31 de jul de 2009

Pessoas extras no campo de jogo


Qualquer pessoa não indicada na lista da equipe como um jogador, substituto ou funcionário da equipe é considerado um agente externo.

Podemos seguir como exemplo um jogador que foi expulso, a partir do momento da sua expulsão ele passa a ser um agente externo. Se ao sair do solo sagrado (campo de jogo - regra 01) o mesmo decide retornar ao campo de jogo, o árbitro (regra 05) deve paralisar o jogo, ainda que não de imediato se este não interfere, o árbitro deve solicitar sua imediata saída do campo de jogo e de seus arredores e a partida será reiniciada com bola ao chão (regra 08) no lugar onde a bola se encontrada quando a partida foi paralisada*.

Se um funcionário da equipe entra no campo de jogo, o árbitro deve paralisar o jogo (ainda que não imediatamente se o funcionário da equipe não interfere no jogo ou se uma vantagem pode ser aplicada), o árbitro deve solicitar sua imediata saída do campo de jogo e, seu comportamento é irresponsável, o árbitro deve expulsá-lo do campo de jogo e de seus arredores. Se a partida foi paralisada por este motivo ela será reiniciada com bola ao chão no lugar onde a bola se encontrava quando a partida foi paralisada*

Se um jogador que se encontra fora do campo de jogo, para colocar em ordem ou retirar um equipamento (regra 04), para ser tratado de uma lesão ou sangramento, porque tem sangue em seu uniforme ou por qualquer outra razão, com a permissão do árbitro, e retornar ao campo de jogo sem a permissão do árbitro, a partida se paralisada (ainda que não imediatamente se o jogador não interfere no jogo ou se uma vantagem pode ser aplicada) o árbitro advertirá o jogador por entrar no campo de jogo sem permissão e ordenará que saia do campo e a partida será reiniciada com um tiro livre indireto a favor da equipe adversária do lugar onde a bola se encontrava quando o jogo foi paralisado*, se não há nenhuma outra infração de acordo com a Regra 12 – (faltas e incorreções).

Se um jogador acidentalmente cruza uma das linhas demarcatórias do campo de jogo, não se considera que ele cometeu uma infração. O ato de sair do campo de jogo pode ser considerado parte de um movimento de jogo.

Se um substituto ou um jogador substituído entra no campo de jogo sem permissão, o árbitro deve paralisar o jogo (não imediatamente se o jogador em questão não interfere no jogo ou se uma vantagem pode ser aplicada) e este o jogador será advertido com cartão amarelo por conduta antiesportiva e deixará o campo de jogo, Se o árbitro paralisa o jogo, esse deve ser reiniciado com um tiro livre indireto a favor da equipe adversária do lugar onde a bola se encontrava quando o jogo foi paralisado*.

Se um Gol foi marcado com uma pessoa extra dentro do campo de jogo, o árbitro percebe, antes de reiniciar o jogo, deve anular o gol se a pessoa extra é um agente externo e interferiu no jogo. Agora se esta pessoa extra é um jogador, um substituto, um jogador substituído ou funcionário da equipe que marcou o gol o árbitro deve validar o gol se a pessoa não interferiu no jogo. O gol será valido se a pessoa extra é da equipe que sofreu o gol.

* Circunstâncias especiais – regra 08: Uma bola ao chão para reiniciar a partida, depois que o jogo foi temporariamente paralisado, dentro da área de meta, é executada na linha da área de meta paralela à linha de meta, no ponto mais próximo do lugar onde se encontrava a bola quando o jogo foi paralisado.

30 de jul de 2009

Sindrome de Burnout em Árbitro de Futebol

Dr. Marta Aparecida Magalhães de Sousa

Na arbitragem de futebol, sempre se ouve falar: Tal árbitro não conseguiu passar no teste físico, não foi bem em tal partida ou caiu o rendimento, mas pouco se ouve dizer a respeito dos motivos que conduziram a tais acontecimentos. Essas situações podem conduzir o árbitro a desistir dos treinos de forma efetiva e eficaz, pois ele se sente esgotado tanto no aspecto físico, quanto psíquico e social. A esse esgotamento damos o nome de síndrome de burnout.

Os autores Weinberg e Gould (2001) conceituam a Síndrome de Burnout nos esportes como sendo uma resposta psicofisiológica de esgotamento exibida como resultado de esforços freqüentes, às vezes extremos e, geralmente, ineficazes para satisfazer demandas excessivas de treinamento e competições.

No caso específico da arbitragem de futebol, já se ouve falar em Síndrome de Burnout, pois os que se dispõem a vestir a camisa da Arbitragem de Futebol, atuam também em outras atividades paralelas. Diante de um estado de exaustão no trabalho, os árbitros deixam de lado até as próprias necessidades. O estresse aparece no contexto do trabalho, sendo que a qualidade deste fica comprometida pela relação estabelecida entre o árbitro e a sua Federação. Essa queda de rendimento pode ser um sinal de que o árbitro está sendo acometido pela síndrome do burnout em sua fase inicial e isso agrava ainda mais a pressão sobre o mesmo.

