é: a redação da diretriz deixa a dúbia interpretação.

CONSENSO 2 – e se o penúltimo jogador da defesa for o goleiro? A regra fala em second-last opponent, ou seja, o segundo último oponente, que pode ser zagueiro ou goleiro. Imagine o lance: Bola lançada para o centroavante da equipe A, que é o jogador mais avançado da equipe que ataca, e está posicionado dentro da área penal. Quando a bola é lançada, por motivos quaisquer do jogo, o zagueiro da equipe B, que defende, está embaixo do travessão, e o goleiro da equipe B na mesma linha do atacante A. Se o goleiro estiver com a mão esticada em direção à sua linha de meta, DEVE-SE CONSIDERÁ-LA; afinal, ele pode usá-la dentro da área penal (coisa que o zagueiro não pode).

E aí, confesso que fico na dúvida: o ‘dito-cujo’ que escreveu a regra não cita nada em relação ao adversário propositalmente, pela específica situação do goleiro, acreditando que os especialistas dirimiriam facilmente essa questão (zagueiro nãoleva em conta a mão e goleiro leva, portanto a não especificação no texto), ou simplesmente redigiu de maneira duvidosa e inconscientemente, não levando em conta a discussão “se do atacante pode, do zagueiro também poderia ou não?”.

Penso que a segunda hipótese é a correta. E entendo o seguinte (aqui, é interpretação pessoal): apesar de o texto citar a mão/braço do atacante e se omitir em relação ao zagueiro, ambas não podem ser levadas em conta no impedimento (exceto o goleiro da equipe que defende, pois pode fazer uso delas). A questão de se citar o atacante seria apenas um reforço para a afirmação da ideia de que só podem ser analisadas as partes ‘jogáveis’ para saber se alguém está à frente (por isso a citação de cabeça, tronco e pés, e o lembrete: braço/mão não pode). Valeriam, por tabela, a um suposto zagueiro.

Cá entre nós: 44 minutos do 2º tempo os seja 89 minutos, um time precisando ganhar e no ataque, o outro tem até o presidente dentro da área penal, pois não pode perder… Será que os jogadores e torcedores teriam paciência em lembrar-se desses detalhes da regra e da discussão se ‘pode ou não pode’? Vai poder para quem interessar e não vai poder para quem se sentir prejudicado…

E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

Por Professor Rafael Porcari

Texto original no blog do meu nobre amigo Professor Rafael Porcari
Foto: A linda e competente árbitra assistente Graziele Crizol  

Professor Gustavo Rogerio Caetano - deixo aqui uma agradecimento em especial pois tanbem fui um dos seus alunos na EAFI (Escola de Árbitros Flavio Iazzeti - Federação Paulista de Futebol).

21 de nov de 2011

Reveja a entrevista com árbitra Graziele Crizol

Mulher tem o raciocínio rápido

Não é surpresa o avanço feminino em todos os setores da vida. Nos mais complexos exercícios profissionais elas estão presentes. E, agora, mais do que nunca invadindo a área das arbitragens o que pelo menos há dez anos atrás dava a impressão de que seria uma categoria profissional única e exclusivamente voltada ao sexo masculino.

Você a seguir vai ler a entrevista concedida via e-mail por Graziele Crizol, árbitra da Federação Paulista de Futebol, que é formada em Licenciatura Plena em Educação Física - Universidade do Grande ABC, Pós Graduada em Arbitragem Desportiva – Iwl e Pós Graduada em Ginástica Artística – Austin (Texas – USA), e além da FPF é árbitra da CBF, e embora não manifeste na entrevista que tem como grande meta chegar a uma Copa do Mundo Feminina, talvez em função da sua humildade, deixou nas entrelinhas que vai buscar um lugar de destaque para o próximo Mundial da categoria.

Entende ela que não há nenhuma diferença para que o homem seja absoluto na área do apito, sendo que a mulher é até mais relevante dado seu raciocínio rápido e por isto dificilmente erra nas suas conclusões.

