30 de set de 2010

OS GRÃOS DA MOTIVAÇÃO

A tendência na arbitragem, nos dias de hoje, é sem duvida a busca pela valorização do fator humano. A esta valorização esta focada na capacidade do árbitro (regra 05) a lidar e enfrentar as adversidades dentro e fora do campo de jogo.

O árbitro de futebol é um ser humano comum. E sendo um ser humano a sua natureza é muito complexa. Ao entrarmos nesta complexidade, constatamos a diferença entre árbitro top de linha e um árbitro comum, um árbitro cheio de felicidade e um totalmente infeliz.

Ao observamos este contexto, podemos dizer que os árbitros comuns têm algo em comum entre eles, ou seja, uma falta de motivação, e isso geral uma queda na qualidade de suas arbitragens. Perguntamos afinal o que motiva o árbitro de futebol?

Essa motivação é um processo único, de cada indivíduo. Concepção da evolução humana. O impulso de sonhar e desejar algo maior, uma posição de destaque perante os demais árbitros, status junto à imprensa e ser o referencial para mais novos.

Podemos configurar uma receita para o sucesso utilizando pequenos grãos de área, sempre dependendo, é claro, do ângulo de visão de cada um.

Iniciamos então nossa receita com a quantidade do grão da dedicação que o árbitro coloca em sua carreira. Sendo essa quantidade pequena o resultado da sua performance será pequena, pois o tempo dedicado as regras do jogo, sua preparação física e o dialogo para trocar informações com seus companheiros serão insuficiente para superar qualquer tipo de dificuldade que venha encontrar numa partida de futebol.

Continuando com a receita chegamos ao grão do esforço. Este grão é uma espécie de fermento, será ele que fará a carreira do árbitro crescer. O emprego de suas forças para alcançar todos os seus objetivos dentro da arbitragem parte sempre deste fermento, pois não há vitória e muito menos árbitro top sem esforço.

Para finalizar nossa receita temos o grão da qualidade das ações do árbitro dentro e fora do solo sagrado (campo de jogo – regra 01). Esta qualidade não é nada mais que a cobertura da sua imagem. São ações referentes ao seu cotidiano junto aos seus companheiros de profissão, ao circulo de amizade e conhecidos, principalmente junto à instituição mais valiosa que possui sua família.

A maioria das pessoas é sonhadora. Elas são motivadas pela possibilidade de ver seus sonhos realizados. Então seus sonhos é o combustível de suas vidas. O árbitro de futebol que não sonha em ser um árbitro FIFA não passa de um simples árbitro, não tem motivação para apitar uma partida de futebol como se ela fosse à final de uma Copa do Mundo.

Por Valter Ferreira Mariano

27 de set de 2010

Concentração na Panela de Pressão

A capacidade de concentração é fundamental para exercer a nobre função de árbitro (regra 05) ou de árbitro assistente (regra 06) de futebol. A concentração é a capacidade de ter em mente apenas um único pensamento, é ter a atenção voltada para um único objetivo.

A concentração é algo muito complexo, principalmente dentro do universo da arbitragem, pois esta capacidade será colocada em prova dentro de um ambiente nada favorável, o solo sagrado (regra 01 - campo de jogo), cercado pela arquibancada tomada por torcedores apaixonados, tendo o olho frio da câmera de televisão como vigia e a pressão dos comentarias de plantão, dos jogadores leigos em relação às regras e dos cartolas que vê a equipe de arbitragem como uma pedra no calcanhar do desempenho do seu time no campeonato.

Imagine o coeficiente de concentração que arbitragem terá que obter dentro desta verdadeira panela de pressão preste a explodir. O barulho enlouquecedor dos torcedores, gritando elogios nada apropriados, querendo sim o couro do árbitro e dos seus assistentes. Os berros dos treinadores na beira do solo sagrado contestando de tudo que é marcado contra seu time. Os gestos de desaprovação dos jogadores nas marcações de falta (regra 12) e dos medíocres comentários feitos pelos comentaristas que chegam aos ouvidos dos torcedores através do velho e bom radinho de pilha, inflamando ainda mais esta massa instável de emoção.