Nesse momento, o árbitro necessita realizar uma arbitragem correta, porém a impossibilidade de atuar certeiramente, só aumenta a tensão, e aparece um erro atrás do outro, sempre na tentativa de acertar, ele erra. Com isso, o resultado positivo não aparece, o rendimento começa a cair - os treinos passam a ser desmotivados e instala-se a Síndrome do Burnout, e essa situação quando começa a se repetir, termina na desistência de tudo que o motivou até então, no “Quadro da Arbitragem”.

Por isso é imprescindível o trabalho do Psicólogo Esportivo, que além de ajudar a identificar suas dificuldades, auxilia a ampliação da consciência no que se referem às suas limitações, experiências, competências e habilidades esportivas, promove medidas profiláticas durante a atuação do atleta, e mobiliza instrumentos valiosos no sentido de favorecer respostas ao ser humano como um todo.

Este fato ressalta a necessidade do trabalho mental atrelado ao trabalho físico e técnico, dos possíveis ajustamentos criativos, e de encontrar prazer na prática esportiva, além de pertencer a um grupo de escuta, e acolhimento, deixando de lado os diversos motivos que podem levar um árbitro ao esgotamento e conseqüentemente aos erros na sua prática.

Smith (1986) afirma que a Síndrome do Burnout é mais freqüente em atletas de esportes individuais, por serem mais competitivos, de alta exigência física e psicológica, devido à natureza repetitiva e monótona dos treinamentos, além de menor suporte social dos companheiros de treinamento.

Muitos dos aspectos que compõe o universo da arbitragem, em conjunto com o trabalho psicológico, ajudam de forma relevante os árbitros a traçarem algumas estratégias para um desempenho mais adequado, e ao mesmo tempo a prevenir mal estar, síndromes, e patologias de qualquer natureza.

Por último, é fundamental que os próprios árbitros conheçam seus limites, e de posse de sua singularidade, sejam capazes de gerar respostas confiáveis e corretas perante as diferentes atribuições de sua vida.

Nota: Este artigo foi escrito pela Dra. Marta Aparecida Magalhães de Sousa, Psicóloga, Clínica-Escolar-Esportiva, CRP 06/24.728-1.

Um aspirante, a renovação e o respeito merecido.


A Federação Paulista de Futebol sempre formou e forma até hoje grandes nomes na arbitragem nacional.


Lembro-me de Walter José dos Reis, um dos grandes árbitros assistentes que vi atuar e que infelizmente não pôde, em função de sua idade, participar de uma Copa do Mundo. Pra não ir muito longe, destacaria também a pioneira da arbitragem feminina, que também é de São Paulo, Silvia Regina, ex-árbitra da FIFA, que atuou em grandes decisões do futebol do Brasil. Hoje Silvia é instrutora da FIFA e observadora de arbitragem do quadro da CBF.


Já em 2006, um dos representantes da arbitragem brasileira na Copa da Alemanha, foi um paulista. Edinílson Corona, experiente assistente que fez grandes finais no futebol brasileiro e de fato, mereceu o destaque naquele ano. Quebrando barreiras do preconceito e das dificuldades, São Paulo tem em seu quadro o único árbitro “negro” da América Latina no quadro da FIFA, que na minha opinião, é um dos melhores árbitros de futebol do mundo. Paulo César de Oliveira, o árbitro que, segundo o globo esporte, é o mais gente boa e competente do futebol brasileiro.


E de todos os árbitros que fazem parte hoje do quadro de árbitros da Federação Paulista, o Voz do Apito destaca o árbitro aspirante à FIFA, José Henrique de Carvalho, que com ótimas atuações no Brasileirão 2008, nos chamou atenção pela regularidade de seu trabalho nos jogos que foi escalado.


Zé, como carinhosamente é chamado pelos amigos da arbitragem, é uma das pessoas mais queridas e respeitadas não só em seu Estado, mais em todo Brasil em função de sua lealdade, profissionalismo e honestidade com os colegas.


A carreira de José Henrique de Carvalho tomou grande proporção no ano de 2006, quando designado pelo Presidente da Comissão de Árbitros da Federação Paulista, Marcos Marinho, Zé venceu o sorteio da final do Paulistão daquele ano e fez um trabalho acima de qualquer suspeita, mostrando que pode sim ser um grande Árbitro Internacional.


Lembro-me como se fosse hoje, Zé com aquela polêmica camisa “rosa”, advertindo o goleiro na ocasião do Santos, Fábio Costa, com um cartão amarelo. Enquanto a chuva desmanchava seu inseparável “topete”, Zé, mostrando para todos seu excelente preparo físico que lhe é peculiar, consagrava-se ali, um dos grandes nomes da arbitragem paulista de todos os tempos. Viva a renovação!


Nota: matéria publicada no site A VOZ DO APITO por Pedro Paulo de Jesus.