Num esporte extremamente machista e preconceituoso o que a motivou fazer o curso de árbitra de futebol? Primeiramente a paixão pelo esporte, pois desde pequena acompanhava meu pai nos jogos de futebol amador da cidade. Já na faculdade de Educação Física jogava futebol com freqüência, e foi quando fui assistir uma partida em Santo André no estádio Bruno José Daniel, observei uma mulher bandeirando, e a partir daí me chamou a atenção, e me motivou a fazer o curso. Procurei a árbitra Silvia Regina de Oliveira (ex-árbitra da FPF e da Fifa), que me incentivou e me deu os primeiros toques para o ingresso na profissão.

Você é arbitra ou árbitra assistente? Sou árbitra assistente da Federação Paulista de Futebol e CBF/FEM.

Qual foi o jogo mais importante da sua carreira até o momento? Final da Copa do Brasil Feminina de 2009, entre Santos FC x Botucatu FC.

Pretende apitar jogos de maior magnitude ou entrou no futebol apenas para obter fama. Passa pela sua mente atuar em jogos da Conmebol e da Fifa? Acredito que o reconhecimento seja o resultado de um bom trabalho, e a fama não é meu foco, meu objetivo é fazer bem o meu trabalho dentro de campo. Com relação a Fifa e Conmebol, não aspiro esses jogos, atualmente gostaria muito de atuar na serie A do campeonato Brasileiro.

Em quem você se espelha para atuar como árbitra ou já adquiriu estilo próprio. A maior referência que tenho como arbitro é o italiano Pierluigi Colina, porém acredito que tenho meu jeito de atuar. Outra influência que tive dentro dos gramados foi a árbitra Silvia Regina, atualmente Instrutora de Arbitragem da FPF, CBF e da Fifa, que venceu vários obstáculos para chegar a elite do futebol nacional. Esse exemplo de garra me ajuda muito.

O experimento de dois árbitros adicionais autorizado pela Fifa atrás das metas na sua opinião auxilia a arbitragem a dirimir os lances polêmicos? Eu aprovo essa experiência, pois acredito que ajudaria e muito a diminuir os erros, e minimizar as polêmicas. Mas não gosto muito da idéia de usar os recursos eletrônicos para ajudar os árbitros dentro de campo, acredito que o espetáculo perderia um pouco da beleza. Penso que os erros dos jogadores deveriam ser tão comentados, quanto as polêmicas criadas em cima da arbitragem.

Qual é a sua opinião sobre a implementação da tecnologia no futebol. Ajuda ou tira o aspecto humano como afirma Joseph Blatter o presidente da Fifa. Concordo com o presidente da Fifa e entendo que a utilização de recursos eletrônicos, não irá deixar o espetáculo mais interessante.

A senhorita aceitaria posar nua se fosse convidada por alguma revista do gênero? Não, de maneira alguma

 É solteira, casada, pretende ter filhos ou está focada única e exclusivamente na sua carreira. Hoje estou focada na minha carreira, e não costumo comentar sobre minha vida pessoal.


FONTE: BLOG - APITO DO BICUDO
VISITE O BLOG:  Árbitra Graziele Crizol

16 de nov de 2011

SAI AS PENAS AOS AGRESSORES DO ÁRBITRO ASSISTENTE NO ÂMBITO DESPORTIVO.

Dois dos três homens acusados pela Polícia Civil de agressão e de ameaça ao árbitro-assistente José Nelito Fidélis foram julgados nesta quarta-feira, às 19h, pela Liga Campineira de Futebol. Eduardo Honorato Almeida dos Santos, de 29 anos, foi punido com 1.350 dias (3 anos e 255 dias) e Marcelo Almeida dos Santos, de 27, foi punido com 1.300 dias (3 anos e 205 dias). Enquanto que Adeni Almeida dos Santos, de 52 anos, pai de Eduardo e também envolvido nas acusações de agressões, por não ter vinculo com a instituição responderá somente à polícia, pelo crime de ameaça.