Este coeficiente de concentração só poderá ser obtido através de muito trabalho e dedicação a nobre função. A leitura de publicações, bem como a consulta a profissionais relacionados a esta área é sinônima de atualização de conhecimento, que será reflexo de uma boa arbitragem.

A concentração para arbitragem de futebol é eliminar todos os fatores malignos e focar na tarefa que se têm mãos – a partida de futebol.

Por Valter Ferreira Mariano
Foto: depoisdolance.files.wordpress.com

23 de set de 2010

Os Caminhos da arbitragem

O apito é soprado, inicia-se uma partida de futebol. No meio do solo sagrado, campo de futebol (regra 01), se encontra João dos Santos, homem humilde de pouca posse, porém rico de virtudes e bondade no coração. Aprendeu com o pai a lição mais importante da vida, a lição de nunca beneficiar-se de algo ilícito. E foi esta lição que o levou a querer ser um árbitro de futebol.

Para chegar a ser um bom árbitro (regra 05), João dos Santos sabe que os caminhos da arbitragem não serão caminhos cobertos de pétalas e sim cheios de espinhos, onde encontrará a arrogância e o egoísmo dos próprios companheiros, mais também sabe que tais obstáculos serão transpostos com uma postura independente, com iniciativa, originalidade e dedicação.

Na busca do seu ideal, João dos Santos sabe que deverá sempre manter uma postura de cooperação e de bom senso, estando aberto ao dialogo e ao entendimento. O otimismo que estampa suas atitudes serão contagiante e será o caminho da arbitragem que o levará ao sucesso.

A vida dentro da arbitragem sempre colocará em situações deverá empregar o senso prático e assumir tarefas que requeiram alguns sacrifícios. Estes sacrifícios desenvolveram sua flexibilidade; a ser uma pessoa tolerante, principalmente consigo mesmo; ter fé na sua capacidade de viver de modo construtivo e organizado. E este será o caminho para ser um árbitro vencedor.

Prosseguindo com sua jornada, João dos Santos encontrará situações onde irá aprender com as experiências vividas por outros árbitros, as quais lhe permitiram a fazer mudanças quando necessárias. E este será o caminho que lida sabiamente com a liberdade, seguir o ritmo natural, desapegar-se de velhos hábitos e aceitar a correção na sua maneira de arbitrar.

Outro caminho que João dos Santos passará dentro da arbitragem será o levará a exercitar a responsabilidade com relação aos outros, principalmente com sua família, a capacidade de compreensão e senso de justiça.

A capacidade de analisar e aprofundar nos conhecimentos do espírito das regras e transmiti-los aos leigos apaixonados será o caminho da divulgação da Carta Magna do futebol.

O desafio do último caminho será a cobrança perpétua do perfeccionismo que a sociedade futebolística requer do árbitro. Porém João dos Santos deve encarar este caminho, como um ser humano, e não cobrar este perfeccionismo de si mesmo e nem dos outros. Não deve protelar decisões e nem alimentar situações anti-sociais, deve sempre exercer a sua capacidade de conhecedor das 17 regras e exercer este poder com responsabilidade e humildade, equilibrando sempre os aspectos textuais com o seu espírito.

Se chegar o fim desta jornada, João dos Santos deverá ter em mente que apenas um chegará ao topo e não será demérito nenhum se não conseguir ser um árbitro FIFA, mas terá o respeito dos demais árbitros por ter tentado e se dedicado a este ideal.

22 de set de 2010

Ciúme – a erva daninha da nobre função


O ciúme é um sentimento letal. Aos poucos ele se apodera e torna escravo aquele que a insegurança permitiu crescer.

Infelizmente o ciúme é um sentimento vivo dentro do universo da arbitragem. O árbitro (regra 05) vê o outro árbitro como adversário. Demonstra sua insegurança ao tomar conhecimento da escala, querendo pra si o jogo do companheiro, ao invés de desejar-lhe boa sorte.

O ciúme está intimamente relacionado à inveja, a diferença é que a inveja não envolve o sentimento de perda. O ciúme é um desconforto, raiva e atormenta aquele que cobiça algo que outra pessoa possui. O ciúme esmaga a auto-estima e se torna numa verdadeira erva daninha.

