26 de ago de 2011

Estresse no Universo da Arbitragem de Futebol

Muitos estudiosos contemporâneos estão discursando sobre humanizar o futebol, pois a necessidade de “civilizar”, tornar mais sociável o esporte das multidões é fundamental para que grandes empresas se tornem parceiras de clubes e de atletas. 
No Brasil, já temos alguns clubes com departamentos de psicologia estruturados para apoiar a comissão técnica nas relações interpessoais com seus atletas (regra 03), mas pouco se tem observado a preocupação com aquele indivíduo responsável por fazer cumprir a Carta Magna do futebol (livro de regras), o árbitro (regra 05). Já que os clubes estão buscando o mais alto rendimento de seus atletas e do ambiente esportivo, por que não pensar também no fator emocional dos árbitros de futebol? 
O futebol moderno se tornou um espetáculo composto pelos jogadores, mas é imprescindível a presença dos árbitros em competições esportivas, seja em qualquer modalidade e suas atuações devem ser precisas e objetivas para levar a partida até o final com competência e sob muita pressão. Mesmo após uma partida realizada, é incomum o árbitro de futebol ter uma vida social normal, pois o seu “universo” sempre tem alguém ligado ao futebol, um simples aperto de mão a um diretor de um clube pode causar transtornos irreparáveis a sua carreira, e muitas vezes, este será envolvido em um processo com clubes e/ou imprensa, como este árbitro se sente?
• Injustiçado
• Zangado
• Triste
• Ansioso

Para função de árbitro ou árbitros assistentes (regra 06) é necessário um bom preparo tanto físico, quanto psicológico para que os mesmos possam tomar decisões importantes em pouco tempo. Por estas conclusões, pode-se considerar que a arbitragem é uma função muito estressante e ainda mais preocupante, por ser uma segunda ocupação, pois todos têm uma ocupação principal.
A mídia é uma das mais responsáveis pelo grande desrespeito dos torcedores pelos árbitros, pois poucos jornalistas estão preparados para comentar lances decisivos, por não saberem as regras do jogo, já que seu objetivo é vender jornais ou aumentar a audiência em rádios e emissoras de televisão, deixando o “espírito esportivo” de lado e sempre sobrando para o árbitro, pois mesmo agindo com firmeza e sendo discreto, nos lances interpretativos, haverá quem discorde, por opinião própria ou por interesses comerciais.
O estresse começa com a inter-relação do indivíduo com o meio ambiente, onde há uma desestabilização psicofísica, ou seja, é uma soma de respostas físicas e mentais causadas por estímulos externos e internos.
Mas também tem um importante papel no desempenho de atividades esportivas e no aumento da capacidade física, raciocínio e concentração, através das alterações no organismo, todavia, se tornando crônico, poderá afetar o sistema biológico do indivíduo. Este, frente a uma situação de perigo, prepara o corpo para fugir ou lutar, como o árbitro estar condicionado a levar a partida até o final com competência, de forma imparcial e justa, as respostas para o estresse vêem através de efeitos comportamentais, pois seu corpo e sua mente irão lutar contra todos os fatores externos e internos para ter um excelente desempenho no campo de jogo.
Em uma partida de futebol, para o árbitro e seus assistentes, alguns fatores estressantes, são:
• Condição física
• Agressividade de jogadores e torcidas
• Más condições de trabalho
• Relacionamento com a equipe de arbitragem
• Insegurança nas regras do jogo
• Jogo “em casa” ou “fora de casa”
• Situações psicológicas adversas ao bom desempenho do jogo.
Com estes e outros fatores físicos e mentalmente estressantes presentes na arbitragem, podem aparecer efeitos negativos sobre o organismo, como:
• O acúmulo de estresse, causando a pressão mental e consequentemente os erros.
• Um evento traumático, que deixará uma experiência emocional desagradável duradoura na mente.
• Efeitos negativos, como: ansiedade, desatenção, não domínio do jogo.
• Diminuição da qualidade de vida, do prazer e realização pela arbitragem.