14 de nov de 2011

Agressores de árbitro são identificados e confessam crimes

Os três homens acusados de agressão e de ameaça ao árbitro-assistente José Nelito Fidélis confessaram os crimes, na manhã desta sexta-feira (11), em depoimento ao delegado titular do 3º Distrito Policial, Luiz Henrique Apocalypse Joya. Eduardo Honorato Almeida dos Santos, de 29 anos, e Marcelo Almeida dos Santos, de 27, respondem pelo crime de lesão corporal. O pai de Eduardo, Adeni Almeida dos Santos, de 52 anos, é acusado pelo crime de ameaça. Antes dos depoimentos, Fidélis fez o reconhecimento pessoal dos acusados. O nome do quarto suspeito não será divulgado para não atrapalhar nas investigações.

A agressão aconteceu no sábado (5), após a final do Campeonato Veterano de Futebol Amador, na Praça de Esportes Salvador Lombardi Neto, no Jardim Eulina, em Campinas. O Grêmio Esportivo Família Unida, de Sumaré, derrotou por 2 a 1 o Ajax, do Jardim Maria Rosa de Campinas

A Polícia Civil aguarda a chegada do laudo de exame de corpo de delito para identificar o grau das lesões. Em caso de lesão corporal grave os acusados podem pegar até três anos de prisão. Se for constatada lesão corporal leve a pena máxima é de dois anos. Adeni pode pegar pelo crime de ameaça a pena de um ano de prisão. Além do laudo, a polícia aguarda a identificação do quarto suspeito para instaurar o inquérito e encaminhar o processo para a Justiça.

O EPCampinas tentou contato com os três acusados, porém segundo Aílton Almeida dos Santos, presidente do Ajax e pai de Marcelo, os três não estão na cidade.

10 de nov de 2011

Dores após agressão em jogo impedem árbitro-assistente de trabalhar

José Nelito Fidélis, que ganha R$ 30 por partida, é instalador de antenas de televisão

A agressão sofrida na final do Campeonato de Veteranos, sábado (5), em Campinas (veja ao lado), ainda deixa marcas no corpo e também na rotina de José Nelito Fidélis. Com dores nas costas, ele está impossibilitado de trabalhar como instalador de antenas de televisão, sua ocupação principal, sem previsão de volta. Nas horas vagas, Fidélis é árbitro-assistente para ganhar R$ 30 por partida.

O diagnóstico foi dado nesta quarta-feira (9), após nova consulta médica. "Ele não queria voltar ao médico, mas um amigo o conveceu", revelou a mulher de Fidélis, Andréia Cândido da Silva, que também contou a reação do filho, de 11 anos, e da filha, de cinco anos, em relação ao episódio: ambos ficaram chocados.

"O que aconteceu com o meu marido é uma brutalidade. Ele estava lá fazendo o trabalho dele e apanhou", disse. A família de Fidélis mora no Jardim Eulina, onde aconteceu a decisão do torneio amador entre o Ajax do bairro Maria Rosa,  e o Grêmio Recreativo Família Unida, de Sumaré. Com o placar 2 a 1 para a equipe de Sumaré no fim do segundo tempo, os dirigentes do Ajax partiram para cima do árbitro principal. "Ele conseguiu escapar e aí sobrou para mim", contou Fidélis.

Punições

Segundo o presidente da Liga Regional Desportiva, Wallace Nogueira Rocha, a abertura do processo de punição aos agressores depende do relatório do árbitro da partida para identificar os responsáveis pela briga. A previsão é que o julgamento aconteça na quarta (16). Os culpados podem pegar pega mínima de 180 dias de suspensão.

Uma reunião na quinta (10) com os dirigentes dos clubes do campeonato discutirá a agressão e definirá as diretrizes para a próxima temporada. Rocha adianta que, em caso de novas ocorrências nos jogos, a equipe envolvida será excluída da competição.

Reponsável pela arbitragem da Liga, a empresa RCF Eventos Esportivos exigirá policiamento nos jogos, segundo João Antônio Fernandes Neto, responsável pela empresa.

O responsável pela RCF João Antônio Fernandes Neto disse que vai participar da reunião desta quinta (10) para analisar as propostas para o campeonato do próximo ano. Neto revelou que para a próxima temporada vai exigir policiamento para as partidas. Para Rodrigo Moraes, outro árbitro da Liga, a revolta tomou conta da classe após o episódio de sábado.