O árbitro deve evitar ser corrompido por esta “erva daninha”. O treinamento físico, o estudo do espírito das 17 regras e as diretrizes que compõe a Carta Magna do futebol, bem como o companheirismo, amizade e lealdade, forjados no seio familiar, formará a vacina da imunidade contra esta praga.

O árbitro imune tem o respeito e admiração da classe. O árbitro imune ocupa seu tempo livre em beneficio da nobre função. O tempo livre da viagem longa, onde a equipe de arbitragem segue junta no mesmo carro, ônibus ou avião, tempo para o intercâmbio de informação. Tempo para o planejamento do trabalho a ser utilizado na partida. Tempo para se conhecerem. Tempo da arbitragem de futebol.

O ciúme é venenoso e, atinge os árbitros inseguros. Os que abrem os ouvidos aos fofoqueiros, as intrigas, aos invejosos e principalmente, aos derrotados, pois estes são os que se vestem de cordeiros e, na verdade são lobos famintos, que se utilizam das oportunidades para se darem bem.

Somente a vacina não garante total imunidade. Que será obtida através da maturidade e do amor. Assim, esta erva daninha será banida do universo da arbitragem.

Por Valter Ferreira Mariano

20 de set de 2010

Árbitro gordo, motivo de piada!

Dentro do universo da arbitragem, tem um grupo de árbitros (regra 05) que atuam no futebol não profissional, o chamado futebol de várzea. São árbitros amadores, trivial com o apito, alguns sem um curso básico de arbitragem, a maioria apresenta um condicionamento físico abaixo do necessário para exercer esta nobre função.

Para obtermos uma boa arbitragem, o condicionamento físico é essencial, não importa o grau de importância da partida, do clássico Corinthians e Palmeiras ao simples jogo da várzea, uma marcação de falta estando longe do lance provoca questionamento, mesmo estando correta, porém, a mesma apitada próxima do lance, inibirá o questionamento, mesmo num possível erro do árbitro. E isso faz a diferença.

Para lograr de um bom condicionamento físico, segundo os especialistas, é necessário no mínimo, uma hora de exercícios físicos, pelo menos três vezes por semana. Observando que a intensidade dos exercícios deve ser individualizada, levando em conta a idade e a obesidade. Todo este processo de atividade física deve ter o aval médico.

Um árbitro obeso, ou seja, muito acima do seu peso ideal é motivo de piada por parte dos torcedores – “Sua baleia sai do campo e volta pro mar!” - Passa desconfiança da sua capacidade, por estarem sempre longe do lance, suas decisões serão sempre contestadas e transformando a partida em um balcão de reclamações.

O “X” da questão é sempre a falta de tempo. Pergunto: Quem tem tempo livre nos dias de hoje? O tempo é a gente que o programamos. Deixe a cerveja com os amigos após o trabalho de lado, coloque o tênis, e mão na obra, ou melhor, pé na pista. Lembrando, sempre com o aval médico.

Por Valter Ferreira Mariano
Fonte da imagem: blog athleticgeuria.blogspot.com/2008/11/una-de-rbitros.html

17 de set de 2010

O Árbitro Arrogante

É na escola de arbitragem que o pretendente à nobre carreira recebe todas as informações para se tornar um árbitro de futebol (regra 05), porém, após sua formação, deverá escolher o melhor caminho a ser seguido para chegar ao topo, ou seja, no degrau mais alto dentro da arbitragem, ao escudo da FIFA.

Entretanto muitos árbitros se declinam ao caminho que leva a arrogância e se tornam senhores de si próprios, donos da razão e da verdade, se acham superiores ao ensinamento da Carta Magna e do espírito do jogo. Pobres mortais! Pois terão uma carreira de sucesso curta e nem mesmo serão lembrados como árbitros topo de linha.

O árbitro arrogante, por definição, crê nos seus próprios pensamentos e opiniões, entende que eles são muito mais importantes do que os pensamentos e opiniões dos demais companheiros de profissão. E dentro do solo sagrado (campo de futebol – regra 01) impõe todo seu autoritarismo, no qual todos devem obedecer de forma submissa e passiva sem nenhuma desobediência. E com esta atitude, ele desrespeita as pessoas que estão ali para ajudá-lo e serem por ele comandados.