Combater o estresse não se pode ter um método isolado, e sim, uma combinação de fatores, pois o que funcionará pra um, poderá não funcionar para outro, por isso é imprescindível o acompanhamento por um profissional qualificado para identificar as condições físicas e mentais causadoras do estresse negativo, podendo ser controlado para motivar e melhorar o desempenho dentro das quatro linhas.
Mas para todos, vale a dica:
• Dieta saudável
• Exercícios regulares
• Técnicas de relaxamento

Identifique os agentes estressores, programe suas prioridades para combatê-los, estude as regras do jogo, visualizando sempre as situações difíceis que poderá acontecer e mantenha o senso de humor, sempre.
ESTRESSE, NÃO!
Por: Professor Mauro Viana
Texto original extraído do site: Esporte & Saúde – crônicas e reflexões
Foto: árbitro Pedro Proença - FIFA/Portugal - considerado um dos melhores árbitros europeu na atualidade.

23 de ago de 2011

CRIANÇA E O ÁRBITRO DE FUTEBOL

O futebol é o principal esporte praticado em todo mundo. A criança quando nasce, sendo  menino, certamente receberá uma bola (regra 02) de presente. Esta o acompanhará para sempre, em casa, na escola, no campinho de terra batida, no clube, em qualquer outro lugar onde possa chutá-la.

A criança praticará o futebol sem nenhuma obrigatoriedade. Neste primeiro estágio ela não dará qualquer atenção ou valor à necessidade das regras, o que importa é chutar a bola.
Um segundo estágio se inicia quando a criança começa a praticar o futebol no sentido de equipe. Observando que não estão mais sós dentro de um espaço. Este ponto é claramente visto quando a criança demonstra sua competência para criar suas próprias regras, se adaptando ao momento que obriga esta mudança, por exemplo: um menor número de jogadores (regra 03) ou até mesmo colocando como traves ou meta (regra 01 – campo de jogo) duas latinhas de refrigerante.
Logo podemos visualizar a chegada do terceiro estágio na vida futebolística da criança, onde sua consciência do caráter arbitrário passa para a necessidade de uma cooperação mútua entre os competidores, resultando na obrigatoriedade de respeitar as regras do jogo.
Como jogador, a criança passa ver um novo personagem: o árbitro de futebol (regra 05). Para ela este personagem representa a lei, sem ele não há jogo, nele será depositado toda a confiança e respeito. O árbitro será visto como indispensável infalível e incorruptível. Neste estágio a função do árbitro será de um educador, transmitindo as crianças todo seu conhecimento e desenvolvimento da noção das regras do jogo de futebol.

Também neste estágio o árbitro terá sua melhor escola de aprendizagem para ser um árbitro respeitado. Ele passará por uma verdadeira prova de fogo, ou seja, passará pelo crivo dos pais. Emoção e o coração estarão sempre à frente de qualquer crítica feita por um pai a um árbitro.
O árbitro ainda terá como principal função passar a criança o respeito ao fair play (jogo limpo). Impedir a violência. Exigir que nenhum adversário fosse humilhado ou abusado por razões raciais, étnicas ou religiosas. Que o futebol faz amigos.
As crianças mais velhas, em seu último estágio, já admitem que o árbitro possa equivocar-se e que suas decisões podem ser discutidas. Passando não ser o senhor único da verdade. Porém sabem que sua decisão no momento da partida deve ser amplamente respeitada e aceita.
Infelizmente para o futebol, a criança vê nos pais a principal figura relacionada com a verdade, e sendo assim, quando ela observa seu pai criticar abertamente o árbitro, ela se sente no mesmo direito. É onde nasce o vício que o árbitro será sempre o causador da sua derrota.
Por Valter Ferreira Mariano

18 de ago de 2011

Árbitro de futebol tem maiores chances de sofrer ataque cardíaco do que Jogador!

Jogador (regra 03) de clube profissional de ponta tem nutricionista, fisiologista, fisioterapeuta, preparador físico, podólogo, médico, psicólogo, hospital especializados à disposição, além da torcida ao seu favor e salário que pode ultrapassar uma centena de milhares de reais.

Árbitro (regra 05) em jogo envolvendo os principais clubes não tem nada disso, conta só com apoio da sua maior entidade, sua família, sofre com desconfiança dos torcedores e dos dirigentes, para exercer a nobre função recebe a quantia de R$ 2.500,00.



Veja a matéria do site Rede Bom Dia:
Por Antonio Kurazumi, Agência Bom Dia.