O BODE EXPIATÓRIO


Falar de futebol e não difamar a arbitragem é o mesmo que ir a Roma e não ver o papa. A arbitragem é o tópico mais apurado quando o assunto é futebol. Infelizmente, sempre visto como o causador da derrota deste ou daquele time.
Jogadores (regra 03),  dirigentes, torcedores e principalmente jornalistas esportivos não querem olhar o árbitro (regra 05) e seus assistentes (regra 06) como seres humanos que, durante uma partida de futebol, não conseguem ver tudo o que acontece no solo sagrado (campo de jogo - regra 01)  para sempre tomarem decisões corretas. Onde há um ser humano certamente haverá erro.
Quando um jogador erra um pênalti (regra 14), é criticado imediatamente pelo torcedor. Este mesmo torcedor logo esquece que seu time desperdiçou grande oportunidade de gol (regra 10). Agora, quando a arbitragem deixa de marcar um pênalti que na opinião deste torcedor foi cometido, a arbitragem passa a ser a principal causa da derrota do time.

Os cartolas (dirigentes, na linguagem futebolística) gastam até o que não podem para montar seus elencos e têm na arbitragem seu maior adversário. Sempre que derrotados logo comentam que o árbitro deixou de marcar uma penalidade máxima ou inventou uma, contra sua equipe. Consideram a arbitragem prejuízo financeiro (taxa de arbitragem) e de resultado (em caso de derrota). Esta opinião é exposta naturalmente nas entrevistas após jogo e no decorrer de toda semana que antecede a partida seguinte.
Treinadores e jogadores são outros que sempre se utilizam da arbitragem como bode expiatório para explicarem seus fracassos. Nunca a derrota veio por causa de uma escalação equivocada ou de um gol desperdiçado pelo atacante contratado a peso de ouro, um gol desperdiçado que vale a frase “até minha cozinheira faria este”!

Os jornalistas esportivos são indiretamente o combustível para a criação dos bodes expiatórios. São eles que através dos olhos frios das câmeras de televisão apontam os erros da arbitragem, erros humanos! Equivocadamente, a maioria dos jornalistas esportivos não tem o conhecimento apurado da Carta Magna do Futebol (livro de Regras). Pergunto: como alguém pode opinar sobre um assunto em que é leigo?

Por Valter Ferreira Mariano

23 de jul de 2009

PROFISSÃO: “JUIZ DE FUTEBOL”

Poucas profissões são difamadas em escala equivalentes a de juiz de futebol.

Dificilmente um político, por exemplo, expõe-se ao coro de vaias da magnitude daqueles que explodem nos campos de futebol. O juiz de futebol como popularmente é chamado não pode se esconder, nem nas peladas ele é salvo, sem ele não há jogo. Ninguém fora do mundo arbitragem pode avaliar o grau de dificuldade que os árbitros enfrentam.

Foto: Collina venceu o troféu de melhor árbitro do mundo, atribuído pela IFHHS, em 1997, 1998, 2000, 2002, 2003, 2004 e 2005.

Cabe recordar que o juiz, membro do Poder Judiciário, não o árbitro de futebol, faz seu trabalho em um gabinete, com livros, revistas técnicas e arquivos de jurisprudências à sua disposição para consulta. As razões das partes em litígio estão no papel e são complementadas oralmente pelos respectivos advogados, durante as audiências. Suas decisões estão sujeitas a revisão em instâncias superiores (os tribunais), no todo ou em parte.

Isto é, se uma parte se julgar prejudicada, pode recorrer à instância superior para tentar mudar ou mesmo anular a sentença. E Sua Senhoria o árbitro de futebol? Ele trabalha sob sol, chuva ou neve, diante de grandes e irreverentes platéias. É obrigado a movimentar-se continuamente, de olho na bola e também nos 22 jogadores e ainda nos bancos de reservas para controlar as línguas afiadas de muitos técnicos. Sua decisão tem de ser instantânea. (A instantaneidade poderá cedo ou tarde ser exigida também dos demais juízes, se prosseguir a situação atual, de poucos juízes para montanhas de processos).

Não pode levar em conta o que dizem as partes, jogadores e torcedores exaltados. O juiz. Ou melhor, o árbitro é ele, certa ou errada a decisão que irá figurar na súmula é sua, de sua exclusiva responsabilidade. E não poderá ser modificada. Se o bom goleiro precisa de sorte, o árbitro muito mais. Já os críticos de arbitragem, podem ter a opinião do jogo contraria a do árbitro, pôr uma visão pouco confiável pelo grau de conhecimento destes críticos, que são na maioria leigos à regra do jogo, em outras oportunidades eles já estão sob efeito de bebidas alcoólicas, e age sempre com o coração deixando a razão de lado, e em caso de derrota de seu time a frase mais comum a ser ouvidas deles: “A culpa é sua, seu juiz ladrão.” Profissão: “Juiz de Futebol.”

“Juiz de futebol” texto readaptado da crônica escrita pelo Roque Citadini, colunista do jornal O Expresso.

22 de jul de 2009

Histórias do polêmico Mario Vianna



Em campo, fazia de tudo: peitava, gritava, agredia até. Era seu jeito de se fazer respeitado por todos. Mário Gonçalves Vianna tinha 1.74 de altura e pesava 90 quilos de uma vitalidade que impressionava a todos que o conheceram. Mário Vianna foi de tudo um pouco: baleiro, engraxate, jornaleiro, empacotador de velas, fiscal da guarda civil, policia especial, juiz de futebol, técnico do Palmeiras, Portuguesa e São Cristovão, e finalmente, comentarista de arbitragem na Rádio Globo.