Também dentro do solo sagrado encontrará pessoas contrárias aos seus pensamentos, as quais o trataram com insolente e prepotência, e lhe darão o rótulo de nariz empinado. E seus únicos amigos serão aqueles que se submetem de forma servil, verdadeiros bajuladores.

No início da carreira esses árbitros manipulam o sistema para chegar ao topo a qualquer preço. Infelizmente obterão o sucesso. Sua insegurança transformada em arrogância se torna no combustível para sua subida instantânea dentro da arbitragem. O desejo de chegar ao topo e serem reconhecidos, aclamados e idolatrados como árbitros de primeira linha, corrompem suas almas, essa é a única forma de atenuar a neurose de se acharem superiores aos demais companheiros.

Esse sucesso incita a arrogância dissimulada, e essa leva ao fracasso. O árbitro que se considera perfeito não fará nenhum esforço para melhorar sua arbitragem. Afinal, como melhorar algo que é perfeito? E com essa atitude ele se acomodará, achando que é o senhor da verdade, assim sem perceber, abrirá a porta para seu declínio dentro da arbitragem.

O bom árbitro conquista seu espaço através do respeito e de suas atitudes sinceras. Porém o árbitro arrogante se agarra na força bruta, o seu círculo de amigos restringe aos puxa-sacos e será estes amigos que aguardarão a oportunidade para puxar o tapete para tonar vago o lugar para que eles possam disputar.

Por Valter Ferreira Mariano

16 de set de 2010

Quando o futebol passa ser caso de policia!


Nada justifica o ato de surrar um ser vivo e, humilhar sua essência com as expressões mais desaprovadoras que o vocabulário pode produzir.

O que chamamos de jogo de futebol, uma partida com o status de futebol amador, ter seu desfecho fora do solo sagrado, num Distrito Policial, com a abertura de um boletim de ocorrência, passa a não ser mais uma partida de futebol e, sim um caso de policia!

O que não entendemos como caso desta triste envergadura possa acontecer numa manhã bonita e ensolarada, com todos os ingredientes necessários para obter um ótimo e tranqüilo jogo de futebol. Lazer para quem passa pelo local. Lazer para quem pratica o esporte rei. Trabalho para que exercesse a nobre função (árbitro de futebol – regra 05). Ou seja, uma manhã saudável. Entretanto a indivíduos que não se apresentam com espírito do lema do educador francês Pierre de Frédy, mais conhecido como Barão de Coubertin: “O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade”, transformam este evento num campo de guerra, onde vencer passa ser mais valioso que sua decência de cidadão.

Será que os fatos violentos e sem escrúpulos que a televisão exibe nos telejornais, das paginais destinadas a este tipo de reportagem que ganham cada vez mais espaços dentro dos tablóides locais e, do stress semanal, pergunto: São estes os fatores que levam tais indivíduos a terem seus ápices de cólera justamente dentro de uma partida de futebol? Se a resposta for sim, não vejo outra alternativa, necessitam de um acompanhamento psicológico, estão doentes, não podem estar dentro de solo sagrado (campo de futebol – regra 01) e, sim numa clinica para ser tratarem.

O futebol não pode ser visto como via para descarregar a cólera e, sim o cabo de energia para recarregar as baterias físicas e emocionais. Para fazer novos amigos, compartilhar as alegrias e risos com os companheiros, se vencedor, dividir os ramos do triunfo e respeitando o empenho do vencido e, sim dando a devida reverência pelo pleito limpo e saudável, onde o espírito do esporte foi o grande vencedor.

Nota 01: Este artigo e dedicado aqueles que exercem a nobre função e foram covardemente agredidos por “marginais” que são vistos como heróis pelos dirigentes de clubes de futebol não profissional.

Nota 02: Dedico principalmente este artigo a amiga e companheira da nobre função, Fabiane Aparecida Martins, que foi no ultimo domingo dia 12 de setembro, sumariamente surrada aos pontapés dentro do solo sagrado por três “heróis” do futebol não profissional de Campinas/SP.