O árbitro de futebol é tão exigido no solo sagrado (campo de jogo – regra 01) quanto os jogadores que atuam nas laterais e de meio campo, os que mais correm durante os 90 minutos. A diferença é a vida “útil” de cada um. É exatamente isso que deveria deixar os homens do apito em alerta.
“As doenças coronárias costumam atingir pessoas acima dos 35 anos. Não podemos esquecer que os árbitros se aposentam mais tarde que os atletas”, lembrou o cardiologista Marcelo Ferreira, do Núcleo de Saúde no Esporte da Faculdade de Medicina do ABC, aprovado pelo trabalho “Risco de doença cardiovascular em árbitros de futebol de campo”.
 Em 2009, 50 nomes da elite do futebol paulista foram testados pelo doutor. E o resultado foi satisfatório. “Nenhum deles apresentou problemas. Todos têm coração de atleta”, elogiou Ferreira. “Eles têm um preparo físico e condicionamento diferenciados”.
Se pegarmos as estatísticas, porém, o relato de jogadores que morrem por causas cardíacas é superior. “É uma questão de quantidade. Quantos clubes estão inscritos nos campeonatos e qual o número de árbitros?”, questionou.
Segundo o médico, um árbitro corre de nove a treze km por partida, sendo que 60% da distância dependem do fôlego. Aí entra outro risco que é o mesmo de um jogador. Se estudos comprovam que o esporte dá mais tempo de vida para o ser humano, fazer uma atividade física é mais perigoso do que ser sedentário.
“Uma pessoa que pratica esporte tem 2,8 vezes mais chances de ter morte súbita (que acontece durante ou imediatamente depois da prática)”, alerta Dr. Marcelo Ferreira.
E como evitar isso? “A melhor prevenção é a avaliação pré-participativa, onde o paciente deve responder um questionário e fazer os exames de rotina”, explica o doutor, que recentemente atendeu o árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho (FIFA/SP) e a árbitra assistente (regra 06) Maria Eliza Correa Barbosa (FIFA/SP). O estudo de Dr. Marcelo Ferreira virou referência na área e parou nas mãos da FIFA e da CBF, já que foi considerado inovador.
Mas vale lembrar: nenhum exame anula o risco de morte, sendo ou não feito por um praticante assíduo.
Foto: árbitra assistente Maria Eliza Correa Barbosa (FIFA/SP)

16 de ago de 2011

O show particular da árbitra assistente Nadine Schram Bastos - SC

A árbitra assistente (regra 06) Nadine Schram Bastos, natural de Santa Catarina, fez sucesso não só pela competência em exercer a nobre função, mais também por ser bonita, onde chamou a atenção de todos, no empate por 2 a 2 entre Corinthians e Ceará, nesse domingo 14//08, pelo Campeonato Brasileiro, Veja fotos:







Fotos: Léo Pinheiro / Terra

15 de ago de 2011

Árbitro é agredido covardemente no futebol argentino

Um absurdo ocorrido no futebol argentino, numa partida de futebol em Santa Fé, quando um árbitro (regra 05) foi agredido por vários jogadores (regra 03) e foi salvo de ser "linchado" por verdadeiros marginais.

O fato ocorreu na primeira partida da final da quinta divisão da Liga Ceresina (disputada por equipes de Ceres e Santa Fé), entre Unión de San Guillermo e Atlético Tostado, quando foi marcada uma falta, pelo árbitro Alfredo Belén, contra a equipe do Tostado. Contudo, os atletas não concordaram com a marcação e um dos jogadores foi expulso.

Alfredo Belém foi espancado por muitos jogadores e membros da comissão técnica covardemente.
Com a ajuda dos demais companheiros de arbitragem e com um pouco de sorte, saiu do solo sagrado (campo de jogo – regra 01) correndo pulou o um muro para evitar uma desgraça ainda maior.
Depois do calor, a Liga decidiu suspender toda atividade por pelo menos 15 dias.  
Nota: Esperamos que a Liga de Futebol Ceresina tome uma decisão exemplar em relação ao triste e covarde atitude destes marginais.

A personalidade de um árbitro de futebol

Todos os árbitros (regra 05) de futebol têm de aprender a lidar com várias mudanças ao longo de sua carreira.
Um bom árbitro de futebol tem que aprender, acima de tudo, a impor sua personalidade dentro do solo sagrado (campo de jogo – regra 01), independente das circunstâncias em que a partida vai ser jogada.

Também deve saber, na ponta da língua, cada ponto e vírgula, cada palavra e cada parágrafo que compõem as 17 regras e as diretrizes da Carta Magna do Futebol (livro de regras) e ter um ótimo preparo físico. Porém, nada disso será de valia se não consegue aplicá-las com destreza dentro do solo sagrado.