"Todos nós estamos lá muito mais por gostar de futebol do que pela remuneração. Sem segurança não dá para continuar", comentou. Os árbitros recebem R$ 60 por jogo - o dobro de um árbitro-assistente. Moraes espera que medidas sejam tomadas e não descarta uma paralisação dos árbitros em caso de novas agressões.

Materia esta publicada no site : EP Campinas

9 de nov de 2011

FORMATURA DA 2ª TURMA – 2011

A EAMAR - Escola de Árbitros Marco Antônio Ribeiro, Liga Campineira de Futebol, ACAF – Associação Campineira dos Árbitros de Futebol e RCF Eventos Esportivos, convida a todos a participar da cerimonia de entrega dos diplomas aos formandos da 2ª turma do Curso de Árbitros de Futebol, a ser realizada dia 21 de novembro, as 19hs, no auditório da Liga Campineira de Futebol.

8 de nov de 2011

AGRESSÃO COVARDE NO FUTEBOL AMADOR DE CAMPINAS

O que o futebol é na verdade? Uma válvula de escape para os problemas sociais? Pois bem, faço tais perguntas, pois necessito da resposta.

No ultimo sábado, dia 05 de novembro, encontrei com meus nobres companheiros de arbitragem, como sempre muita cordialidade e amizade inalava no local de encontro, uns contando sua semana, outros falando um pouco de futebol, mas todos na expectativa de sair para cumprir as escalas do sábado no futebol amador de Campinas e região.

Um deles até solicitou-me um jogo de cartão e apito, tinha um par reserva na bolsa e lhe passe de bom grado, brincando fale a ele _ Hoje com este apito novo vai dar aula de arbitragem! Pois bem, brincadeira a parte todos foram recebendo suas designações, uns na categoria de base, outros no amador, uns no master e outros no veterano, escala fechada vamos para o solo sagrado (campo de jogo – regra um), todos como sempre com o sorriso estampado no rosto.

Das escalas uma chamava atenção, a que se referia a final do campeonato de veterano da Liga local, sabíamos que apenas três teriam o privilegio de trabalhar nesta partida.

Definida a escala pelo diretor de árbitros, os felizardos foram congratulados pelos demais companheiros presente, um deles, cheio de alegria, pois toda final, enche o ego, um reconhecimento pelo trabalho realizado.

Durante a partida, aparentemente tranquila, sem lances complicados e nem polémicos, tudo se encaminhava para um desfecho normal com um vencedor merecedor do titulo. Pois engano, após o apito final do árbitro (regra cinco), alguns torcedores e diretores da equipe derrota invadiram o campo de jogo e partiram pra cima do árbitro assistente (regra seis), onde covardemente o agrediram com socos, pontapés, voadoras e bolsadas, entre outros tipos de agressão, até mesmo quando caído no chão sem nenhuma defesa, foi severamente chutado, sem nenhuma compaixão, verdadeiro ato de linchamento.

Duas mulheres, ou melhor, anjos, aparecerem no meio de tantos homens, que não fizerem nada para defender ou tentar coibir a sessão de espancamento, estas mulheres, supostamente esposas das agressões, tentaram de toda formar segurar estes covardes, porem em vão, o árbitro assistente este lançado à sorte.



Resultado desta que seria uma escala pra ser lembrada com alegria se transformou no dia a ser esquecido pela humilhação de se surrado sem puder ao menos se defender. Triste dia, que entra para historia do futebol amador de Campinas como o dia do massacre do pobre assistente, que deixou em casa sua família, pergunto, com que “cara” este retornou ao seu lar? O que falar para o seus filhos? Triste, muito triste, só resta dizer esta palavra: Triste.

Em nome do universo da arbitragem de futebol, desejamos ao nobre amigo uma pronta recuperação física, pois sabemos que a recuperação metal e pessoal não será reestabelecida, pois estas marcas serão para sempre, infelizmente. Força Fidelis!

Por Valter Ferreira Mariano
Vídeo postado no YOUTUBE