Por Valter Ferreira Mariano

10 de set de 2010

Sem disciplina, sem árbitro de futebol!

Traçar planos e organizar a rotina ajudam a atingir os objetivos.


Árbitro: Ronnie Brandt Romanini

Ser um árbitro (regra 05) exemplar, esforçar-se para ter uma boa forma física, manter-se atualizado em relação às regras e os acontecimentos que envolvem o futebol, viver uma vida saudável, participar ativamente da família, cumprir compromissos sociais e financeiros, viver um grande amor... Ufa! Qual a fórmula para conseguir realizar esse mix de atividades e ficar satisfeito? Podemos responder com uma simples palavra: disciplina.

A disciplina é um fator relacionado à reponsabilidade e à organização. Considerada determinante para uma vida de sucesso e recheada de vitórias, tanto dentro do universo da arbitragem como na vida pessoal. O árbitro aprende desde tempos de criança que para conseguir realizar um objetivo com sucesso é preciso respeitar procedimentos. Seja no trabalho, dentro de casa e dentro do solo sagrado (campo de futebol – regra 01).

Porém o árbitro deve lembrar que para ser uma pessoa disciplinada não é necessário ser um dependente de princípio, da rigidez ou da prisão psíquica. Deve-se ter bom senso, saber qual é a dose certa para se organizar, sem se aprisionar a um sistema metódico exagerado e cansativo. Aqueles que não encontram um equilíbrio transformam-se em aficionados por bens materiais e conquistas, mas sem a referência do que é ser bem-aventurado.

Uma mente disciplinada é uma mente capaz de aprender, que é oposto de uma mente capaz de amoldar-se. Para o médico e conferencista Roberto Shinyashiki, o individuo que é muito sistemático e determinado a alcançar o que deseja, deixa de lado às pessoas queridas, principalmente a família. Pois só pensa em obter a qualquer custo a gloria eterna. A disciplina agregar a três fatores: coragem, persistência e relevância. Um bom exemplo é quando uma pessoa deseja emagrecer, inicia uma dieta e não desiste até atingir o seu ideal. Portanto é preciso ter um objetivo e colocar toda a sua energia, isso é disciplina!

A disciplina deve estar em todos os lugares e em todas as áreas, principalmente na nobre função, pois sem disciplina sua carreira será curta, um desperdício de tempo, nunca será lembrado que um dia foi árbitro de futebol.

Por Valter Ferreira mariano












9 de set de 2010

Centro de Excelência de Arbitragem em andamento

O compromisso da UEFA em aumentar os níveis de qualidade da arbitragem ganha forma na realização de um curso inaugural no novo Centro de Excelência de Arbitragem da UEFA (CORE), a decorrer em Nyon, na Suíça, durante duas semanas deste mês.

O primeiro curso introdutório para jovens árbitros e assistentes começou a 31 de Agosto nas instalações do CORE, o centro desportivo de Colovray, situado em frente à Casa do Futebol Europeu da UEFA, em Nyon.

A criação de um Centro de Excelência de Arbitragem foi aprovada em Janeiro pelo Comité Executivo da UEFA e, como iniciativa fundamental deste novo programa da UEFA, o CORE levará a efeito um curso de duas partes – introdutório e consolidação – e distribuirá um diploma UEFA CORE a assinalar a respectiva conclusão.

O recém-nomeado director do CORE, Yvan Cornu, supervisiona o programa pedagógico ao lado dos responsáveis do curso, Jaap Uilenberg e David Elleray, elementos do Comité de Arbitragem da UEFA.

Este curso introdutório demora duas semanas, durante as quais experientes instrutores de arbitragem e especialistas aconselham os jovens árbitros e assistentes – com idades compreendidas entre os 25 e os 30 anos, e considerados com potencial para chegarem a árbitros internacionais – sobre preparação para os jogos, relacionamento com os jogadores, controlo do desafio, consciência táctica e treino físico. O curso de consolidação de uma semana, a decorrer posteriormente, apenas terá lugar cerca de sete meses depois.

Exercícios práticos, preparação mental e a oportunidade de participar em dois encontros das Ligas suíça ou francesa completam a preenchida agenda do curso introdutório, que se concluirá com o estabelecimento por parte de cada participante de objectivos pessoais. Os árbitros que participam no curso já participam em jogos de competições nacionais.

Se técnica, controlo do jogo, preparação física e inglês – a língua comum dos árbitros, na qual os delegados do curso terão de dominar – são áreas abordadas na quinzena introdutória, os principais objectivos da semana de consolidação são: avaliar o progresso de um jovem árbitro a nível nacional, reforçar o treino introdutório e proporcionar mais desenvolvimento ao nível da linguagem corporal, prevenção de lesões e gestão do "stress".

Cada uma das 53 federações nacionais filiadas na UEFA será convidada todos os anos a enviar um árbitro e dois assistentes para participarem no programa CORE. Os participantes que concluam o curso com êxito receberão um diploma UEFA CORE. Também é solicitado às federações que indiquem instrutores de arbitragem para auxiliarem os instrutores principais e o responsável pelo curso.

A UEFA assumiu a gestão do complexo de Colovray em Abril passado, abrindo assim caminho para a entrada em funcionamento do programa CORE, cujo objectivo visa dar um contributo significativo para o desenvolvimento da arbitragem na Europa.

Fonte: UEFA E BLOG REFEREETIP

Determinação


O árbitro é orientado e ensinado a aplicar as 17 regras que compõe a Carta Magna do futebol. O caminho e destino na arbitragem depende apenas da deteminação para atingir o ponto máximo na carreira. A Escola de arbitragem não ensina o caminho para o sucesso, porém sabe que este caminho será percorrido de acordo com a determinação em alcançar o respeito e admiração da classe. Enquanto árbitro não entender que a sua carreira depende unicamente da determinação de um objetivo, não conseguirá construir absolutamente nada de positivo dentro da arbitragem.

Determinação é uma decisão firme, definitiva e irrevogável de um projeto, um objetivo ou um sonho que se persegue até a sua conquista final.

Para que essa determinação seja correspondida, no entanto, arbitragem conta com árbitros de coragem e aplicados; árbitros dispostos a se sacrificarem para alcançarem seus propósitos. Prova disso é o sacrifício que o árbitro faz ao deixar sua família aos fins de semana para cumprir uma escala.

A construção de uma carreira com sucesso é algo muito concreto, que requer, além de nossa conscientização, a mobilização de forças e de muita energia que devem ser desenvolvidas dentro e não fora de nós. Todos querem ser um dia um árbitro do quadro internacional, porém poucos tem a determinação de se sacrificar em busca deste objetivo.

A determinação é mais do que vontade. Sem o desenvolvimento dessa qualidade o árbitro, não consigue absolutamente nada dentro universo da arbitragem. Ele deve desenvolver sua determinação a partir do desenvolvimento da convicção da necessidade de um trabalho em benefício da sua carreira. Deve estar determinado à mudança, custe o que custar. A partir disso deve partir para a ação. Primeiramente, ele deve se fazer algumas perguntas: O que devo fazer para que minha carreira na arbitragem mude verdadeiramente? Em que direção devo seguir? Do que precisarei abrir mão para que essa determinação em pró da minha carreira me dê os frutos que espero colher? Preciso aprender o quê para que minha carreira decole? Que tipo de orientação necessito? Que tipo de árbitro quero ter ao meu lado para me auxiliar a desenvolver minha carreira?

É somente dessa forma que o árbitro poderá atingir o seu objetivo, não existe outra forma de se conseguir qualquer coisa na vida: consciência, ação e esforço da vontade. Sem a determinação, decididamente, não conseguirá construir um carreira de sucesso, pois o sucesso não cai do céu, e não é privilégio de apenas alguns. Mãos à obra, afinal, o sol nasce para todos ...

Por Valter Ferreira Mariano

Foto: Blog RefereeTip

8 de set de 2010

O medo de errar

Muitos árbitros ficam no ostracismo por padecerem do medo de arriscar, de submeter-se ao crivo da critica, do julgamento do olho frio da câmera de televisão. Passando anos da sua curta e nobre carreira atuando em divisões menores, com isso se tornando mais um simples árbitro de futebol.

Quando chega o momento de pendurar o apito, reconhecem que poderiam ter arriscado só um pouquinho, ser um tiquinho mais audacioso e, dedicado algumas horas no aperfeiçoamento da sua carreira, nos treinos e no condicionamento físico e, ter tido a humildade de reconhecer um erro. Com tudo, o medo de viver intensamente a nobre função o levou ao anonimato dentro do universo da arbitragem.

O árbitro tem que ter um plano para sua carreira, refletir em todo instante se o caminho escolhido esta correto. Perguntar a si mesmo o que eu fiz hoje para melhorar a minha posição dentro da arbitragem? Como direcionei as minhas atitudes em busca deste objetivo? Se a resposta for simplesmente nada, então, não reclame de seus superiores por não ter tido uma oportunidade nas divisões maiores. A culpa é somente sua.

Portanto, não há lugar dentro do universo da arbitragem para os medrosos e, sim a glória do escudo branco da FIFA a aqueles que arriscarem sem o medo de errar.

Por Valter Ferreira Mariano

2 de set de 2010

Alguém sonha ser árbitro?


Ao pensar em temas possíveis para iniciar esta crônica reflito sobre que razões poderão levar alguém mentalmente são a aderir à arbitragem? Será que as pessoas não estão informadas das polêmicas que ocorrem todas as semanas em todo o mundo? Será que não sabem que os árbitros quando iniciam a sua carreira nas ligas amadoras tem taxas de jogo que são insignificantes? Será que sabem realmente o que é ser árbitro? Sabem! E mesmo assim ainda vão havendo alguns malucos que insistem em querer ser árbitros.

Árbitro de Futebol... Poderia ser "apenas" mais uma atividade normal e rotineira se não mexesse com uma paixão Mundial... O Futebol! Precisamente o esporte rei. Quem nunca foi a um estádio para ver um jogo, e, injuriou o Árbitro, mesmo sabendo que talvez ele estivesse correto na sua decisão? Polêmica ou não, a presença do juiz de futebol é necessária... Ouso dizer que graças a presença desta ilustre personagem... Quem vai ao estádio de futebol acaba fazendo uma verdadeira catarse, a sua alma fica mais leve, é verdadeiramente terapêutico. Chamar nomes a um árbitro liberta o stress da semana.

Árbitro de futebol, esse ser que um dia só usava preto e hoje vemos de todas as cores, traz certa magia, a começar quando pisa o relvado, é o primeiro a entrar no solo sagrado, e nesse momento logo recebe as primeiras manifestações, os primeiros "elogios", isso sem eles sequer darem um único sopro no apito ou levantar a bandeira... Que sina... Talvez no íntimo carreguem a certeza que esta sua ocupação tem certa missão especial... Talvez!

Alguém consegue imaginar uma partida de futebol sem o apito do Juiz? Não!

Por tudo isto e muito mais quero dizer que apesar de tudo vale a pena ser árbitro de futebol. Para quem gosta deste esporte, poder sentir a adrenalina que é a direção e gestão do jogo, sentir a pressão de ter que decidir ser posto à prova. Experimentem. Amado ou odiado, viva o Árbitro de Futebol

Cronica publicada bo blog DESPORTO EM BEJA

Foto (Getty Images) Site da FIFA

Amizade Intocável - Marcação de falta e incorreção

O árbitro assistente deve ser um verdadeiro amigo do árbitro, esta amizade tem que ser ética e cristalina. Não há espaço na arbitragem para indiferença pessoal e mesquinha, esta atitude leva a partida a uma arbitragem desastrosa e prejudicará ambas as equipes. Isso não é bom para o futebol.

O árbitro assistente deve atuar como um braço do árbitro e a ele será atribuídas funções de vital importância para harmonia da equipe de arbitragem, como a atribuição de marcar algumas faltas e incorreções. Porém, antes de sinalizar uma infração, deve assegurar que:

• A infração ocorreu mais próxima dele do que ao árbitro (isso se aplica, em certas circunstâncias a falta cometida dentro da área penal – grande área);

• A infração foi fora do campo visual do árbitro ou o campo visual do árbitro estava obstruído;

• O árbitro não aplicaria a vantagem se tivesse visto a infração.