A personalidade é muito importante dentro do universo da arbitragem de futebol. O árbitro tem que ser ele mesmo, manter sempre a calma e o equilíbrio, pois os jogadores (regra 03), treinadores, dirigentes e torcedores sempre saberão distinguir quando um árbitro está se passando por alguém que não é. E isso causará terríveis danos ao seu desempenho durante a partida.

Na mente de muitos árbitros passa a sensação que já se estabeleceram como árbitro de ponta, porém devem sempre lembrar que isso é apenas uma sensação. Na verdade, isso é o início de um longo e difícil caminho até o topo da carreira. E nesta caminhada, nunca imagine que é tão bom como Pierluigi Collina (árbitro italiano considerado por muitos como um dos melhores de todos os tempos), e sim aprenda com o seu talento e com sua dinâmica de atuar.

O que faz Collina ser um árbitro de ponta é a sua maneira pessoal de lidar com a lei do jogo, pois é um líder natural e tem uma visão extremamente positiva da vida, isso reflete quando comete erros ocasionais, pela sua natureza humana é concebido, em certos casos estes erros são respeitados, pois é um líder nato e não um ditador querendo ser o dono da verdade.

O árbitro tem de ter ambição em sua carreira e perceber que para chegar ao cume deve trabalhar e reciclar sempre os seus conhecimentos, dividir com os companheiros informações e experiências vividas dentro e fora do solo sagrado, isso é uma maneira de ganhar a confiança e respeito dos demais companheiros.
Para finalizar este artigo, deixo uma frase do grande árbitro francês, Michel Vautrot, que arbitrou simplesmente duas finais de Copa do Mundo: "Deixem a vossa personalidade falar por vós ou jamais terão sucesso".

Por Valter Ferreira Mariano
Foto do blog: Arbitrageem Algarvia 

11 de ago de 2011

Jogadores Portugueses recebem nais "Cartões Vermelhos" das ligas nacionais na Europa

Jogadores (regra 03) portugueses em sua liga nacional recebem mais cartões vermelho direto (regra 12) por jogo do que os demais jogadores demais ligas nacionais europeias. Cada cinco partidas em 2010/2011 árbitros portugueses nesta temporada mostrou em média um cartão vermelho direto.

Bélgica, Espanha, Roménia e Holanda completam o top cinco dos países com os jogadores rígidos. Ou são os árbitros (regra 05) apenas leve em países como a Noruega (1 vermelho direto em 21 jogos), República Checa (1 em 15) ou Ucrania (1 em 14)?

Estas estatísticas não mostram apenas uma média. Portugal não é o país com mais cartões vermelho direto. Que "honra" é para os jogadores na competição espanhola com um total de 59, 56 na Itália e 50 em Portugal.

Com o início da competição holandesa, o árbitro holandês Dick van Egmond anunciou que os árbitros devem puxar o cartão vermelho mais rápido de seus bolsos em caso de infracções rígido. O resultado: quatro cartões vermelhos direto em nove jogos.

Fonte original: veja ao artigo completo no  blog: Dutch Referee Blog

10 de ago de 2011

Árbitro português é agredido em shopping center em Lisboa/Portugal

Árbitro Pedro Proença
O árbitro de futebol português Pedro Proença, de 40 anos, foi agredido na noite de segunda-feira quando estava em um shopping center em Lisboa, atingido com uma cabeçada.

Proença havia apitado a partida entre Porto e Vitória de Guimarães, no domingo, pela final da Supercopa de Portugal e acabou tendo dois dentes quebrados, além de ferimentos na boca.

O agressor acabou identificado pela Polícia, foi preso e terá de responder pelo ato contra o árbitro de futebol.

Pedro Proença é considerado um dos melhores árbitros portugueses e já apitou várias partidas internacionais, entre elas a semifinal da Liga dos Campeões da Europa entre Manchester United e Schalke 04 na última temporada. No ano passado ele foi apontado como o árbitro número um de Portugal.

8 de ago de 2011

Determinação

árbitro (regra 05) é orientado e ensinado a aplicar as 17 regras que compõe a Carta Magna do futebol. O seu caminho e destino dentro do universo da arbitragem de futebol depende apenas da sua determinação para atingir o ponto máximo na carreira. A escola de arbitragem não ensina o caminho para o sucesso, porém sabe que este caminho será percorrido de acordo com sua determinação em alcançar o respeito e admiração da classe. Enquanto árbitro não entender que a sua carreira depende unicamente da determinação de um objetivo, não conseguirá construir absolutamente nada de positivo dentro da arbitragem.