Sua excelente condição física foi adquirida na Policia Especial. E foi apitando peladas, que José Pereira Peixoto, um policial amigo, o convenceu a fazer um curso de árbitro para Liga Metropolitana onde ingressou como primeiro colocado de sua turma. Sua estréia oficial foi na partida de juvenis entre Girão de Niterói e São Cristovão. Neste jogo ele definiu o estilo que trataria de aperfeiçoar ao longo de sua carreira até torná-la uma espécie de marca pessoal: expulsou Mato Grosso, zagueiro do seu querido São Cristovão.

Maria Vianna com dois "nn" foi um das grandes figuras da arbitragem do futebol brasileiro. Na sua época era o melhor e participou dos muitos campeonatos internacionais.Depois da Copa do Mundo de 1954, quando Mario acusou a Fifa e corrupta ele foi expulso da arbitragem internacional. Passou a ser comentarista de arbitragem na Rádio Globo ao lado de Valdir Amaral e Jorge Cury.Apesar de polêmico era uma figura que tinha um bom coração. Na foto Mario Vianna aparece com a camisa da Federação Metropolitana de Futebol.

Desde então, começou a construir sua fama de juiz rigorosíssimo, destes que não perdem as rédeas da partida, mesmo nas situações mais adversas. Como naquele Botafogo e Flamengo em General Severiano. Mário Vianna expulsou jogadores do Flamengo, os torcedores não gostaram e começaram a atirar garrafas e pedras contra ele. E Mário não teve dúvidas: devolveu tudo para as arquibancadas.

Mário Vianna nunca foi homem de meias medidas. Foi responsável pela única expulsão de Domingos da Guia em onze anos de carreira. Também teve uma passagem com Nilton Santos no clássico Botafogo e Vasco. Atendendo a uma denuncia do bandeirinha, expulsou Nilton Santos que era um gentleman, por ofender o auxiliar. Mário achou estranho o caso e, nos vestiários pressionou o bandeirinha que terminou confessando que tinha mentido. Ele ficou sem graça, foi ao vestiário do Botafogo e pediu desculpas a Nilton Santos.

Segundo Mário Vianna, dois jogadores lhe deram muito trabalho: Heleno de Freitas e Zizinho. Heleno era irreverente, malicioso. Um dia, no campo do Vasco, tentou comprometer a arbitragem perante o publico, entregando um disco de bolero que o próprio Mário Vianna tinha pedido para o atacante do Botafogo trazer do Chile. O disco foi entregue na pista do estádio e diante do publico. No jogo, Heleno quis comandar a arbitragem e terminou expulso de campo.

Houve um jogador que, talvez por ser estrangeiro e desconhecer a fama de valentão de Mário Vianna, teve a infeliz idéia de desafiá-lo. Foi durante o jogo Itália e Suíça na Copa do Mundo de 1954. Inconformado com uma marcação do brasileiro, Boniperti partiu para cima do juiz aos empurrões. Mário Vianna aplicou-lhe um direto no queixo. Mandou que o carregassem para os vestiários e, ironicamente, disse para o massagista – Se ele tiver condições, pode voltar para o segundo tempo. Boniperti voltou bem mansinho.

Durante a Copa do Mundo de 1954, no jogo Brasil x Hungria, chamou o juiz Mr. Ellis e os dirigentes da FIFA, de “camarilha de ladrões”. Foi expulso do quadro de árbitros da entidade. Quando já era comentarista de arbitragem na Rádio Globo, quase perdeu o emprego por duas vezes. Na primeira, disse que o juiz Abraham Klein, além de judeu era ladrão. Os patrocinadores do programa eram, como Klein, judeus. Outra vez, numa mesa redonda na TV, sentiu-se asfixiado pela fumaça dos cigarros que os companheiros fumavam. E Mário Vianna desabafou – “Parem de fumar, isso é um veneno, polui os pulmões”. O patrocinador do programa era a Souza Cruz, fabricante de cigarros.

Como todo personagem folclórico, Mário Vianna também tinha o seu lado místico. Era espírita da linha Alan Kardec, rezava ao se deitar e se levantar. Alguns casos são conhecidos. Na Copa de 1970, era companheiro de quarto de Luis Mendes. Certa manhã ao se levantar, virou-se para o companheiro e disse – “Mendes, liga para tua casa porque seu irmão desencarnou”. Apavorado, Luis Mendes pegou o telefone, ligou para casa e ficou sabendo que seu irmão havia falecido naquela madrugada. Waldir Amaral conta que certa vez estava embarcando com Mário para São Paulo. E Mário advertiu – “Waldir esse avião vai pifar. Vamos esperar outro vôo”. – Que nada, Mário, deixe de besteiras – retrucou Waldir Amaral. Os dois embarcaram e quando o avião ia decolar, o motor enguiçou e o piloto foi obrigado a dar um cavalo de pau para não cair na baía da Guanabara.

Mário Vianna foi um homem de muitas histórias. Histórias colhidas ao longo de 38 anos de Policia Especial, 25 de árbitro e 22 de comentarista. Mário faleceu no Rio de Janeiro no dia 16 de outubro de 1989.

Fonte: Museu do esportes

17 de jul de 2009

Mão na bola ou bola na mão?

Bola na mão?

Na sociedade futebolística, os termos ”mão na bola ou bola na mão”, tem o mesmo significado. Esta incapacidade de identificar corretamente a diferença entre duas situações por parte dos torcedores, treinadores, imprensa esportiva e principalmente os jogadores, provoca inúmeros protestos contra os árbitros (regra 05) quando esta infração é punida ou deixa de ser punida.

Podemos iniciar falando sobre o assunto, dando um exemplo de um jogador que se encontra numa “barreira” e um tiro livre direto (regra 13) é lançado e a bola bate em sua mão ou braço, que neste instante estava protegendo o seu rosto. Esta situação não deve ser interpretada como mão intencional e nenhuma infração deve ser marcada. Porém se ao invés de usar sua mão ou braço para proteger o seu rosto, este jogador eleva sua mão acima de sua cabeça, ampliando o seu corpo com a clara intenção de interromper a trajetória da bola, esta mão intencional deve ser punida com tiro livre direto ou penal se jogador estiver dentro da sua área penal (grande área).

Uma outra situação onde o jogador age sem prudência, buscando um dano, sem cautela, é quando sai para interceptar um cruzamento com ambos os braços totalmente estendido horizontalmente, ampliando o seu corpo e a possibilidade da bola bater em sua mão ou braço. Esta situação deve ser punida com tiro livre direto ou penal se o jogador estiver dentro da sua área penal.

Toda vez que a bola bater na mão ou braço, estando este rente ao corpo do jogador ou este se encontrar de costa para o lance ou ainda num bate e rebate a bola choca-se na mão ou no braço, o árbitro não deve interpretar como mão intencional, mesmo que esta ação provoque um desvio na trajetória da bola.

Recorda-se que a mão intencional é punida com tiro livre direto ou penal, se a infração for cometida dentro da área penal. Normalmente, não será aplicada uma advertência (cartão amarelo) ou uma expulsão (cartão vermelho).

"Veja o video: Anulado! Val Baiano marca, mas o juiz diz que o jogador empurrou a bola com a mão, aos 18 do 1º tempo. - Santo André x Barueri - dia 04/07/2009"
No entanto, será expulso o jogador que impeça com mão intencional um gol ou frustre uma oportunidade manifesta de gol. Essa punição não se deve à mão intencional, mas devido a intervenção inaceitável e antiesportiva que impede marcar um gol.

Porém existem duas circunstâncias nas quais, além de ser punido com tiro livre direto contra sua equipe, o jogador será advertido (cartão amarelo) quando tocar ou golpear deliberadamente a bola para evitar que o adversário a receba ou tentar marcar um gol usando sua mão ou braço.

Portanto sempre que ocorrer uma destas situações, tente visualizar se houve uma tentativa de obter uma vantagem ilícita e desta maneira saberá se o árbitro soube interpretar corretamente ou não esta situação de bola na mão ou mão na bola.

15 de jul de 2009

Tribunal não (re)apita jogos


Na visão dos árbitros, prova de vídeo e Justiça não tiram a autoridade e nem inibem os donos do apito


Ser árbitro de futebol não é nada fácil. O “homem de preto” é o alvo preferido dos torcedores e, de um tempo para cá, vem sofrendo também nos tribunais, seja denunciado ou vendo sua atuação ser revista pelos procuradores e auditores através de provas de vídeo, e muitas vezes vendo a marcação em determinado lance ser alterada. Fato este que tem gerado discussão e polêmica, principalmente quando o juiz adverte o jogador.


Depois dos procuradores afirmarem que as denúncias por prova de vídeo não tiram a autoridade do árbitro em campo e nem que os tribunais estão (re)apitando os jogos, foi à vez dos árbitros dizerem o que pensam sobre o assunto.


Árbitro Fifa, o paulista Sálvio Spínola Fagundes Filho prefere não polemizar mais o assunto e vê de forma distinta a atuação de juizes e tribunais. “Não entendo que os tribunais estão passando por cima da decisão do árbitro e também não é um segundo árbitro. As instituições de arbitragem e os tribunais têm suas competências e são autônomas”, declarou, para opinar em seguida. “Desde que a Fifa permitiu a utilização de vídeos para coibir indisciplina e violência, sou a favor da utilização deste recurso e não me sinto atingido como árbitro”.


Questionado sobre a “nova hierarquia”, Spínola não titubeou. “O dono do apito é o árbitro. Decidimos por 17 regras e o tribunal está interferindo apenas em uma parte da regra 12 (condutas disciplinares)”, concluiu.


Para o também árbitro Wagner Tardelli, as provas de vídeo são totalmente plausíveis, desde que seja utilizada para coibir a violência no futebol. “Sou a favor da prova de vídeo sim, desde que seja para punir os jogadores e não os árbitros”, disse o juiz em defesa da classe, que também não se sente banalizada com a atuação dos tribunais sobreposta a uma decisão do árbitro em campo. “Quando a imagem serve para ajudar a prevenir e coibir a violência, ela é sempre bem-vinda. Não acho que o tribunal está sendo um segundo árbitro. Ele está agindo de forma correta, para o bem do futebol”.


As atuações dos árbitros são sempre alvos de críticas de torcedores e imprensa, no entanto, alguns jogadores e técnicos procuram se colocar do outro lado para entender o que acontece com um juiz durante os 90 minutos.


“O árbitro está muito acuado, porque ele não tem mais o direito de errar e nem de deixar passar algo desapercebido, pois agora tem o perigo de ser punido. Outro dia mesmo vi um árbitro pegar 60 dias de suspensão”, comentou o técnico Cuca, do Flamengo, antes de exclamar: “Eu não gostaria ser árbitro de jeito nenhum!”.


Os árbitros que se cuidem, pois as câmeras estão de olho, e os tribunais também, em tudo o que acontece dentro de campo.


Fonte: Raphael Petersen - justicadesportiva.com.br

14 de jul de 2009

Silvia Regina assume Escola de Árbitros

Silvia Regina assumirá a função antes exercida por Roberto Perassi, que irá para a Comissão de Arbitragem

08 de julho de 2009 - Pela primeira vez desde que foi criada, em 1949, a Escola de Árbitros Flávio Iazzeti, da Federação Paulista de Futebol, terá uma mulher na sua coordenação. Silvia Regina de Oliveira assumirá a função antes exercida por Roberto Perassi, que irá para a Comissão de Arbitragem. O desafio poderia ser considerado difícil de ser superado por qualquer pessoa, mas não para uma mulher acostumada ao pioneirismo.

Quando começou sua carreira, a ex-árbitra Silvia Regina encarou um ambiente completamente dominado pelo sexo masculino. Por isso, teve que transpor barreiras e ganhou destaque nacional e internacional. Foi a primeira mulher a apitar um jogo do Campeonato Brasileiro da Série A e de uma partida oficial pela Conmebol. Fora dos gramados, continuou a ser pioneira na profissão e sagrou-se como a primeira instrutora de arbitragem internacional e membro de uma Comissão de Arbitragem.

No entanto, mesmo com a vasta experiência, que teve início em 1980, quando realizou o seu primeiro curso de arbitragem, Silvia não esconde a ansiedade para enfrentar a nova empreitada. “Tenho quase 30 anos de profissão e já passei por tudo. E isso irá facilitar a aceitação deste novo desafio. Mas, na verdade, este será o maior desafio pelo qual já passei”.


Porém, para continuar a superação que tornou-se símbolo de sua vida, ela terá uma ajuda especial, de Roberto Perassi, antigo diretor da Escola de Árbitros e referência para Silvia. “Considero-o o meu mestre. Tudo que aprendi foi com ele. Quando recebo elogios por algo que eu fiz, eu sempre os direciono para o (Roberto) Perassi. O trabalho dele foi brilhante e ele irá continuar como instrutor. Ele foi um dos meus primeiros professores aqui na Escola de Arbitragem. Tive aula com ele e com o Flávio Iazetti”.

Mesmo surpresa com o novo cargo que irá ocupar, Silvia Regina já traçou objetivos para a sua gestão. “Quero melhorar a integração de todos os profissionais que trabalham e dão respaldo para o árbitro. Muitos fazem parte disto, como médicos e instrutores de educação física. Também queremos aprimorar o trabalho em equipe, entre o árbitro, os assistentes e o quarto árbitro. Precisamos desmistificar essa história de que o juiz que volta atrás em sua decisão tem sua autoridade diminuída”.

O trabalho realizado por Silvia Regina anteriormente consistia em auxiliar o Coronel Marcos Cabral Marinho de Moura, presidente da Comissão de Arbitragem, na escala dos árbitros, além de fazer análise de partidas e acompanhar a carreira de profissionais. Agora, em sua nova função, ela será de suma importância para os iniciantes da profissão. “Ajudarei na formação dos árbitros e na continuidade de suas carreiras, levando em conta sua capacitação”.

Como foi uma das primeiras árbitras do Brasil, a nova diretora da Escola de Árbitros procura encorajar mulheres a seguir o seu exemplo e para isso oferece seus conselhos. “Temos que tirar o medo delas em relação às críticas. Na maioria das vezes, elas querem ser assistentes para não estarem no foco. Quando eu apitava, ouvia somente quem me escalava”.

O principal objetivo de Sílvia Regina em sua nova função é melhorar ainda mais a arbitragem paulista, a qual ela considera a melhor do País. “Somos um espelho para o Brasil. Espero vencer mais este desafio e contribuir para que este trabalho seja bem feito e a arbitragem paulista continue a ser referência tanto no cenário nacional e internacional. E também queremos minimizar ao máximo os erros”.

Quem é Sílvia Regina

Nome: Sílvia Regina de Oliveira

Nascimento:19 de abril de 1964, em Mauá, São Paulo

Profissão: Professora de Educação Física

Ano em que começou a
apitar: 1980


Curiosidade: Fez o primeiro curso de arbitragem em 1980, mas não tinha a idéia de arbitrar. Na realidade, Sílvia Regina decidiu realizar o curso para ter uma noção mais profunda sobre as regras do futebol, para que isso lhe ajudasse a, um dia, ser jornalista esportivo, seu grande sonho na época.

Jogos Importantes: Os jogos mais importantes para Sílvia em sua carreira foram aqueles em que ela quebrou tabus, como os listados abaixo.
- Primeiro quarteto feminino a apitar na Série A do Campeonato Brasileiro: Guarani X São Paulo (2003).

- Primeira mulher a apitar um jogo oficial pela Conmebol: Santos X São Caetano (2003).

Além deles, Sílvia também cita a abertura do Campeonato Paulista de 2001, a partida entre Mogi Mirim e São Paulo, como muito importante em sua carreira.

Outros tabus quebrados por Sílvia Regina: Primeira instrutora internacional de arbitragem e primeira membro de Comissão de Arbitragem.

Fonte: futebolpaulista.com.br

13 de jul de 2009

Ética do árbitro de futebol na sua conduta

1 – O quê ética para cada um de nós?

Ética # Moral

Basicamente, moral é o que você, particularmente, julga ser certo. E ética são códigos de conduta que afirmam o que deve ser certo ou não. Nem tudo que é ético, é moral (podemos ter conduta éticas imorais), portanto, ser ético não quer dizer satisfazer a moralidade dos outros.

Atenção: o que é moral para o árbitro, pode ser imoral para sociedade futebolística. Entretanto, o árbitro deve sempre analisar se, apesar de moral para ele pode ser indiscutível para outros (nasce à ética).

Ser ético é politicamente correto, policiar-se nos atos.

A relação ética e moral são a mesma referente à de árbitro e juiz. Ambos são tomadores de decisões baseados em normas existentes, não detentores de poder para determinar penas.


2 – Ética no futebol e suas relações: A seguir, tópicos para discussão (sempre cobrado dos árbitros em relação aos outros, sem que os mesmo cobrem destes referidos):

2.1: dos árbitros em relação aos jogadores. Tópicos: Quando há amigos, conhecidos? Times em que você trabalhou diversas vezes? Rancor e simpatia? Profissionalismo? Julgamento da qualidade técnica do jogador?

2.2: dos árbitros em relação aos dirigentes. Tópicos: Quando os dirigentes procuram ser simpatizantes ou ameaçadores? Confraternizações posteriores? Agrados, presentes?

2.3: dos árbitros sem relação ao público. Tópicos: Quando é contestado ou ovacionado? Dirigentes envolvidos na arquibancada em situação de torcedores? Anônimos no alambrado? Atitudes pré ou pós jogo?

2.4: dos árbitros em relação à imprensa em geral. Tópicos: Quando há entrevistas (saber falar)? Análises sobre seu jogo? Sobre outro jogo apitado por outro árbitro? Relacionamento, atenção, exclusividade a emissoras.

2.5: dos árbitros em relação aos próprios árbitros. Tópicos: Quando se refere a sua própria atuação (autocrítica)? Árbitro como torcedor? Comentários sobre jogos de seu companheiro de atividade? Separação de atuação do árbitro e da personalidade do mesmo? Análise crítica ou exemplo ilustrativo, educativo de jogadas e marcações?

Há corporativismo na arbitragem? É esse o grande problema do árbitro: falta de união, um tentando derrubar o outro. Não buscam novas oportunidades, mas a oportunidade do próximo.


3 – Confecção de relatórios: O que é um relato? Certamente, não é um julgamento. È um conto, uma história verídica. Sempre devemos contar histórias, nunca estórias, pois não pode existir ficção. Relatar corretamente, portanto, é exercer a ética.

Dentro de campo, o árbitro aplica as punições que ocorrem através das regras pré-estabelecidas na Carta Magna do futebol - 17 regras. Fora de campo, relata, conta os fatos, sem querer manifestar qualquer espécie de pré-julgamento ou influência de opinião.

Os julgadores serão sempre as juntas disciplinares, os comitês, a justiça desportiva. Nuca e o árbitro.

3.1 - Fazer o relatório na hora ou depois? Tópicos a discutir:

· Emoção ou razão na feitura do documento?
· Frescor dos fatos?
· Discernir com os companheiros?

Importante: Recentemente, houve um aumento no rigor das punições, devido a vigência do novo Código Esportivo. Um mau relato pode abrandar ou reforçar as penas.

3.2 – Conseqüências de um mau relato:

· Transparece a falta de ética do árbitro;
· Mostra a incapacidade do árbitro;
· Punições injustas;
· Comentários nada sutil a sobre sua autoridade.
3.3 - Como relatar?

· Clareza (não fazer rodeios);
· Objetividade (ir direto aos fatos);
· Racionalidade (Não deixar sentimentos influenciarem seu relato);
· Disponibilidade (disposto a escrever sem omissão);
· Imparcialidade (ser justo e coerente);
· Limpeza e apresentação (todos entendem o que você apresentou?).


Conclusões:

Ser ético é ser, acima de tudo, respeitoso. Ser árbitro, no desafio que a atividade exige, é ser acima de ético, um cidadão! Ou seja, mais do que alguém respeitador, um respeitado pelas virtudes que lhe são atribuídas para um bom desempenho de sua nobre função, o que o árbitro demonstra antes do jogo (na sua concentração), durante o jogo (nas tomadas de decisões), depois do jogo (nos relatos) e fora de campo (pessoa íntegra em todos os momentos).

Valter Ferreira Mariano- Árbitro assistente da Federação Paulista de Futebol.
Nota: Extraído do artigo escrito por Rafael Porcari – árbitro da Federação Paulista de Futebol.

10 de jul de 2009

Tópico de uma boa arbitragem

A arbitragem de futebol exige uma postura única daqueles que fazem dela uma profissão. Esta postura pode ser definida por alguns tópicos.

Um deles sem duvida e o fator de se comunicar. Um bom nível de comunicação com todos os envolvidos numa partida de futebol, sem se preocupar em ganhar um concurso de popularidade e ao mesmo tempo não fazendo “inimigos” com palavras de cunho forte e autoritária, eleva a eficácia desta comunicação a uma maior cooperação dos jogadores e treinadores, e reduzindo muito o questionamento das decisões tomadas pelo árbitro.

O árbitro deve tratar todos de uma maneira franca, sendo gentil e demonstrando seu respeito, deve também manter uma distância adequada dos jogadores, e assim eliminando qualquer dúvida sobre sua neutralidade da sua posição. Ouvir queixas, não é um ato fraqueza, porém não deve permitir que as mesmas venham atrapalhar o bom andamento da partida.

A consistência de uma arbitragem resulta no bom desempenho do árbitro. Aplicar a regra de forma diferente em circunstâncias idênticas ou semelhantes provocará a ira de todos, e suas decisões passará ser constantemente criticada. Esta inconsistência é perigosa, pois se antes havia qualquer dúvida sobre a qualidade e a competência do árbitro agora ela passa ser real.

Há “casos que o árbitro tenta se redimir de um erro cometendo outro, ou seja, tenta aplicar a regra da compensação”, isso gera insatisfação e um senso de injustiça, e, sempre a partida não termina bem, colocando a honestidade da equipe de arbitragem sob suspeita, pois ao perdedor só restou aborrecimento e frustração pela má atuação do árbitro.

A capacidade de tomar decisões eleva a postura do árbitro. As decisões têm que ocorrer simultaneamente ao lance ou mais rápido possível. São permitidos alguns segundos para que possa tomá-la, porém se este tempo se prolonga pode dar uma sensação de dúvida. Para uma boa arbitragem é imprescindível uma decisão clara e rápida, mostrando que sua decisão foi acertada e assim inibe qualquer tipo de reclamação.

O equilíbrio é um tópico muito importância para uma boa arbitragem. Os acontecimentos que ocorre durante uma partida mudam rapidamente, as emoções dos jogadores, treinadores e principalmente dos torcedores aumentam ao passar dos minutos, e a frente disso árbitro tem que se manter tranqüilo e equilibrado.

O árbitro estará sempre sob pressão, e sua capacidade de relaxamento será colocada à prova antes, durante e após a partida, a responsabilidade de aplicar a regra mais corretamente possível, permite a ele não ter o medo de errar, pois o erro faz parte de sua natureza humana.

Nota 1: Este texto foi baseado no livro, Psicologia no futebol, de Weinberg & Richardson (l99l).

Comportamento frente ao árbitro


Na sociedade futebolística são comuns os jogadores amadores e os chamados profissionais não respeitarem a autoridade do árbitro e dos seus assistentes. Esta falta de respeito é claramente observada em gestos “explícitos” e algumas frases que podem ser lidas através da leitura labial, de modo tão ofensivo, que não precisa ser perito para fazer esta leitura. O principal fator para esta conduta antidesportiva é a falta de conhecimento da Carta Magna do futebol, onde estão escritas as 17 regras do esporte bretão.

O jogador denominado capitão é a maior prova desta conduta nada esportiva em relação à arbitragem. Por ter este “título” pensa que pode goza do direito de questionar as decisões do árbitro e dos seus assistentes. Porém a regra determina que sua participação se restrinja ao sorteio da escolha do campo irá defender e ser o responsável pela conduta da sua equipe.

Os jogadores não sabem ou se esquecem que as decisões do árbitro sobre fatos em relação ao jogo, são definitivas (regra 05). Uma decisão do árbitro somente poderá ser modificada se ele deu conta de um equivoco ou informado do mesmo por um dos seus assistentes ou pelo quarto árbitro. Esta decisão só poderá ser modificada se a partida não tenha sido reiniciada.

Todo o jogador, inclusive o capitão, que tomarem qualquer tipo atitude, quer com gestos ou palavra, desaprovando uma decisão da equipe de arbitragem, será culpado de conduta antidesportiva e punido com cartão amarelo (regra 12). Agora se qualquer jogador relacionado na partida agredir o árbitro (equipe de arbitragem) ou que seja culpado de empregar linguagem ou gestos ofensivos, grosseiros e obscenos será expulso (regra12).


Infelizmente para o universo da arbitragem o comportamento dos jogadores de futebol, envolve essencialmente instintos e hábitos aprendidos ao longo de sua carreira futebolística; alguns sendo genéticos e outros de natureza social e cultural.