Quando uma falta ou incorreção é cometida, o árbitro assistente deverá:

• Levantar sua bandeira com a mesma mão que também era usada para a continuidade do sinal, isso dá ao árbitro uma clara indicação de quem foi infrator;

• Estabelecer contato visual com o árbitro;

• Agitar levemente sua bandeira (evitando qualquer movimento excessivo ou agressivo);

• Usar o sinal eletrônico de bip, se necessário.

O árbitro assistente deve usar a técnica de “esperar e ver” de modo a permitir que o jogo continue e não levantar sua bandeira quando a equipe contra a qual uma falta foi cometida se beneficiará de uma vantagem. Neste caso, é muito importante para o árbitro assistente estabelecer contato visual com o árbitro.

Quando uma falta é cometida fora da área penal – grande área – (próxima à demarcação da área penal), o árbitro assistente deve estabelecer contato visual com o árbitro para ver onde ele está posicionado e que ação ele tomou. O árbitro assistente deverá ficar parado na altura da linha frontal da área penal e levantar sua bandeira, quando necessário.

Em situações de contra-ataque, o árbitro assistente deverá ser capaz de dar informação se uma falta foi cometida ou não, se foi cometida dentro ou fora da área penal, que é uma prioridade em qualquer situação, e que medida disciplinar deve ser tomada.

Quando uma falta é cometida dentro da área penal e fora do campo visual do árbitro, especialmente se próximo do árbitro assistente, ele deve primeiramente estabelecer contato visual com o árbitro para ver onde o árbitro está posicionado e que ação ele tomou. Se o árbitro não tomou nenhuma ação, o árbitro assistente deve levantar sua bandeira e usar o sinal eletrônico de bip e, então, visivelmente, movimentar-se pela linha lateral em direção ao poste de bandeira de canto.

Em situação de confronto coletivo, o árbitro assistente mais próximo deve entrar no campo de jogo para ajudar o árbitro. O outro também deverá observar e relatar detalhes da ocorrência.

O contato visual e um sinal discreto com a mão por parte do árbitro assistente para o árbitro será suficiente em alguns casos disciplinares.

Em situações em que a consulta direta é necessária, o árbitro assistente deve avançar 2, 3 metros dentro do campo de jogo. Ao conversarem, o árbitro e o árbitro assistente devem estar de frente para o campo de jogo para evitarem que sejam ouvidos por outros.

Quando um tiro livre é concedido muito próximo à linha lateral e perto do assistente, ele deve entrar no campo de jogo para assegurar que a barreira esteja posicionada a 9,15 metros da bola. Neste caso, o árbitro deve esperar até que o árbitro assistente retorne a sua posição antes de reiniciar o jogo.

Assim podemos observar que a atuação do árbitro e do árbitro assistente deverá ter uma impecável sintonia, pois o bom andamento do jogo depende desta amizade intocável.

Por Valter Ferreira Mariano

1 de set de 2010

A mídia esportiva – o fiel da balança

Não resta ao árbitro de futebol (regra 05) outra alternativa para defesa de seu direito de errar como ser humano a via da perfeição.

Ocorre que a sociedade futebolística rica em cifras ao lado da mídia esportiva que por sua vez registra seus comentários alicerçados a um conglomerado de parafernálias eletrônicas: “o árbitro errou!”.

Esta sociedade é diretamente afetada pela mídia. Como exemplo, podemos citar as imagens geradas por um programa de computador que cria uma parede virtual para analisar a ação do árbitro assistente (regra 06), também chamado de bandeirinha, se aconteceu ou não um erro, erro quando ocorrido estipulado em poucos centímetros, sem perdão: “o bandeirinha errou! Não estava impedido (regra 11)”. Alimentando ainda mais a cólera já existente entre esta sociedade e a arbitragem.

Não há duvida que a imagem é clara, pois o direito humano de errar deve ser estabelecido para que possa haver uma diminuição desta cólera e, atender a um anseio de estabelecer uma relação mais humana e justa entre a sociedade futebolística e arbitragem de futebol.

Enquanto este anseio não for estabelecido, o poder da mídia esportiva será o fiel da balança democrática.




Por Valter Ferreira Mariano