Determinação é uma decisão firme, definitiva e irrevogável de um projeto, um objetivo ou um sonho que se persegue até a sua conquista final.
Para que essa determinação seja correspondida, o árbitro deve ter coragem e ser aplicado, disposto a se sacrificar para alcançar seus propósitos. Sacrifício de se ausentar do seio familiar aos fins de semana para cumprir uma escala.
A construção da nobre carreira com sucesso é algo muito concreto, que requer, além da conscientização, a mobilização de forças e de muita energia que devem ser desenvolvidas dentro e não fora de si. Todos querem ser um dia um árbitro do quadro internacional, porém poucos têm a determinação de se sacrificar em busca deste objetivo.
A determinação é mais do que vontade. Sem o desenvolvimento dessa qualidade o árbitro, não consegue absolutamente nada dentro universo da arbitragem. Ele deve desenvolver sua determinação a partir do desenvolvimento da convicção da necessidade de um trabalho em benefício da sua carreira. Deve estar determinado à mudança, custe o que custar. A partir disso deve partir para a ação. Primeiramente, ele deve se fazer algumas perguntas: O que devo fazer para que minha carreira na arbitragem mude verdadeiramente? Em que direção deve seguir? Do que devo deixar de lado para que essa determinação me dê os frutos que espero colher? Que tipo de orientação necessita?
É somente dessa forma que o árbitro poderá atingir o seu objetivo e não existe outra forma de se conseguir qualquer coisa na vida: consciência, ação e esforço de vontade. Sem a determinação, decididamente, não conseguirá construir um carreira de sucesso, pois o sucesso não cai do céu, e não é privilégio de apenas alguns. Mãos à obra, afinal, o sol nasce para todos...
Por Valter Ferreira Mariano
Foto: Blog RefereeTip

3 de ago de 2011

Os heróis da várzea!

Arbitro: Ronnie Brandt Romanini
Como podemos definir o árbitro (regra 05) que apita futebol não profissional, o chamado futebol de várzea. Que adjetivo é mais apropriado. Herói! Ou simplesmente louco!

Eles geralmente deixam o aconchego de seus lares, nos domingos, antes dos primeiros raios de sol, mal tomam o café da manhã e já corre para não perder a primeira condução, e tudo isso para chegar sempre no horário, antes das equipes, nos campos de futebol espalhados este Brasil a fora.
São pessoas simples, porém dedicadas. Depois de vestirem a surrada roupa de árbitro e calçarem o velho par de chuteiras, digo de passagem, muito bem engraxadas, lá vão eles pra enfrentarem as mais diversas situações que uma partida de futebol pode proporcionar.
Uma boa parte destes “homens de preto” se quer concluíram o ensino básico ou até mesmo nem possui um diploma de curso de arbitragem de futebol. Apitam de coração. Com a coragem. Com a educação recebida dos pais, educação esta que resume à honestidade e ao respeito ao próximo. Do princípio de nunca prejudicar ou cometer injustiça.
São eles, sempre presentes nos campos de grama ou sem, de terra batida ou esburacada, com ou sem alambrados, com pequenos balaústres ou uma simples corda para separar a torcida enlouquecida querendo sempre o seu “couro”.
Campos de futebol localizados nas periferias das grandes cidades, em lugares em que até mesmo a polícia pensaria duas ou mais vezes antes de visita-los.
São estes árbitros que farão nas mentes dos futebolistas de fins de semana a alegria ou a tristeza. Pois a vitória veio apesar deles. E a derrota veio por causa deles.
Pessoas humildes, seres humanos, porém são árbitros de futebol. Verdadeiros heróis da várzea.
Por Valter Ferreira Mariano
Foto: álbum de foto da Copa Kaizer - futebol amador de São Paulo/Brasil

1 de ago de 2011

Jogador atira bola contra árbitro na Série B

No último fim de semana, Vitória e BOA jogaram pela décima-quarta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, no Estádio Barradão. O jogador Rildo, do Vitória, atirou uma bola contra o árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva (CBF/SE) após reclamar da marcação de uma falta que teria sofrido.


O árbitro apenas o advertiu com o cartão amarelo, porém Rildo o teria ofendido e em seguida foi expulso com cartão vermelho. Inconformado, Rildo tentou acertar um chute em Silva.

Fato lamentável. Veja o video: